18 maio, 2024

Ação do Governo Federal na Tragédia de Maio/2024 no RGS


 Certamente, a direita, digo, a extrema direita, vai dizer que o que vou escrever é fake. Entendo que fake são eles que não se curvam à evidência de que estão por fora. E aqui vai a listagem:

Mas, afinal, o que o Governo Federal fez/fará pelos gaúchos? Atualizado até 15/5/24

1. Auxílio reconstrução no valor de R$ 5.100,00 para cada família desabrigada recomeçara a vida.

2. Novas moradias para todos que se encaixam nas faixas 1 e 2 do Minha Casa Minha Vida (MCMV), com a compra assistida de imóveis usados.

3. Uso de imóveis desocupados que estejam em leilão da Caixa e Banco do Brasil.

4. Compra de imóveis direto das construtoras

5. Aproveitamento de propostas não selecionadas no MCMV.

6. Nova seleção do MCMV

7. Suspensão por 6 meses nas parcelas do MCMV

8. Suspensão por 6 meses das parcelas do FGTS

9. 12 meses para usar o saldo do FGTS para pagar parcelas de financiamento.

10. Carência de 6 meses para novos contratos.

11. Antecipação do Bolsa Família, com primeiro pagamento em 17/05.

12. Liberação de até R$ 6.220,00 do Saque calamidade do FGTS.

13. Novos beneficiários no Bolsa Família - 21 mil novas famílias já entraram.

14. Abono salarial antecipado para maio nos municípios em calamidade - R$ 758 milhões. 

15. Duas parcelas extras do seguro desemprego para quem já recebia,

16. Restituição do IR no 1º lote para contribuintes gaúchos - R$ 1 bilhão. 

17. Criação do Ministério extraordinário de Apoio à reconstrução do RS

18. Encomenda de um estudo de alternativas para o sistema Guaíba - Lagoa dos Patos para reformular o sistema de proteção de cheias. 

19. Manutenção da assistência farmacêutica com envio de insulinas e insumos.

20. Para produtores rurais, 1 bilhão para desconto de juros do Pronaf e Pronamp até o limite de 4 bilhões de créditos concedidos.

21. Antecipação de 380 milhões no Bolsa Família e auxílio-gás.22.  Estados e municípios - R$ 200 milhões para fundos de estruturação de projetos.

23. Agilidade de análise de crédito com aval da União para municípios, na ordem de R$ 1,8 bilhão.

24. Para empresas - R$ 500 milhões em aporte de garantias no Fundo Garantidor de Investimentos (até 5 bilhões em concessão de crédito).

25. Para empresas - prorrogação por no mínimo 3 meses dos prazos de recolhimento de tributos federais e Simples Nacional (R$ 4,8 bilhões).

26. Para empresas - Dispensa da Certidão Negativa de Débitos para facilitar o acesso a crédito em instituições financeiras públicas por 6 meses (também para produtores rurais).

27. Para empresas - aporte de R$ 4,5 bilhões para concessão de garantias de crédito no Fundo Garantidor de operações Pronampe (potencial para alavancar R$ 30 bilhões)

28. Para empresas - R$ 1 bilhão de descontos de juros no Pronampe até o limite de R$ 2,5 bilhões de créditos concedidos.

29. Liberação de R$ 10 milhões para auxílio abrigamento.

30. Em atuação - mais de 13 mil militares, 951 viaturas, 130 aeronaves, 182 embarcações das Forças armadas e hospitais de campanha de apoio às vítimas.

31. Liberação de pagamento de R$ 580 milhões em emendas do Estado, em 05/5.

32. R$ 23,8 milhões para obras de saneamento nas áreas afetadas, em 05/5.

33. R$ 8,4 milhões na compra de 52 mil cestas básicas, em 05/5.

34. Disponibilização de 2 mil cestas básicas de alimentos às cozinhas solidárias que atenderão a população atingida pelas chuvas, em 05/5.

35. Acolhimento e distribuição de mantimentos nos Institutos e Universidades Federais do RS.

36. 34 antenas emergenciais para auxiliar comunicação de equipes de resgate, em 05/5.

37. Recuperação de rodovias. 

38. 674 policiais e 60 bombeiros da PF, PRF e Força Nacional em atuação, em 05/5. Este número cresce conforme a necessidade e dimensão das áreas atingidas.

39. Doação de 50 toneladas de roupas e calçados pela Receita Federal, sendo o transporte realizado pelos Correios.

40. Garantia com as empresas fornecedoras para Oxigênio de uso hospitalar/domiciliar.

29 abril, 2024

Nóis não Quer mais Mudanças Ortográficas: Érico e O Retrato

 


É isso mesmo: tanta mudança ortográfica em meu já alentado horizonte de vida que achei que jogar fora dicionários e livros amados (leitura literária e técnicos) é escandaloso. E não me refiro aos meus, mas os das milhares de bibliotecas deste país que não lê o suficiente.

Como já falei recentemente, nos outonos, muitos deles, dou-me o prazer de reler as obras de Érico Veríssimo. Acabei de ler, neste afã, o primeiro volume de O Retrato, edição de 2012 da Editora Schwarcz, de São Paulo (Companhia das Letras).

Pois não é que, senão, quando, li na página 112:

Martyr: Pessoa que padece martyrio pela fé. fig. Que padece por qualquer causa: v.g. martyr de esperanças, cuidados, receios, invejas, etc. "o galante martyr dos taes sapatos, que lhe apertavão os dedos". "Velha vaidosa [...] o corpo uma saca de lã [,,,] martyr de um espartilho, capaz de a fazer apoplética [...]" (Os colchetes e reticências estão no original.

Aproveitei e me tornei apoplético com tanta mudança. Só pode ter explicação na teoria da grande conspiração.

DdAB

09 abril, 2024

GPT e o Picolé Chica-Bon


 Quem me acompanha, especialmente a turma do bar do bairro, sabe que ando fascinado com as possibilidades que me têm sido oferecidas pelo ChatGPT naquele livro que volta e meia minto que estou escrevendo e em outras meia-voltas, digo a verdade que estou escrevendo. São dois tempos diferentes, e aquele em que a verdade é que estou escrevendo é que me faz feliz.

Nesse processo de escreve e mente, depois que o GPT me foi apresentado e muito dele gostei, desenvolvi novo ímpeto para trabalhar no livro que hoje se intitula "Três Subornos; uma utopia igualitarista".

Tanta intimidade desenvolvi com o GPT que decidi tomarle el pelo, como dizem os hermanos. Tudo começou quando vi em minhas anotações algo ou alguém citando a cronista Lia Luft. Li-a (sem brincadeira) fazendo uma petitio principii em que vemos: "Não creio em igualdade, mas em dignidade para todos."

Indignado, fui ao GPT e ele me disse:

A relação entre dignidade e igualdade está no princípio de que todos os seres humanos merecem respeito e devem ter garantidos seus direitos fundamentais, independentemente de diferenças individuais.

E aí fiquei fazendo perguntas tipo e a relação entre igualdade e maldade, e outras mais desmazeladas.

Finalmente, já cansado (e ele é incansável) indaguei:

Qual a relação entre igualdade e o picolé Chica-Bon da Kibon.

Ele deu uma resposta circunspecta, da qual destaco: talvez você esteja falando no Chica-Bon como metáfora. E aí me comprometi em escrever uma obra de ficção em que usarei o picolé Chica-Bon como metáfora.

DdAB

28 março, 2024

Empresas Vendendo Empregos?



Pelo jeito, a resposta é "não!", com exclamação! Mas há considerações interessantes feitas por mim e apoiadas no GPT e no Gemini:

Prosseguindo na reflexão sobre como mitigar as misérias trazidas pelo desemprego, compete-nos indagar sobre uma das causas motivadoras da ação do governo ou da comunidade na busca da ocupação da população economicamente ativa que se encontra em situação de desemprego voluntário (vivendo com a renda básica universal) ou não. A pergunta motivadora é: por quê, se – no capitalismo – tudo vira mercadoria – num mundo de mercados generalizados, não é comum concebermos, conforme aprendi com Samuel Bowles, um mercado em que as empresas vendem seus empregos?  Sim, sim. Estou me referindo ao emprego, com implicações originando-se no mercado de trabalho. Por exemplo, quanto a nova geração, ou seus progenitores ou a própria a sociedade pagaria para comprar os empregos, digamos, das pessoas de 40 anos ou mais: uma aposentaria avant la lettre. Na verdade existem aproximações de um verdadeiro mercado de empregos, desde as empresas especializadas em recursos humanos até os ainda mais refinados head hunters.  E, se tudo vira mesmo mercadoria, poderemos pensar que também haverá vendas do emprego de um trabalhador a outro. Quais seriam os problemas dessas vendas? Seriam similares àqueles já vistos no mundo moderno, como na cidade de Veneza, cujo fluxo de turistas é tão grande que seu número passou a ser racionado. 

            Fazendo um experimento mental, o fato é que, em uma análise hipotética, pode-se argumentar que existe alguma "virtude" nessa prática, dependendo do contexto, mas não isenta de controvérsias. Por exemplo, a venda de empregos poderia criar um mercado mais eficiente para o trabalho, onde os candidatos mais qualificados, independentemente de sua capacidade de pagar, teriam a oportunidade de obter empregos,aperfeiçoando a alocação de recursos. Da mesma forma, alguns argumentam que a capacidade de pagar por um emprego pode refletir o valor econômico que um candidato traria para a empresa. Em um exercício de análise contrafactual, a venda de empregos poderia gerar receitas adicionais para serem alocados pela empresa. Também benévola é a possibilidade de que a permissão da venda de empregos oferece aos virtuais compradores a liberdade de escolher oportunidades de emprego com base em seus próprios critérios financeiros.

            Ainda assim, os argumentos favoráveis são, em geral, controversos e muitas vezes negligenciam considerações éticas, legais e sociais. A venda de empregos cria desigualdades econômicas e sociais, pode levar à discriminação e minar princípios fundamentais, como igualdade de oportunidades. Na prática, as consequências negativas geralmente superam qualquer suposta virtude que poderia ser associada a essa prática. Mas esta crítica é facilmente superada, se considerarmos um monopsônio em que o comprador específico é o governo, sindicatos ou mesmo ONGs.

            Mas isto não impede que possamos observar vantagens na prática. Por exemplo, na maioria dos países, existem leis trabalhistas e regulamentos que proíbem essa prática, visando garantir que o processo de seleção de funcionários seja justo, não discriminatório e baseado no mérito. Adicionalmente, e até mais sério, firmas vendendo empregos criariam uma situação em que apenas aqueles com recursos financeiros significativos teriam acesso ao emprego, o que seria injusto e discriminatório, tendo em vista que a igualdade de oportunidades é um princípio fundamental em muitas sociedades.

            Um lado ainda mais complicado e elucidado pela economia da informação sobre a venda de empregos leva ao que se chama de seleção adversa: a empresa arrisca-se a contratar pessoas desqualificadas para as funções, mas capazes de pagar o preço fixado para a compra do emprego. Em boa medida, tal prática iria prejudicar tanto a produtividade quanto o desempenho da equipe. Isso afetaria negativamente a empresa e seus resultados. Também, dependendo da distribuição por gênero dos virtuais compradores, a venda de empregos poderia limitar a diversidade na força de trabalho, uma vez que apenas aqueles com recursos financeiros significativos teriam acesso às oportunidades de emprego. Romper essa regra implica elidir a perspectiva de que a diversidade e a inclusão são fundamentais para a criatividade, inovação e para refletir a sociedade de maneira justa. Neste sentido, a cultura de uma empresa desempenha um papel importante na satisfação dos funcionários e no sucesso da organização. Também devemos admitir a possibilidade de erros no processo de recrutamento., permitindo a contratação de trabalhadores distanciados e até contrários à cultura da empresa, prejudicando o ambiente de trabalho e a moral dos funcionários.


15 março, 2024

Mais Filosofia da Aritmética do 1 e do 2

 


Quando é que

1 = 2 ?

É quando estamos usando os algarismos 1 e 2 apenas como taquigrafias, o mesmo ocorrendo com o sinal de igualdade. Queremos, no caso, apenas dizer: o primeiro (argumento) é igual ao segundo.

DdAB

03 março, 2024

Pressupostos Econômicos: realismo versus instrumentalismo

Uma equação de preço e valor



O Século XX mostra com clareza duas correntes na ciência econômica:

  1. uma, destinada a fazer o sistema funcionar ( qual o preço do sorvete ).

  2. outra, destinada a entender seu modo de funcionamento para, talvez, modificá-lo estruturalmente.

Da primeira, emergiram as chamadas vertentes neoclássicas e da segunda a economia marxista.

Em ambos os casos, a fim de proceder à verificabilidade (falseabilidade) das teorias propostas, tratou-se de buscar dados de apoio, em virtude da natureza de ciência social da própria ciência econômica e tudo o que já foi dito sobre a relação sujeito-objeto.

Particularmente, a economia neoclássica, preocupada que estava em dar respostas a problemas prementes, como o preço do sorvete, mas também a quantidade ótima de moeda em circulação e outras, passou a desenvolver métodos quantitativos estatísticos para qualificar suas respostas.

Hoje também a economia marxista utiliza amplamente estes métodos. Um exemplo é a teoria do valor trabalho, tachada de metafísica por Joan Robinson, que hoje pode ter o vetor do valores das mercadorias produzidas em um sistema derivado de uma simples matriz de insumo-produto.

DdAB

30 outubro, 2023

Eugênio Miguel Cánepa, meu querido amigo



Hoje busquei na internet o nome de meu querido, mas finado, amigo Eugênio Miguel Cánepa, nosso inesquecível Cánepa. Eu queria uma foto, mas encontrei aqui um obituário. Reproduzi-o com dor, que me alcançou à época do falecimento, mas a memória não não me permite datar, se em 2021 ou 2022. O obitiáruo fala em uma quarta-feira, 24 de março. A quarta-feira recente é de 2021. Fixo assim a data do passamento. 

E que me traz a estas tristes considerações? Faço então um registro duplo (ou triplo...). Estou terminando de ler o espetacular

MENZIES, Gavin (2021) 1491; o ano em que a China descobriu o mundo. Rio de Janeiro: Bertrand do Brasil. Tradução de Ruy Jungmann.

Trata-se de um livro de um conteúdo informacional tão profundo quanto surpreendente. A presença da China pelos campos da geografia mundial foi omitida de mim desde os primeiros anos de estudos da geografia e história do ensino pré-universitário. E seguiu razoavelmente omissa nas disciplinas que estudei na faculdade. Mas eu já ouvira traços, talvez rastreados pela profa. Neíte de Castilhos (do colégio Júlio de Caudilhos), que me ensinou geografia do Brasil no terceiro ano do hoje chamado ensino médio. Era um ano dedicado a estudar as disciplinas que entravam no exame vestibular para o curso de economia. E o ano de 1968, com fraudes abafadas na prova de geografia... pura ironia.

Pois estou seguindo uma carga de leitura paralela, ou melhor, carga vídeo-montada, pois às folhas tantas, vi referência a uma cidade perdida na Amazônia que Menzies chamou de Moribeca, mas o YouTube apresentou como Muribeca.

Mas volto ao título da postagem: eis que achei nas páginas 367-368, duas referências a um talvez antepassado de nosso amado Cánepa: Albino Cánepa, possivelmente vivendo no século XV, sendo cartógrafo e talvez trabalhado com base no mapa de Fulano Pizzigano.

Se Eugênio era um sábio meticuloso, imagino que, se é o caso, um antepassado foi quem lhe deixou tal carga genética.

DdAB