27 setembro, 2022

Que Será um Bucajá?

 

Pode ser uma imagem de fruta
23 de setembro às 10:42 
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Público
No dia 23 de setembro corrente, publiquei esta imagem e o texto que segue no Facebook:

Faz um dia que o amigo feicebuquiano Alfredo Pereira Jr. deu-me uma lição que resolveu um dos mais sérios problemas existenciais de minha condição. E que persistiu até ontem, digamos, por uns 40 anos: ele mostrou a imagem de um "umbu-cajá". E eu ouvia Alceu Valença falar no "beijo travoso de um bucajá". Agora sei: se eu quiser dar ou receber beijos travosos, nada melhor que sair na busca do umbu-cajá. Ainda assim, parece-me que "Bucajá" seria um bom nome para um cão ou um gato domésticos.

E tive tantos 'likes' and the like que decidi colocar aqui a turma toda:

Adalmir Marquetti

Adolfo Enrique Aman

Aladya Porto

Alba Maria Maia

Albert

Albertina Camargo

Alfredo Pereira Jr.

Antonio Augusto D Avila

Antonio Carlos Peruffo Azzolin

Antonio Paulo Carvalho

Ari Riboldi

Atos Pinheiro

Calino Ferreira Pacheco Filho

CamTidiana Celestina de Assunçao

Carlos Sergio Rota

Claides Abegg

Claudia Las Casas

Claudio Medaglia

Cyro Andrade

Dalva Faber

Daniela Bartz

Daniela Soares

Diney Adriana Oliveira

Dirce Avila Dick

Doris Hegedus Grossman

Doris Knach

Eduardo Oliveira Oliveira

Elisabete Otero

Elizeu Beckmann

Elzamir Ferreira

Eneida Nogueira

Erica Hiraiwa

Eth Coelho

Fátima Avila

Fernando Dal

Geronimo W. Machado

Gilda Telles

Gladis Reis Landell de Moura

Graça Brito

Gueiros Josevaldo

Hélio Henkin

Ivonete Alaide Caetano

Jorge Eduardo Huyer

Juarez Malta

Lis Fonseca Sugarcraft

Lisi Fs

Lucia Ayala

Luciane BN

Luiz Faria

Maita Kessler

Marcelo De Oliveira Passos

Maria Conceição Schettert

Maria Da Graça Landell de Moura

Maria Eunice Maciel

Maria Lúcia Leitão de Carvalho

Marialucia da Silveira

Marilene Gauer

Marília Straatmann

Marli Marlene Mertz

Mauro Salvo

Michele Araujo Bennett Castanho

Michelle Serpa

Nadia Bogoni

Patrícia Taylor

Paula Xavier

Paulo Cezar Marques

Rejane Luthemaier Vinaya

Renato Benino

Roberto Ferreira

Rodolfo Gross Villanova

Roger Keller Celeste

Ronaldo Fiani

Rosangela Polenz

Rubens Salvador Bordini

Salvatore Santagada

Severino Mota

Silvana Moura

Sônia Nicolau

Sueli Maldonado

Tania Giestas

Teresa Amaro

Theo Lima

Vanete Ricacheski


E comentários (algumas figurinhas foram destruídas na cópia para cá):
Claudio Medaglia
😘😘😘
😜😁🙋🏻‍♂️
Pode ser uma imagem de 4 pessoas e pessoas em pé
Duilio De Avila Berni
Claudio Medaglia Minhas preces foram atendidas!
Elzamir Ferreira
ameiii este bjo travoso ......... até imaginando a cena
Roque Gabbi Zanatta
Grande Duilio, um abraço. Conheço o Umbu Caja.
Duilio De Avila Berni
Roque Gabbi Zanatta Grande abraço, companheiro Roque. Entendi que a boa prática contábil, quando soma 1+2+10, chega a 13, significando "primeiro turno, dia 2 de outubro".
Paulo Bitencourt
Roque Gabbi Zanatta Lula lá
Albertina Camargo
Gostei da sugestão de Bucajá!!!
Marialucia da Silveira
No Rio, quando era professora, todo ano ganhava de um aluno uma sacola de cajá, pela foto acho que era essa mesma fruta, só que se falava só "cajá".....pela descrição me parece que é ela.....
Duilio De Avila Berni
Marialucia da Silveira E parecem batatas inglesas.
Marialucia da Silveira
Duilio De Avila Berni Fui olhar e vi que os que eu comia são cajá manga 😉
Marília Straatmann
Kkkk, amigo !! Depois desta salada de frutas ( manga rosa, melao, sapoti, juá, jaboticaba , cana de acucar, mel de uruçu) esse beijo de umbu-cajá , só pode ser travoso!!! Kkkk
O difícil será achar a "morena tropicana" aí nos pampas!! Kkkk
Ah ! Lembre-se que este ano é 22!! Kkkk
Duilio De Avila Berni
Marília Straatmann Quando eu vejo o 22, faço a soma, chegando a 4, claro. Mas aí vem a decomposição daquele 4: 1 e 3 = 13, hhehehe.
Paulo Bitencourt
Marília Straatmann
Doris Hegedus Grossman
👏👏👏👏👏
Duilio De Avila Berni
Duilio De Avila Berni Plantei. Obrigada
Analice Amazonas
Mas ainda falta saboreá-lo.
Duilio De Avila Berni
Já está na lista de desejos da próxima visita a Récife!
Severino Mota
A música as vezes engana, eu ouvia desde de quando foi lançada as palavras de uma música, também de Alceu Valença as palavras, "Nuvens . . . Nuvens", somente esse ano eu descobri que era "Tu Vens.. . Tu Vens" porque o pessoal estava cantando relacionado a volta do LULA. Só esse ano eu fui ler a letra, porque "Nuvens", não estava fazendo sentido. E eu sou Nordestino.
Duilio De Avila Berni
Severino Mota Muito bom, amigo. E viste minha resposta a Analice, quando falo em "Récife". E tinha colegas pernambucanos num curso de cálculo que falavam em "dérivada".
Severino Mota
Duilio De Avila Berni Eu falo assim Récife e dérivada, rsrsrs.
Paulo Bitencourt
Severino Mota Nordestino da m
Severino Mota
Paulo Bitencourt Ó
Dirce Avila Dick
Kkkkkk
Severino Mota
Uma coisa interessante Umbu é uma fruta e Cajá é outra fruta, Umbu Caja é uma outra espécie de Umbu e não de Caja. Se vocês provarem Umbu Cajá, na verdade vocês estão provando Umbu, que é bem azedo. Eu, por exemplo, gosto de Umbu e não gosto de cajá e nem de umbu caja.
Ofelia Santana Hertel
Legal gostei

DdAB
P.S. E hoje acrescentei esta mensagem de Ana Neto:
Olha o que a Ana Neto publicou em seu mural (do Facebook):
"DESABAFO
O voto está associado ao verdadeiro sentido democrático do eleitor escolher quem o representa. Ora, a democracia no Brasil está sendo atacada pelo atual “presidente”, que se prepara para burlar o resultado do segundo turno, já que questionar o resultado do primeiro seria invalidar a eleição de deputados, senadores e governadores. Assim, deixando de lado as complexas questões relativas ao voto útil, não pretendo usar o meu…
Ver mais
Pode ser uma imagem de 1 pessoa, barba e texto que diz "VAMOS"
1
bcz

22 setembro, 2022

Ucrânia Invadida

 


Fiquei tão doido com as renitentes ameaças de lançamento de artefatos nucleares sobre... sobre quem? A Ucrânia? Os Estados Unidos? A França, a Turquia? sabe-se lá. Tão doido, enfim, que escrevi no Facebook há pouco:

Duilio De Avila Berni

MAD: os loucos que apostam na "mutual assured destruction". Mas tem gente que não sabe:
Putin: "tasca a mão com a gente e podemos explodir vocês."
Biden: "o mundo inteiro pode ser destruído".
Moral: só a esquerda belicista pode apoiar um louco que fica ameaçando o mundo por querer apropriar-se da Ucrânia.
O lado alegre é que a gente precisa viver o momento, pois não sabemos nem se estaremos vivos para podermos livrar-nos de Bolsonaro no dia 2 de outubro.

E houve por bem trazer para cá, com o mapa das áreas invadidas. E por que tão doido? Pois não consigo entender como a esquerda belicista não consegue entender que a ameaça à paz mundial é motivo para fortes reações pessoais e institucionais. Putin é um doido paranoico que só se mantem no poder na URSS, digo, na Federação Russa por causa do ralo desenvolvimento institucional que foi legado pela URSS.

DdAB

16 setembro, 2022

Further Farther from Clarissa: Música ao Longe



Alta probabilidade que aquele "further farther" deve estar errado, mas a língua inglesa está mesmo precisando de renovação desde, pelo menos, o passamento da Rainha Elisabeth II. O assombroso noticiário que sucedeu-a na finalidade de sua vida comoveu-me e voltei a lembrar de áureos tempos vividos na Inglaterra, Reino Unido. Beatles e Rolling Stones, e nem precisava mais, mas veio mais um monte da turma eterna do roquenrou. 

A Rainha Elisabeth não tinha nem mesmo 40 anos de reinado quando fui para Oxford estudar economia política do desenvolvimento (epa!, título do livro de Paul Baran) com o finado Andrew Glyn. E se algo de majestoso aprendi com ele foi que a variável chave do igualitarismo é o emprego, naquele círculo de virtudes descritas pela matriz de emprego derivada da matriz inversa de Leontief. Tem pilhas de postagens neste planeta (o 23, claro) explicando essa viagem L = d x B. L é um vetor em que cada elemento contém o emprego direto e indireto para a produção de determinada mercadoria, d é uma matriz diagonal cujo elemento característico é a razão entre a produção do setor de que tratamos e o valor que ele produz. Finalmente B é a afamada matriz inversa de Leontief na qual cada elemento mostra os requisitos diretos e indiretos apropriados por por nosso setor para a produção de nossa mercadoria.

Não quero falar nisso, porém, mas falar em mais um traço formidável de meu intelectual de esquerda preferido. Quem conhece/u Glyn e seu magistério em Oxford, sabe que, pelo menos uma vez por ano, ele ditava lições de HPE - história do pensamento econômico. Um dia, em plena sala de aula do prédio da Faculdade de Estudos Sociais da George St., entrou na roda o nome do também notável economista britânico William Petty. Alguém indagou se ele já havia lido Petty e ele disse algo assim: "gosto de ler antigos economistas para tentar entender no que aquela turma pensava". 

Na linha do budismo, aquela sentença, para mim, foi uma revelação! A gente lê outras obras de outras pessoas e começa a se indagar como foi que el@ disse exatamente aquilo, o que @ levou a dizê-lo.

Agora, que já li em minha leitura de outono deslocado "Clarissa", passei de imediato a ler "Música ao Longe" na edição da Companhia das Letras, com um prefácio do próprio Érico que joga essa obra no rodapé de suas conquistas literárias. Mas não esmoreci. Sigo lendo e lerei até o fim. Talvez pulando as reflexões em itálico feitas pela normalista Clarissa (o cara não sossega e, no "O Tempo e o Vento" tem as confissões de Sylvia, também em itálico que, volta e meia, nas releituras, vou pulando).

No final da página 30, in fine, Clarissa entra na "sala de estar do casarão dos Albuquerques" (Ver nota 1). Ela pensa:

   Ali estão as grandes poltronas vazias, com florões e grinaldas em relevo; a mesa pesada e longa de jacarandá com a sua coberta de veludo escuro, o consolo de mármore branco estriado de  azul, sobre o qual branqueia uma estatueta de d. Pedro II. No centro da parece, o grande espelho oblongo - lago morto refletindo uma paisagem morta.

Nesse ponto, flagrei-me pensando: "Então era isso que Andrew queria dizer sobre entender como que aqueles ancestrais profissionais pensavam". E segui: "Esse é o mundo criado por Érico. E mesmo que aquela sala de jantar tenha sido a sua em Cruz Alta ou na casa de Petrópolis de Porto Alegre, ou em suas duas ou três ou nove moradas nos Estados Unidos, ou em algum outro canto do universo e não fruto exclusivo da imaginação, parece-me lindamente ilustrativo. Tem muito detalhe, tem muita empatia crítica. Foi aí onde viajei.

E não pude me furtar de pensar: "paisagem morta?" Só se Lula não vencer Bolsonaro nas urnas.

DdAB

Nota (1) Nos tempos antigos, talvez há mais de 50 anos, lendo tudo o que pude de Érico Veríssimo, invoquei-me com esse tipo de construção: os Albuquerques, os Avilas, os Bernis, e por aí vai. Mas um dia me dei conta de que o adjetivo concorda com o substantivo. Ergo, se o adjetivo está no plural, quem o está regendo é precisamente um substantivo no plural. E assim guardei até hoje, quando essa regra de concordância nominal é quebrada por todo mundo, inclusive por mim.

P.S. A imagem é daqui.

12 setembro, 2022

Que Fazer com R$ 3.000 ou 30.000


Vim a saber que existem certas doenças cuja medicação custa R$ 3.000 por mês. Ao manifestar meu espanto ao narrador dessa triste história, ele disse que isso não é nada, pois há muitos remédios de R$ 3 por mês. Ri, satisfeito, pensando que esses sim é que ajudam a formar a sociedade igualitária. Mas minha satisfação durou pouco, pois o narrador falou em outro medicamento que requer R$ 30.000 para fazer o tratamento por esses 28 ou 29 ou 30 ou 31 dias.

Como sabemos, R$ 30.000 é mais que o faturamento mensal de um juiz do supremo tribunal, e a eles seguem todos os demais enfarpelados do governo, nos encastelados nos três poderes da república. O único poder realmente em falta é o poder do imposto de renda, para não falar no combalido poder popular.

Pois então. Se um juiz pode pagar seu remédio por um mês, que dizer do antigamente chamado Zé Ninguém, que ganha um salário mínimo que apenas em 2023 chegará em R$ 1.300? Que posso dizer? Que será apenas com a sociedade igualitária que veremos esse arco de rendimentos assumir (em não muito menos de 20 ou 30 anos).

E quais as virtudes da sociedade igualitária? Há controvérsias. Eu mesmo considero que ela é a única forma de governança que garantirá não apenas vida eterna a tod@s, mas principalmente meios para fugirmos ao colapso do Sol, à expansão de nosso rei dos astros, buscando tornar-se uma gigante vermelha. E que dizer, para finalizar, da possibilidade tétrica de que Bolsonaro seja reeleito presidente da república? Digo: 30.000 vezes pior que o colapso do Sol. Ou 30.001 vezes e até mais. Esse evento trágico iria, felizmente não irá, afastar-nos ainda mais do mundo igualitário, beneficiando os mesmos de sempre.

Tenho dito que chamar Lula de ladrão é, primeiro, olvidar que os malfeitos que apareceram durante o lulismo se deveram precipuamente à liberdade de ação que o presidente ofereceu ao Ministério Público e à Polícia Federal. Segundo: chamando-o de ladrão, lança-se poderosa cortina de fumaça sobre os malfeitos desde sempre da família Bolsonaro, agora culminando com a acusação de ter pago 51 imóveis com dinheiro vivo.

DdAB

11 setembro, 2022

Elisabeth Regina: observações pessoais

Conheci várias gurias chamadas de Elisabete Regina, umas quatro só em Jaguary. E, por outro lado, um dia lá no antanho, lendo a lista de aprovados no vestibular da Universidade de Caxias do Sul, encontrei uma garota chamada de Doroti Malone (Dorothy Malone, *29.jan.1924; +19.jan.2018). E o jogador de futebol Alandelon (Alain Delon, *8.nov.1935), do Esporte Clube Vitória. Este jogador, a.k.a.Allan Dellon Santos Dantas, nasceu em Vila Velha aos 16 de fevereiro de 1979.

Elisabeth Regina é a Elisabeth II (*26.abr.1926; 8.set.2022). Ao nascer (!), era filha do Duque e da Duquesa de York, depois tornado Rei George VI, acompanhando-o a Rainha Elisabeth (Queen Mother, como dizem). A rainha- mãe foi mais longeva que a rainha filha, pois viveu quase 102 anos. A então futura rainha casou-se com o já Príncipe Phillip, que ainda ganhou o título de Duque de Edinburgh.

O Rei George VI ascendeu ao trono em 1936, pois Edward VIII, seu irmão, abdicou do trono britânico. Esta saída e a entrada tornaram Elisabeth Alexandra Mary a primeira herdeira na linha sucessória. 

Como sabemos, o late Mr. Andrew Glyn, meu inesquecível orientador do doutorado, era filho de um barão e presumo que tenha deixado o título em vida para seu filho do primeiro casamento Barão Miles Glyn.

Pois então. a Princesa Elisabeth casou com o Príncipe Phillip em 20 de novembro de 1947. Em 1952, ela ascendeu à condição de rainha e foi coroada em 1953.

Com meus pouco mais de quatro meses de existência, não fui ao casamento por falta de convite. O noivado foi proclamado em 9 de julho de 1947, agora sim, eu tinha um dia de vida e não pisei, por assim dizer, nos salões do festejo por razões óbvias.

Pois então II. Cometi meia dúzia de erros na postagem de 9.set.2022 que fiz no Facebook. Um quarto de dúzia, pelo menos, deveu-se a minha parca visão, dado que porto óculos de lentes vencidas (o que vou corrigir em breve). Primeiro, a legenda da foto que lá nos sucedeu e aqui nos antecede - vejo com o auxílio de uma lente de aumento é:  

A FAMÍLIA REAL - o Rei e a Rainha da Inglaterra, vendo-se também as duas princesas inglesas. [Elisabeth e Margareth, claro]. 

Segundo: então podemos formar uma linha do tempo com eventos selecionados:

1926 - nasceu Elisabeth.

1936 - seu pai tornou-se rei.

01946 - um ano que passou batido, com eventos que mereceram destaque no Anuário A Nação.

1947 - deu ensejo ao lançamento do Anuário A Nação correspondente ao ano de 1946.

Quem está na foto? O rei, a rainha e as princesas Elisabeth e Margareth. E quem eu pensei? Pensei? Apressei-me... Pensei que já fosse a Elisabeth casada com Phillip.

E que faço agora? Peço desculpas a minhas/meus leitor@s. E prometo fazer a consulta a@ oculista.

DdAB

P.S. Na postagem no Facebook, recebi o corrigendum de Claudio Medaglia e Luciano Feltrin.

07 setembro, 2022

Clarissa de 1933 e as Eleições de 2022


No tresontonte (dia 5/set/22), fiz uma postagem falando em Clarissa, ou melhor, em "Clarissa", o primeiro romance de Érico Veríssimo publicado em 1933. E hoje faço outra... Daquele TOC que me impele a fazer leituras de Érico a partir do outono, livrei-me, pois este ano estou iniciando a fazê-las beirando a primavera... E me sinto feliz ao inserir esta leitura no meio de dois ou três outros livros. Cada um deles tem seus momentos de minha predileção locacional (cama, sala, banheiro...).

Neste momento pré-eleitoral, achei uma jura que deve levar-nos a pensar em que tipo de Brasil queremos não apenas para o dia dos 200 anos da independência, mas especialmente qual a herança que queremos deixar e a que deixaremos para as gerações futuras. Nos 150 anos, fez-se um daqueles hinos civis de louvor à ditadura militar: "o Brasil faz coisas que ninguém imagina que faz". Se naquele tempo eu não imaginava, hoje tenho bem claro: 50 anos e o traço básico da desigualdade, do viés na oferta de oportunidades, segue perfeitamente igual. Houve melhorias, é certo, e muitas delas não duram 10 anos e já vem novo retrocesso.

"Clarissa" é um romance romântico, mas também tem suas pegadas de filosofia política. Vejamos uma, residente nas páginas 91-92. Dona Eufrasina (a.k.a. Zina), tia de Clarissa leva a garota à missa. Na saída, o autor inicia o assunto que com uma espécie de discurso indireto livre:

Moleques apregoam os diários. Clarissa acha graça nos vendedores de jornais. Têm uma voz grossa, rouca, disforme, parecem todos papudos, pescoços descomunais, de veias dilatadas. E como pronunciam o nome dos jornais que vendem! Dizem as palavras pela metade. Gritam:

-rrê... dia... amanhã!

Ou

-Corrê-m'nhã!

-Tia Zina, que engraçados esses guris que vendem jornais!

D. Zina encolhe os ombros:

-Não vejo nada de engraçado. São uns pobres diabos que desde pequenos andam lutando pela vida. Não são como outros que conheço que não fazem nada por achar trabalho.

Clarissa sorri.

Isto é com o tio Couto - pensa. -Também acho, coitado, não tem culpa. Não trabalha porque não acha emprego.

Não deixa de ser a expressão de visões (d. Zina e Clarissa) que se complementam: não tem emprego para todos, nunca teve. Nem haverá!

-Não haverá?, indaga o Planeta23.

Depende. Depende da entrada do país no modo igualitarista de funcionar. Sendo a variável chave do igualitarismo precisamente o emprego, monta-se um círculo virtuoso: o emprego de policiais para prender os políticos agatunados requer infra-estrutura: cadeia, manutenção dos prédios, restaurante, lavanderia. A manutenção dos prédios requer gente, talvez casada, com filhos. Os filhos vão estudar clarinete, além da escola tradicional. A professora terá filhos que poderão usufruir de uma visitinha ao Beto Carreiro. O vendedor de cachorro-quente do Beto mandará o filho à escola, à aula de violino, e por aí vai.

A maneira de se construir uma sociedade igualitária é escolher governos social-democratas, que o neoliberalismo já mostrou que nem se preocupa com a desigualdade,tampouco -menos ainda- querendo a igualdade. Isto implica logicamente que no dia 2 de outubro não temos alternativa a não ser votar em Lula-13.

DdAB

A imagem é, pelo que me consta, da cantora Clarissa. E nada mais sei. Ia escolher a Clarissa Garotinho, mas -bem devia suspeitar- é candidata pela União Brasil a algum cargo pelo estado do Rio de Janeiro.

05 setembro, 2022

Um Voto Literário


 

Estamos em plena campanha eleitoral, quando vamos eleger Lula como presidente da república de 2023 a 2024, e, então, teremos nova copa do mundo de futebol. Parece óbvio que votar em Lula é uma obrigação ética de todos os brasileiros que ficam inconformados com os bolsonaristas xingarem Lula de ladrão, mesmo sabendo que foi ele que agilizou os mecanismos de investigação dos malfeitos. E que a família -alguns falam em 'famiglia'- Bolsonaro é bastante aquerenciada e beneficiada como uma rapaziada amiga do alheio.

Em compensação não quero adentrar-me na seara política neste quintalzinho em que pretendo tornar esta postagem. Quero falar de um voto -não na eleição, mas- no sentido metafórico ligado ao mundo religioso, conforme aprendi com o dicio.com.br:

a) Promessa que, de modo solene, se faz a certa divindade (santo).

b) Aquilo que se faz para pagar (cumprir) uma promessa.

c) Tipo de dever ou compromisso que se assume, de modo voluntário, em adição ao que já se encontra estabelecido pelas normas de uma religião.

Embora eu não seja religioso, faço minhas promessas no sentido de fortalecer meu processo decisório, comprometendo-me (commiting myself) com certas ideias ou ações. Por exemplo, há alguns anos, fiz um voto de ler minha obra selecionada de Érico Veríssimo nos sucessivos outonos de minha vida (ver aqui). Claro que já desisti, claro que não consegui. Mas agora, com a primavera apitando na curva, recomecei a seguir a promessa, lendo "Clarissa". Vejamos até onde percorrerei essa encrenca.

Em tempos de incertezas gerais (Putin vai ser escorraçado da Ucrânia-Crimeia? Lula vai ganhar no primeiro turno? No segundo? etc.), achei oportuno quebrar a ansiedade que me traz um romance/novela nov@ quando percorro um trajeto já conhecido. E saboreando o prazer que emerge de sucessivas leituras. Na postagem que indiquei, na condição de "meu primeiro Érico", temos: 

.a. Clarissa (1933)
.b. Música ao Longe (1935)
.c. Caminhos Cruzados (1935)
.d. Um Lugar ao Sol (1936).

E que achei neste início de leitura de "Clarissa"? Algo interessante, que se liga a viajações que fiz sobre meus plágios, ou até mais benevolamente, as influências de minhas leituras literárias na expansão de meu vocabulário. Então agora achei na página 21 da edição (sem data?) da Companhia das Letras o verbo "besuntar" de que já falei na postagem de 2012. Mas também falei sobre "meus plágios" em 2015 e talvez até em outras datas. Aqui estão elas:

https://19duilio47.blogspot.com/2012/06/plagiario-eu.html
e aqui:
https://19duilio47.blogspot.com/2015/09/mais-plagios.html),

Moraleja: Ler e reler faz a gente pensar e repensar.

DdAB

30 agosto, 2022

Crenças, Escolhas e Política

 


Que seria de nós sem nossas crenças? Creio que estamos no mês de agosto e penso que poderemos comer uma macarronada ao jantar. Creio que acordei, que arrumei a cama, que lavei o rosto (esperando o café para -apenas depois- lavar os dentes e não enxaguar a boca, pois creio que o fluor do creme dental veio proteger-me da proliferação de streptococus mutans, como se diz hoje, o bichinho da cárie 

Creio-te que te creio. Creio em tanta coisa que nem penso a respeito da maior parte das crenças e até que talvez seja mais fácil listar nomes em que não creio. Que o centro da Terra é oco, que no centro do Sol tem uma fogueirinha com nó de pinho atiçada pelos sete anõezinhos, que vou e voltarei da praia sem acidentes, sem incidentes.

Se pudesse quantificar a probabilidade de acidentar-me, eu poderia adiar o passeio ou mesmo avaliar se é um risco aceitável. Digamos que eu o aceite riscos de até 1% [lembrar que caí na amostra do censo demográfico de 2022, uma probabilidade de 5%, ou seja, uma a cada cinco residências respondiam o questionário ampliado]. Creio em probabilidade (pero no mucho). Essa viagem de 1% leva-me a filosofar se é mesmo segura, pois o que estou lendo é que poderei ter um acidente a cada 100 viagens, o que daria uma zebra a cada dois anos das viagens semanais. E também poderei ter, mas não tendo...

E se p = 0,0001 O "mil invertido" é 1/1.000 ou 0,001, o que dá para ler aquele p = 0,0001 como um décimo de milésimo. Ainda assim, pode não acontecer, mas é provável que ocorra, tipo um acidente de trânsito com danos materiais. Mas com p menor, entendo que um incidente/acidente ao longo de toda a vida não vai me fazer desistir da praia. 

E será que eu creio em Deus? Se houvesse prova de sua existência, não precisaria crer [ouvi esta sensacional ideia na TV dita pelo padre Fábio de Melo]. Bastaria dar uma olhada na forma com que essa prova foi obtida. Crer, como nos micróbios ou na fusão nuclear no centro do Sol.

Ainda assim, um cético poderá indagar o que me leva a crer nas provas que aprendi nos livros. Nesta linha devemos indagar o grau de validade de eventos que não podem ser provados, ou melhor, não podem ser justificados.

Como todos sabem, tento especializar-me em "introdução à filosofia", lendo e relendo uma boa meia dúzia de livros, ergo, introdutórios. Um deles de que já falei aqui:

ALMEIDA, Aires e MURCHO, Desidério (2014) Janelas para a filosofia. Lisboa: Gradiva. (Coleção Filosofia Aberta, 26).

Pois então. Estamos no capítulo "Fundamentos da Fé" e chegamos na página 144 onde, na seção inicial, intitulada "Acreditar sem provas", lemos:

[...] a crença em Deus envolve afectos profundos de reverência, por exemplo, o que significa que a fé é muito mais do que a mera crença. Além disso, é pela fé que se sustenta a crença em Deus e não pela razão, pelo que crer sem provas é perfeitamente adequado.

Agora vamos mais a fundo nas alongadas considerações iniciais que fiz. Então estamos falando agora em, título da seção, "A fé como risco". E os autores começam com uma citação de Soren Kierkegaard:

Sem risco, não há fé. A fé é precisamente a contradição entre a paixão infinita da interioridade do indivíduo e a incerteza objectiva. Se eu for capaz de apreender Deus objetivamente, não acredito; mas precisamente porque não posso fazer isto, tenho de acreditar.

Bem na linha do que falei sobre a frase do padre Fábio de Melo. Sem a ambição de transcrever todo o livro para o Planeta 23, falarei apenas de William James, das páginas 146-147 do livro. Como sabemos, James (1842-1910) é um dos mais importantes filósofos pragmáticos americanos (e do mundo...). Em 1896, ele escreveu "A vontade de acreditar", que serve de epígrafe para a seção que estamos lendo:

A tese que defendo é, em poucas palavras, a seguinte [itálico no original] a nossa natureza passional não só pode, legitimamente, como deve decidir uma opção entre proposições, sempre que se trata de uma opção genuína [negrito adicionado por mim] que não pode, pela sua natureza, ser decidida numa base intelectual.

Seguem Almeida e Murcho (p.147):

James pensa que as opções genuínas são diferentes dos outros tipos de opções. Considere-se, por exemplo, a opção entre acreditar ou não que há extraterrestres. Para muitas pessoas, esta é uma questão interessante, mas não é uma opção genuína, no sentido em que nosso interesse é meramente intelectual, digamos. Em contraste, quando uma opção é genuína, [ela] tem três características: é uma opção viva, momentosa e forçosa.

Para  ver o que é uma opção viva, contraste-se a opção entre acreditar ou não na divindade cristã, para um europeu, e a opção entre acreditar ou não em Zeus, ou nas divindades egípcias. O primeiro caso, para um europeu é uma opção viva, mas o segundo é uma opinião sem qualquer força. Uma opção é viva quando nos afecta emocionalmente, quando é muito mais do que uma mera questão intelectual.

Quanto à noção de momentosa, considere-se a opção entre acreditar ou não que devemos mudar o óleo do motor do carro quando está quente. Esta não é uma opção momentosa porque nenhuma das duas opções é particularmente importante. Pelo contrário, no que respeita a Deus, a opção é muito importante, quer acreditemos quer não, pois é de suma importância saber se somos fruto do acaso num Universo indiferente, por exemplo, ou se existe uma divindade providente que nos criou a nós e ao Universo com propósitos definidos.

Por fim, o que é uma opção forçosa? Imagine-se que alguém nos oferece um emprego muitíssimo bom, mas se não respondermos no prazo de três horas, perdemos a oportunidade. Neste caso, ficar indeciso e sem tomar posição é equivalente a rejeitar a oferta. James defende que optar ou não pela crença religiosa é semelhante a este caso: ser ateu é o mesmo que ser agnóstico, no seguinte aspecto: em ambos os casos, não acreditamos em Deus. Por isso a crença em Deus é uma opção forçosa.

Recapitulando, uma opção é genuína quando tem estas três características, e James pensa que é precisamente o caso da crença religiosa. Ora, James defende que, no caso das opções genuínas, é adequado acreditar sem provas, (desde que não tenhamos também provas contrárias). Mas é adequado porquê? Porque, se não o fizermos, perdemos a possibilidade de acreditar numa verdade de suma importância só porque temos medo de ter uma crença falsa.

Um segundo argumento de James a favor da adequação da crença sem provas parte de uma analogia com outros tipos de crenças motivadoras, a favor das quais também não temos provas. Por exemplo, a Daniela é chamada para um emprego muitísismo bom, mas tem de fazer várias provas de seleção difíceis. Caso não acredite que será bem-sucedida nas provas, isto acabará por ter um impacto negativo no seu desempenho. Como acontece no caso dos desportistas, convencemo-nos a nós mesmos de que seremos bem-sucedidos contribui, em muitos casos, para o sucesso. Caso nos limitemos a avaliar as provas disponíveis, suspendendo a crença, teremos uma maior probabilidade de insucesso.

Em seguida, os autores fazem duas críticas à visão de William James que deixo para mim mesmo como teste de compreensão do tema, de sorte a fazermos por nós mesmos a crítica.

Que podemos tirar dessas digressões sobre a fé, com ênfase na crença na existência de Deus, sobre a política e o voto de 2 de outubro para presidente da república? Sim: crer que o bolsonarismo pode resolver os problemas brasileiros é realmente não saber quais exatamente são eles. Tenho insistido há talvez 35 anos,  que o verdadeiro problema do Brasil é a desigualdade. Da constatação de que acreditar na capacidade do bolsonarismo não é uma opção genuína, podemos simetrizar as três características (opção viva, opção momentosa e opção forçosa) e ver como pessoas racionais irão afastar-se dessa visão de mundo que leva a mais fome, miséria e imperialismo:

a) contestar o bolsonarismo é uma opção viva, pois nos afeta intelectualmente, por exemplo, a tristeza pelas mortes provocadas pelo fracasso das políticas públicas que nunca foram prioridade do Ministério da Saúde;

b) contestar o bolsonarismo é uma opção momentosa, pois ao fazê-la estaremos criando condições para a retomada do estado de bem-estar social e outras policas social-democratas;

c) contestar o bolsonarismo é uma opção forçosa, pois a eleição de 2 de outubro definirá os rumos da ação do governo pelos próximos quatro anos. É agora ou nunca!

DdAB

P. S. Tomei a linda imagem que nos encima da Wikipedia, ilustrando o verbete "contradição". É uma mistura do quadrado lógico medieval com o diagrama de Euler, também conhecido como diagrama de Venn.

25 agosto, 2022

Renda e Riqueza: desespero sobre desigualdade


Na aba de meus sites preferidos, consta o de Michael Roberts. Volta e meia leio suas reflexões, explicações e também previsões sobre a evolução do que ele chama de modo capitalista de produção. Diferentemente de mim, que aprendi que a social-democracia é a salvação da humanidade da geração presente, Roberts considera que as contradições do capitalismo avolumam-se letalmente. Tão severas seriam elas que a ordem estabelecida deve ser rompida com a construção do socialismo, o que requer, de início, a abolição da propriedade privada.

Como sabemos, uma das leis gerais da acumulação capitalista fala na crescente exploração da classe trabalhadora, sua crescente pobreza. E também sabemos que, em boa medida, essa crescente pobreza, especialmente nos países capitalistas avançados, é relativa: a renda e a riqueza tendem a concentrar-se nas mãos da classe dominante. Nesta linha é que li, con gusto, ou melhor, contristado, meia dúzia de postagens em que Roberts fala na concentração da riqueza, usando fontes de que nunca ouvi falar.

Embora eu me dedique a estudar o que posso da distribuição pessoal da renda (e alguns desdobramentos da distribuição setorial, da funcional e mesmo da regional/mundial), não conheço dados para o Brasil sobre a desigualdade na riqueza. Li há alguns anos um artigo/livro de Márcio Pochman, da Unicamp, em que ele diz não haver dados que justifiquem o título do livro, mas considera alguma proxy que não me apeteceu. Talvez até eu seja proprietário de um exemplar desse livro, mas estou divorciado dele. No entanto encontrei esta referência que dá uma ideia, pelo menos, do período em que o tema andou sendo tratado por ele (aqui). É um seminário apresentado por ele em 2015:

O economista e doutor em Ciências Econômicas, Marcio Pochmann irá abordar a “Distribuição da Riqueza no Brasil”, durante sua palestra no XXI Congresso Brasileiro de Economia (CBE). O evento, que será realizado entre os dias 09 e 11 de setembro, na Universidade Positivo, em Curitiba, tem como tema central “A Apropriação e a Distribuição da Riqueza – Desafios para o Século XXI”.

Nada mais procurei, pois hoje quero falar é de Michael Roberts. Entrei no tema com este artigo (aqui). Dali ele remete para outras páginas de seu blog, iniciando aqui. Deixo por conta d@s leitor@s interessad@s acessar o que achar bem de direito.

Eu quero pouco, apenas falar algo depois de mostrar um gráfico, aquele que ilustra a postagem de hoje. O assunto começou há pouco tempo, quando vi uma notícia sem muito detalhe sobre a diferença de magnitude dos índices de desigualdade de Gini da Suécia pertinentes à renda e à riqueza. Claro que todos sabemos a diferença entre uma e outra: a renda é um fluxo de recebimentos de remunerações (salários, lucros, juros e aluguéis, mais impostos indiretos líquidos de subsídios), medido por unidade de tempo, como é o caso de um ano para as cifras que originam os índices da figura. A riqueza mede o estoque de bens, propriedades e posses dos indivíduos. A renda é a água que corre pela torneira e a riqueza é o montante de água disponível dentro da caixa d'água. 

Quando vi as cifras assemelhadas ou as próprias disponíveis na figura para a Suécia, fiquei derreado. Os países nórdicos a acompanham, um breve para pensarmos a social-democracia com outros olhos, corrigir os erros sem pular para a pregação socialista. Eu sempre soube que a distribuição da riqueza é e foi mais elevada que a da renda. Mas, modelo de igualitarismo na distribuição da renda, os países escandinavos têm desigualdade estonteante na distribuição da riqueza.

Quem lê este blog com frequência sabe que também frequentemente divulgo minha receita para o alcance da sociedade igualitária, sob o ponto de vista da tributação:

a) substituir os impostos indiretos pelos diretos (indiretos apenas para bens de demérito), 
b) imposto sobre heranças
c) imposto sobre a propriedade
d) imposto progressivo sobre a renda

E, claro, a chave do igualitarismo é o emprego. O emprego do governo deve centrar-se na produção/provisão de bens públicos (saneamento, segurança) e bens de mérito (educação, saúde). 

DdAB