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Serve um poema para a postagem de hoje? Ainda não ouvi depoimentos confirmando que eu sou mesmo poeta. O que me ocorre é disfarçar esta condição. Mesmo em meus sonetos digitais, a emoção que os percolará será percolada por sugestões de que estarei apenas fazendo brincadeiras. Hoje decidi postar apenas o poema de minha autoria. Vou falar, no poema, sobre a granola e a velhice, de sorte que achei oportuno começar com uma tigela do "blend" de cereais e outras bobagens. A rigor, acabo de comprar o "Elixir da Longa Vida", integrado por -entre outras águas da fonte da juventude- um "composto poderoso".
Achei que, antes de vermos os resultados do esforço, seria conveniente avaliarmos a quantidade de exercícios físicos que fiz, a fim de alcançar a forma poética que veremos em instantes.
Adalberto de Avila
Prenuncia-se um belo dia.
Na hora da granola,
tirei-a do vidro sem estiola:
botei-a no prato
Na hora da granola,
tirei-a do vidro sem estiola:
botei-a no prato
(tigela)
sem dar-lhe mau trato
sem dar-lhe mau trato
(causar-lhe mazela).
Nada caiu
da colher de sopa,
poupando-me a roupa.
Tão solene fiquei ao postar o poema que usei meu pseudônimo literário. Por que Adalberto de Avila? Porque o tempo passa, como vemos a seguir:
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Juro que, se for eleito para a Academia Brasileira de Letras, pegarei meus R$ 20.000 que os que lá bebem chá (novo poema?) embolsam e os darei para sustentar uma creche para os moradores de rua que ontem quase assassinaram um de seus iguais. E o Coronel Jones Calixtrato Barreto dos Santos, segundo Zero Herra (p.31 do número de hoje) disse: "É rotina pararmos e identificarmos as pessoas sob essa ponte. Mas há uma parcela que não pode ser presa, não é crime ficar na rua."
Eu pensei: com esta visão de mundo ("não é crime ficar na rua"), este coronel ainda será meu colega na ABL. E não sei o que fará com seus R$ 20.000 mensais!
Asta pronto.
DdAB
Um comentário:
Cara:
que poema mais genial!
DdAB
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