19 setembro, 2026

What is in a Name? Shakespeare responde


O monólogo de Julieta indagando "o que há num nome" é um dos mais famosos da peça Romeu e Julieta (Ato II, Cena 2) de William Shakeapeare. E muito lindo, comovente, tocante e trágico. E não apenas desta peça, mas talvez de toda obra shakesperiana.

Na cena, Julieta está na sacada do jardim dos Capuleto pensando em voz alta sobre Romeu, que acabou de conhecer. Ela não sabe que ele está escondido embaixo, ouvindo tudo. 

O monólogo inteiro é:


Oh, Romeu, Romeu! onde estás, Romeu?

Renega teu pai e teu nome renega.

E, se não queres, jura-me somente

Que me amas, e não serei mais capuleta.

Que importa um nome? O que chamamos de rosa,

Com outro nome igualmente cheiraria.

Assim Romeu, se não te chamasses Romeu,

Conservarias a sua perfeição,

Mesmo sem esse nome. Romeu, despe-te

Do teu nome, que não é parte de ti,

E, em troca, leva-me a mim, que sou toda tua.


A frase inteira em inglês fica assim:

Tis but thy name that is my enemy;

Thou art thyself, though not a Montague.

What's Montague? it is nor hand, nor foot,

Nor arm, nor face, nor any other part

Belonging to a man. Oh, be some other name!

What's in a name? that which we call a rose

By any other name would smell as sweet;

So Romeo would, were he not Romeo call'd,

Retain that dear perfection which he owes

Without that title. Romeo, doff thy name,

And for that name which is no part of thee

Take all myself.


Resumindo o significado: Julieta está dizendo que o nome "Montéquio" (a família rival) é a única coisa que a impede de amar Romeu. Para ela, nomes são apenas rótulos arbitrários — a essência de uma pessoa (ou de uma rosa) não muda só porque o nome é trocado. Ela queria que Romeu abandonasse o sobrenome para que pudessem ficar juntos.


DdAB

Fonte da imagem: 

https://en.wikipedia.org/wiki/Romeo_and_Juliet#/media/File:Romeo_and_juliet_brown.jpg

13 setembro, 2026

Embolada Das Dadivas da Natureza

Zumbi (1927) por Antônio Parreiras (Wikipedia)

Querido blog:

Antigamente, por ocasião da divulgação do LongPlay da peça teatral "Arena Conta Zumbi", eu pensei que decorara a letra e cantava aquilo com desenvoltura. Dias atrás, apostei com um colega de bar saber cantar tudo tintim por tintim. Perdi quatro cervejas. Aqui está o que o antagonista recolheu na internet.

Augusto Boal, G. Guarnieri, Edu Lobo

De toda forma e qualidade tem

Oi tem pindoba, embiriba e sapucaia
Tem titara, catulé, ouricurí
Tem sucupira, sapucais, putumuju
Teu pau-de-santo, tem pau d'arco, tem tatajubá
Sapucarana, canzenzé, maçaranduba
Tem louro paraíba e tem pininga (bis)

Pare meu irmão
De falar em tanta mata
Com tanta planta eu não sei o que fazer
Mas diga lá se tem bicho pra comer
Se tem bicho pra comer.

Se tem bicho pra comer

De toda forma e qualidade tem,
Onça pintada, sussuarana e maracajá
E tem guará, jaguatirica e guaxinim
E tem tatu, tatu-peba, tatu-bola
Tem preguiça, tem quatí, tamanduá

E coelho que tem, tem, tem
Queixada que tem, tem, tem
Caititú oi tem também
Oi diz que tem, tem
Oi diz que tem, tem
E tem cotia que tem, tem
E paca será que tem?
Oi tem preá, e quandá será que tem?
Oi diz que tem, tem
Oi diz que tem, tem

Pare meu irmão
De falar em tanta fera
Com tanto bicho eu não sei o que fazer
Ah, um bichinho pra comer
Eu só quisera
Com tanto assim eles vão é me comer

Mas tem os peixes que ainda não falei
De toda forma e qualidade tem
Oi tem traíra, tem cará e jundiá
E tem caborge, tem piaba e carapó
E pitú e caranguejo e aruá

Mas também tem cobra
Que é um nunca se acabar
Tem jacaré, cobra-rainha e tem muçu
Tem caninana, tem jibóia e tem jericoá
Tem jararaca, cascavel, surucucú
E papa-ovo e cobra verde assim não dá (bis)

Mas tem sabiá, tem canário e curió
Tem passarinho tão bom de se olhar
Papa-capim, cardeal e arumará
E tem xexéu, guriatã e tem brejá
E se quiser comer galinha
Tem de todas pra fartar
Tem pomba de tres côcos, tem pato mergulhão
Aracuâ, jaçanã e tem carão
Juriti e cardigueira e paturí

Mas e nessa abençoada região
Será que tem o que faz falta na verdade

O que é, o que é, o que é?
O que é, o que é, o que é?

Me diga meu irmão
Se nessa grande mata
É possível, é possível ter mulher

Aí está uma coisa que não
Aí está uma coisa que não

Pois sendo assim eu prefiro o cativeiro
Pois sendo assim eu prefiro o cativeiro

Meu irmão tá com toda razão!
Meu irmão tá com toda razão!


DdAB

27 agosto, 2026

Velhice e a Ilusão da "Melhor Idade"


Meu título para a postagem de hoje mostra má vontade quanto a esse clichê que omite alguns "probleminhas" trazidos pelo passar do tempo. Por exemplo:

Alergias. Arteriosclerose. Artrites, Artroses. Acidente vascular cerebral. Catarata. Colesterol. Diabetes. Distúrbios neurovegetativos. Diverticulose. Dor ciática. Esteatose. Gastrite. Glaucoma. Hemorroidas. Infarto. Joanetes. Mal de Alzheimer. Mal de Parkinson. Obesidade. Osteopenia, Osteoporose. Perda de memória. Pressão alta. Queda do cabelo. Queda do limiar da dor. Retração gengival e, ergo, cárie radicular. Surdez. Unhas quebradiças. Unheiro. Varizes.

É pouco? Claro que crianças também podem ter das alergias às varizes, mas a maior prevalência é mesmo da velharada. Para iluminar ainda mais o caminho da desmistificação da melhor idade, decidi transcrever o artigo que segue.

O PESO DE VIVER MUITO. JÁ FEZ O SEU DEVER?

Estamos comemorando a longevidade sem perguntar quem vai pagar a conta dela.

Por Kika Gama Lobo 

Veja Rio

 18 ago 2026

Há uma nova religião circulando por aí: a longevidade.

Vivemos fascinados pela ideia de chegar aos 90, aos 100, aos 110. Celebramos a nova régua do tempo como quem descobre uma terra prometida. Nas redes sociais, envelhecer virou quase um privilégio estético: cabelos brancos charmosos, corpos sarados, viagens, vinhos, sexo, pilates, skincare, trilhas, empreendedorismo depois dos 60 e aquela frase perigosíssima: a idade está apenas na cabeça. 

Não. A idade também está na conta bancária. No plano de saúde. Na solidão de uma terça-feira à noite. Na memória que falha. Na filha que mora em outro país. No filho que trabalha 12 horas por dia e não consegue cuidar de ninguém. No cuidador que custa uma fortuna. No aluguel que sobe. No remédio que não cabe no orçamento.

Precisamos falar do peso de viver muito.

Porque viver muito é uma conquista extraordinária — mas pode também ser uma operação logística, financeira, emocional e familiar de proporções gigantescas.

A medicina ampliou o prazo de validade. A sociedade, porém, ainda não aprendeu a financiar, cuidar e acolher esse novo tempo.

Estamos comemorando a longevidade sem perguntar quem vai pagar a conta 

dela.

E não estou falando apenas de dinheiro. 

Estou falando de planejamento.

Quem pretende viver até os 90 precisa começar a pensar nisso muito antes dos 70. Precisa construir patrimônio, cuidar do corpo, cuidar da cabeça, cultivar amizades, aprender a pedir ajuda, organizar documentos, discutir herança, pensar em moradia, entender como funcionará seu cuidado futuro e, sobretudo, construir uma rede.

Porque ninguém envelhece sozinho. 

Mesmo quando mora sozinho.

A grande mentira contemporânea é essa fantasia de independência absoluta. Como se envelhecer bem significasse não precisar de ninguém. Como se pedir ajuda fosse fracasso.

Como se uma mulher de 82 anos pudesse resolver tudo pelo celular, marcar consulta pelo aplicativo, autorizar procedimento por biometria, conversar com robô de atendimento e ainda sorrir para a câmera  dizendo que está “vivendo sua melhor fase”.

Estamos criando uma geração de longevos sem rede. 

Filhos moram longe. Famílias diminuíram. Casamentos terminam. Amigos morrem. As pessoas mudam de cidade, de país, de continente. A vida profissional exige mobilidade. A economia exige produtividade. E o cuidado — esse trabalho invisível que durante séculos foi empurrado para as mulheres da família — ficou caro.

Muito caro.

A chamada economia do cuidado está se transformando em um dos grandes 

desafios deste século. Cuidador, enfermagem, residência assistida, fisioterapia, acompanhamento médico, alimentação adequada, transporte, adaptação da casa. Tudo custa dinheiro. 

E quem não tem?

Quem não construiu uma reserva?

Quem depende exclusivamente de um benefício previdenciário?

Quem pagou plano de saúde durante décadas e agora descobre que o preço ficou quase incompatível com sua renda?

Quem tem 78 anos e uma filha em Lisboa?

Quem tem 91 e nenhum filho?

A longevidade não é democrática.

E essa talvez seja uma das frases mais importantes que precisamos dizer neste momento.

Não existe um único envelhecimento.

Existe o envelhecimento de quem tem dinheiro e o de quem não tem. O de quem mora perto dos filhos e o de quem mora sozinho. O de quem tem  plano de saúde e o de quem depende exclusivamente do SUS. O de quem envelhece com amigos, amor e propósito e o de quem envelhece empilhando perdas.

Na internet, entretanto, parece que todos envelhecemos iguais.

Uma espécie de Disney grisalha.

Todo mundo ativo. Todo mundo desejável. Todo mundo viajando. Todo mundo fazendo musculação. Todo mundo começando uma segunda carreira. Todo mundo sexualmente potente, emocionalmente resolvido e financeiramente organizado.

É bonito.

É inspirador.

E é profundamente insuficiente.

Porque existe uma indústria poderosa vendendo a ideia de que envelhecer bem é uma questão de atitude. Tome colágeno. Faça exercício. Medite. Coma proteína. Tenha propósito. Faça terapia. Viaje. Ame. Dance.

Ótimo.

Mas quem paga?

Quem prepara a comida?

Quem leva ao hospital?

Quem fica quando a autonomia começa a escorrer pelas frestas?

A romantização da velhice pode ser tão cruel quanto o próprio preconceito contra os velhos.

Porque ela transforma uma questão coletiva em responsabilidade individual.

Se você envelhecer mal, a culpa será sua.

Não se cuidou.

Não guardou dinheiro.

Não fez terapia.

Não se exercitou.

Não teve propósito.

Ora, façam-me o favor.

É claro que escolhas individuais importam. Autocuidado importa. Saúde mental importa. Educação financeira importa. Resiliência importa.

Mas sorte também  importa.

Genética importa.

Classe social importa. 

Acesso à saúde importa.

Políticas públicas importam.

O problema é que não estamos preparados para essa vida.

Precisamos urgentemente de uma nova cartilha do bem viver. E ela deveria começar na adolescência.

Não para ensinar adolescentes a “envelhecer”, mas para ensinar que o tempo tem consequências.

Educação financeira deveria falar de longevidade.

Educação emocional deveria falar de perdas, solidão e dependência.

A escola deveria discutir cuidado.

A sociedade deveria discutir moradia para idosos.

As cidades deveriam ser pensadas para quem tem mobilidade reduzida.

O mercado de trabalho deveria considerar carreiras mais longas.

O sistema de saúde deveria se preparar para uma população que viverá décadas depois da aposentadoria.

E as famílias deveriam conversar sobre  dinheiro, cuidado, herança, moradia e decisões de fim de vida antes da emergência.

A pergunta, portanto, não deveria ser apenas: “Como viver mais?”

Essa pergunta já está velha.

A pergunta que precisamos fazer agora é:

“Como vamos sustentar os anos que conquistamos?”

Porque chegar aos 100 pode ser maravilhoso.

Mas chegar aos 100 sem dinheiro, sem vínculos, sem assistência, sem saúde mental e sem uma rede de cuidado pode transformar o tão celebrado presente da longevidade em uma longa travessia de abandono.

Não quero uma sociedade obcecada por acrescentar anos à vida.

Quero uma sociedade preparada para sustentar a vida que esses anos acrescentaram.

Até quando vamos romantizar envelhecer sem discutir o preço de continuar vivo?

Porque viver muito é maravilhoso.

Desde que a gente consiga viver — e não apenas durar.

Retomo a palavra: tem gente que pensa que o INSS deve dar lucro. Já eu penso que o Tesouro Nacional é que deve financiar a renda básica universal em valor que permita ao recebedor financiar uma decente e, com essa renda, garantir um bom padrão de vida para os velhinhos que gastaram tudo o que ganharam em bebida ou por qualquer outro motivo.

P,S, Imagem: as seis fases da vida: Wikipedia.

22 agosto, 2026

Sobre Senhores e Servos

 


Tenho presente que a revista Cláudia Responde, à p.3, disse que Alexandre Dumas Filho disse:

“Não estimeis o dinheiro nem mais nem menos do que ele vale: é um bom servo mas um péssimo amo.”

E eu tinha ouvido que esta frase era de Raúl Prebish com relação ao mercado: localizar “dinheiro” e substituir por “mercado”.

“Não estimeis o mercado nem mais nem menos do que ele vale: é um bom servo mas um péssimo amo.” 

Ou seja, uma substituição. Mercado e dinheiro não são a mesma coisa; se o fossem, não precisaríamos ter feito a substituição. Mas todas as sociedades monetárias conhecidas têm como base a troca, ou seja, de alguma forma, descobriram alguma mercadoria que assumiu o papel de unidade de conta.

Quem terá sido o primeiro a articular estas frases, pois já as ouvi:

Ptolomeu: “O Sol é um bom servo mas um péssimo senhor”

Boiadeiro Taurino: “O relho é um ótimo servo mas um péssimo senhor”

Pedreiro que bebe: “O fio de prumo é um ótimo servo, mas um péssimo senhor.”

Zagueiro de futebol: “O gol é um ótimo servo mas um péssimo senhor”

Goleiro do mesmo esporte: "O gol é um ótimo senhor mas um péssimo servo"

Doutor Taurino : "O bisturi é um ótimo servo, mas um péssimo senhor".

Professor: O giz é um ótimo servo, mas um péssimo senhor".

Açougueiro: "A faca é um ótimo servo, mas um péssimo senhor."

Poeta: "A rima é um ótimo servo, mas um péssimo senhor."

DdAB

Imagem: https://en.wikipedia.org/wiki/Alexandre_Dumas_fils. 

12 agosto, 2026

Parabéns a Você: em tupi-guarani

 


Meu amigo Gemini, a pedido, informou que o tradicional (vindo dos EUA) se desenvolve assim:

Melodia TradicionalVerso em GuaraniComo cantar (Divisão rítmica)
Happy birthday to you...Terevy'áitéko árapeTe-re-vy-’á-i-té-ko á-ra-pe...
Happy birthday to you...Nde aramboty árapeNde a-ram-bo-ty á-ra-pe...
Happy birthday, dear [Name]...Vy'apavẽ ndéve guarãVy-’a-pa-vẽ ndé-ve gua-rã...
Happy birthday to you!Terevy'áité rendápe!Te-re-vy-’á-i-té ren-dá-pe!
Nâo digo que seja fácil, mas a vida na selva, bem sabemos, nunca foi moleza!

E os gaúchos inventaram uma alternativa que vem fazendo sucesso:

Parabéns, parabéns, saúde e felicidade
Que tu colhas sempre todo dia
Paz e alegria na lavoura da amizade!
Que o patrão velho te conceda
Em sua benevolência
Muitas e muitas campereadas
No potreiro da existência!
E unidos nesse afeto
Te saudamos neste dia
E para que siga a festança
Repetimos com alegria!

DdAB
Imagem da Wikipedia.

23 julho, 2026

Graciliano e a Busca de Renda (rent seeking)



 
Basicamente, desde que a ciência econômica se consolidou, a ótica da renda na mensuração do valor adicionado pode ser resumida (de forma simplificada) por:

Y = S + L

onde Y é a renda total gerada, S são os salários pagos aos trabalhadores e L é o excedente operacional (lucros) que resta aos capitalistas depois de pagos todos os custos de produção.

Esse lucro (L) já é o montante que remunera o capital empregado. Dele saem o pagamento de juros (quando se toma dinheiro emprestado) e o pagamento de aluguéis (pelo uso de terras ou outros ativos físicos). Ou seja, juros e aluguéis não se somam ao lucro como se fossem novas fontes de renda; eles são, na verdade, fatias do próprio lucro que são transferidas para quem detém o capital financeiro ou a propriedade fundiária.

A encrenca começa justamente aí, no aluguel. Na visão de David Ricardo (1772-1823), a renda da terra (o aluguel) não é um prêmio pela produtividade do proprietário, mas sim a apropriação de uma parcela do excedente gerado pela maior fertilidade de algumas terras em relação às piores. Como o preço dos grãos é definido pela terra menos produtiva, as terras melhores produzem com um custo menor e geram um excedente – que é inteiramente capturado pelo proprietário na forma de aluguel. É a chamada renda diferencial, um prêmio pago ao rentista (aquele que não trabalha, mas vive do rendimento da propriedade) sem que ele tenha contribuído com esforço ou capital para a colheita.

Essa forma de apropriação da riqueza alheia – viver do simples fato de possuir algo – aproxima-se, em espírito, do que hoje chamamos de rent seeking, embora, em sentido técnico, o termo moderno designe a busca de privilégios artificiais por meio do Estado. O que importa, aqui, é o cerne moral: a renda que flui sem contrapartida produtiva, como um tributo cobrado sobre o trabalho e o risco dos outros.


No trecho que reproduzo do segundo volume das "Memórias do Cárcere", de Graciliano Ramos, na página 505:

   Afinal a virtude me escapava. Quem me provava que os indivíduos supressos pelo sírio faziam falta num mundo cheio de excrescências? Talvez não fizessem. E era-me indifferente estar a propriedade aqui ou ali. Não aprovei as aventuras dde Gaúcho, meu amigo na Colônia Correcional; não as aprovei por serem perigosas. Gaúcho não prodduzia riqueza. Muitos não a produzem, e contuddo acham maneira de apropriar-se dela sem arriscar-se. Gaúcho e Paulo Turco haviam pelo menos revelado coragem. E em situação difícil achavam maneira e praticar ações generosas, incompreensíveis.

Despeço-me.
DdAB
Imagem: https://pt.wikipedia.org/wiki/Graciliano_Ramos

22 julho, 2026

Penteados (alguns ousados)

 

Em 79 anos de vida, já observei muito corte de cabelo, mas nada igual. Fico pensando numa baita fatia de melão.

DdAB

Fonte: Zero Hora, Caderno Donna, quinta-feira, 16 de julho de 2026.