Mostrando postagens com marcador Lixo Urbano. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Lixo Urbano. Mostrar todas as postagens

10 janeiro, 2021

Lixo Seco: dicas sempre atuais

 


Lixo seco é reaproveitável: papel, plástico, vidro, metais.
Lixo úmido ou orgânico: é descartado e pode virar adubo: restos de alimento, bebidas, plantas, papeis molhados.
. guardanapo com gordura ou batom não é reciclável.
. caixa de pizza, se estiver suja de gordura, não é reciclável.
. papel higiênico não é reciclável.
:: não é recomendável lavar itens antes de enviar para reciclagem: alternativa é lavar com água de reuso.
:: cestos coloridos para reciclar não facilitam: o ideal é separar lixo seco do lixo úmido.
:: não é recomendável jogar óleo de cozinha na pia: ideal é separá-lo em garrafas PET e chamar cooperativa especializada.
:: lâmpadas, pilhas e aparelhos eletrônicos não devem ir para o lixo comum: há pontos de coleta especiais em lojas ou locais públicos.
:: isopor resíduo é reciclável, mas não há no Brasil muitas cooperativas que trabalhem com este tipo de lixo. 

Uma utilidade pública do Planeta 23...

DdAB

29 abril, 2014

Automóveis e Mendigos


Querido diário:

Edificante marcador este que eu uso, "Lixo Urbano". Estas pessoas, que não me levem a mal, a meu ver, fazem parte daquela fração doentia da cidade que precisa ser removida. Não gostaria de ser mal-interpretado, como o foi aquele rapaz (Carlos Lacerda) que governou o Rio de Janeiro nos tempos em que eu lia os jornais Correio da Manhã e Jornal do Brasil e que veio a ser chamado de mata-mendigos. Minha visão é mais humana: os dois rapazes da foto (um deles candidamente dormindo sobre seu butim, um saco de plástico cheio de latinhas de cerveja, refrigerantes e mesmo água mineral) bem que mereciam ser agraciados com a pensão da renda básica universal, para começarem a pensar em poesia e squash. E ainda serem convidados a fazer cursos de empreendedorismo no Serviço Municipal, ou Brigada Ambiental Mundial, de sorte a receberem da educação o que de mais nobre ela pode dar:

.a. ajudá-los a descobrir seus objetivos na vida
.b. dar-lhes energia para lutar por eles.

O dia de hoje é importante não apenas por causa desta maviosa foto que eu mesmo capturei. Também marcará sua pata na história a nova iniciativa do governo de expandir os prazos de financiamento do automóvel, pois suas vendas não andavam muito bem desde janeiro. Cai a produção, cai o emprego. Cai o prestígio dos dirigentes sindicais. Fecha-se o círculo. Faz-se a tragédia. E a comédia.

Em minha visão de mundo, esta medida de proteção à indústria deveria ser sumariamente abolida. Em minha visão, o IPVA (imposto sobre a propriedade de veículos automotores, uma piada) deveria ter um valor escorchante, digamos, 200 ou 300% do valor da viatura. Para racionar, para equilibrar o custo privado com o custo social. Parece que estou na contramão, não é mesmo?

DdAB
P.S. ainda solidário com os mendigos, moradores de rua, gostaria de lembrar minha diatribe contra a má distribuição da renda, que faz com que Aécio Neves tenha pago multas para evadir-se do bafômetro que poucos brasileiros ganham em um mês de trabalho.

03 novembro, 2013

A Construção Civil Sem Noção


Querido diário:
Por contraste à participação do investimento no PIB do Brasil, a China tem um número astronômico. E a fração do investimento representada por obras e instalaçõesl (construção civil) é de mais da metade. Por contraste, o Brasil -terra do carnaval, futebol e praia- tem até mais da metade. Ou seja, nossa indústria da construção civil é absolutamente desfocada de um tamanho de um país que precisa tanto de bens de capital. Quer dizer, poderíamos importar bens de capital no sentido de máquinas e equipamentos, mas não podemos importar buracos, túneis, essas coisas.

Em compensação, a foto de minha autoria inicia com um pedaço de um automóvel made in Brazil, capital francês, ou multinacional. Vemos o espelho. Depois, vemos uma grade de ferro (ou o que seja, que, no Brasil, precisamos andar cercados dentro de nossas casas e em tudo o mais, pois há guerra civil e o governo precisa ficar pensando em como promover a indústria nacional, deixando o povo para ser promovido, talvez, por multinacionais chinesas, ou o que seja).

Atrás das grades deveriam estar os políticos nacionais, mas o que vemos é uma cicatriz na parede do edificiozinho localizado no bairro Medianeira/Glória em Porto Alegre (lá tem um número que certamente nosso presidente Obama deve saber qual é). Ela cicatriz começa bem à esquerda do que a portentosa foto capturou e segue paralela ao solo, até que, faz um ângulo reto e começa a subir. Depois, como o caminho mais curto entre dois pontos é mesmo uma curva, esqueceu-se que, se todos os ângulos fossem retos ou zerados, seria muito mais fácil de uns buracos daqueles não serem destruídos por outros, inclusive os canos de ar condicionado, água, esgotos, e por aí vai.

Será que os trabalhadores da construção civil e que talvez atuem sob a supervisão de engenheiros tiveram mais de um dia de aula em suas existências?

DdAB
O marcador principal desta postagem é Lixo Urbano (e secundariamente Economia Política). Lixo Urbano? Claro, aquele tipo de obra que potencializa os acidentes no futuro é mesmo uma selvageria urbana. Em compensação, pareço bem ranzinzanzão neste domingo, não é mesmo?

26 outubro, 2013

La Salle n'est pas propre

Querido diário:
Dizem que uma imagem vale mais do que mil palavras. Esta imagem saquei-a da Travessa La Salle, esquina com Rua Botafogo, de Porto Alegre - América do Sul (CEP 90130-120). Parece evidente: um pinta estirado, distante (enquanto pôde, centímetros de distância) do lixo, algum dele compartilhado prandialmente pelas pombas. Era cerca de meio dia de 23/out/2013, no horário brasileiro de verão.

Mas o tal dito da equivalência entre imagens e palavras não diz tudo: à esquerda de quem olha a cena, na outra esquina, há uma edificação nova, mais uma casa da Confeitaria Quero Mais (aqui). Naturalmente, um  ambiente de limpeza como o da confeitaria não combina com aquela lixarada que o departamento municipal de limpeza urbana de Porto Alegre deposita (ou deixa depositado) regularmente no local. Inclusive o lixo humano. A miséria inspira-me a alma, com este:

Hai-Kai ao Prefeito:
Lixo humano é
Lixo desumano:
Lixo Urbano.

Um dia, um rapaz sem noção disse que essas pessoas devem ser deixadas na rua, pois têm direito de ir e vir. Chamei-lhe (em termos candentes) a atenção para o raso conteúdo lógico de sua assertiva: direito de ir e vir não é direito de ficar, menos ainda ficar deitado, para não falar em ficar deitado à beira do lixo. As pombas, pelo que pude observar, encontram-se ao abrigo da lei, pois nenhuma estava parada.

Fiquei tão chocado com a falta de educação do departamento de limpeza e seus acólitos, inclusive o prefeito que fiz um novo hai-kai:

Sem título:
Cumpre nos preocuparmos
com a falta de educação
do prefeito e seus ermão.

DdAB

23 outubro, 2013

O Dormitório e suas Filiais

Querido diário:

Estávamos em plena av. Borges de Medeiros, em Porto Alegre. Como sabemos, mais adiante, do outro lado da rua (talvez em ambos, que circulo apenas na esquerda, quem desce), há o afamado Viaduto Otávio Rocha. Nele, a matriz do "Dormitório Borges de Medeiros" tem sua sede. São uma boa meia dúzia de colchões ocupadas por trabalhadores precários ou mesmo indivíduos precários, numa cidade de prefeitos precários e CCs abundantes.

Esta pessoa, sentada em seu colchãozinho, em plenas 10h00 da manhã é um sinal de que todo anda a descontento na administração da cidade, do país e do planeta.

DdAB

22 outubro, 2013

Declaração da Av. Independência

Querido diário:

A Avenida Independência, em Porto Alegre, já abrigou lindas casas. Dizem-me que eram as casas dos pecuaristas gaúchos dos anos 1930. Todas (quase) foram demolidas pelo BNH ou seus acólitos, dando lugar a disgramados edifícios. Pois não é que, há dias, eu por lá circulava on foot e vi a imagem que nos encima? Capturei-lhe a alma, com meu telefoninho de meio salário mínimo.

Não tive coragem de abordar o rapaz e cheirar-lhe a boca, a fim de constatar se estava apenas bêbado ou o quê. Ele parecia confortável naquela posição. De frente, eu bati a foto, observando que transeuntes sem cabeça (que vomitam fogo pelas ventas?) davam-nos as costas... Quem não ficou no lado confortável da cidadania fui eu mesmo. E, claro, incriminei o prefeito Fortunatti, que deveria zelar pelas ruas da cidade, inclusive tentando o impeachment do governador e do (no caso, da) presidente da república, não é mesmo?

DdAB
P.S. o marcador oficial desta postagem é Lixo Urbano, mas também lhe cabem algumas drágeas de Besteirol, não é mesmo?

16 outubro, 2013

Pedra Roubada

Querido diário:
Na foto que nos ilumina, o marcador Lixo Urbano recebe hoje mais um importante acréscimo. Em algum momento, esta pedra foi roubada, uma vez que portava algo de valioso: uma placa que sabe-se lá o que dizia. Ela se encontra na rótula em que um papa rezou uma missa em Porto Alegre há alguns lustros. O problema não é com a rapaziada que roubou a pedra, mas com a rapaziada que não cria empregos que:
.a. reprimam os ladrões
.b. deem oportunidade a quem está no rouba-não-rouba, de sorte a escolherem o não-rouba.
Em ambos os casos, saberíamos o que os sinais da enigmática placa significam.
DdAB

16 maio, 2013

Segundo Friozinho de 2013: o abandono

Querido diário:
Tenho duas fotos de celular capturadas esta manhã, quando eu refestelava-me pelas ruas do bairro Menino Deus, de Porto Alegre. Porto Alegre? Como poderia o prefeito ser alegre se veremos o que vimos acima e vemos mais abaixo?
Segue-se logicamente que a foto que segue é mais velha, do ano passado, estival, talvez.
Claro que sempre ficamos a indagar-nos qual é a saída. Parece que uma obviedade é não deixá-los na rua, ao relento (abaixo das marquises?). Parece que tenho direito de ver ruas floridas, ruas povoadas por uma rapaziada cheirosa. Parece que o prefeito não sabe o que fazer, iniciando, provavelmente por dizer que isto não é com ele, que não há dinheiro, que estes pobres desvalidos escolheram a vida ao ar livre.

O que me parece mesmo é que o começo da salvação do Brasil (mesmo supondo que nunca venha a existir reforma política nem reforma tributária) é a instalação da Brigada Ambiental Mundial, em que os primeiros candidatos à reciclagem seriam os próprios desvalidos que, provavelmente, involuntariamente, posaram para estas fotos. Lá no fundão da foto do frontispício, tem um "motriz". Como fazer um país que se declara emergente efetivamente emergir de seu estado de estagnação histórica e passar a trilhar uma trajetória de resgate dos moradores de rua, dos favelados, dos trabalhadores rurais desvalidos?
DdAB
P.S. No outro dia, vi uma comovente postagem de Anaximandro (aqui). Não pretendo respondê-la aqui no rodapé, é claro. Pretendo ressaltar apenas uma intuição que difere da/s dele. Eu acho que a renda básica universal é fundamental. E que estes dejetos humanos que fotografei e que talvez habitem a ilha da fantasia de Jacarecanga (ou a ilha das Flores do Rio Guaíba) devem ser resgatados quando menos recebendo empregos decentes para lidar com o lixo (terceirização do DMLU decente) e em outras tarefas:
.a. três horas de ginástica
.b. três horas de aula
.c. três horas de trabalho comunitário.
P.S.S.: já sugeri a pessoas próximas a um governador (Olívio) e uma governadora (Yeda) que criasses um milhão de empregos na Brigada Militar. Ainda não criaram, ainda vemos os mendigos na rua. Ainda vemos o filme Ilha das Flores:

05 novembro, 2012

O Estado de Israel e o Prefeito de Porto Alegre


Querido diário:
Esta foto de telefone é da Praça Estado de Israel, no bairro Menino Deus, em Porto Alegre. Foi retirada ontem, no final do feriadão. Será que os vizinhos que descartaram, por exemplo, aquela cadeira preguiçosa escondida pelas cores da lata do lixo são bons cidadãos? E eu, que fotografei e não recolhi, o lixo para minha casa, esperando a segunda-feira para reciclá-lo?

Eu não fiz isto, pois este não é um equilíbrio auto-referendado, não é mesmo? E o prefeito, que ainda está comemorando sua reeleição, ele não deve recolher este tipo de atropelo dos maus cidadãos e multá-los?

DdAB

04 outubro, 2012

Pega-pega

Querido diário:
Em plena era de gritos eleitorais com carros de som e autocrítica de políticos de vários matizes, andava eu pela confluência das Ruas Uruguay e da-Praia em Porto dos Alegres, quando ouvi gritos estrondosos de "pega-pega". Escabriado como todos os demais porto-alegrenses ainda vivos (os outros já foram assassinados pelos bandidos de vários tipos), prestei atenção no que ocorria a meu redor.

Era um jovem, digamos, de 20 anos, de compleição média, fazendo broma. Pensei:

.a. se eu fosse policial enquadrava-o na hora por perturbar o sosssego público.

Mas acho que não ganharia muito lucro com isto. Então insisti em usar-lhe o talento,

.b. agora como -eu- agente de cantores de ópera, quando certamente conseguir-lhe-ia uma colocação mais rentável do que aquela a que ele se dedica. Seu vozeirão faria tremer a Filarmônica de Berlim.

Mas fazemos -ele e eu- parte do lixo urbano, de qualquer jeito.

DdAB

13 setembro, 2012

O Prefeito e o Lixo Urbano


Querido diário:

Em Porto Alegre, tem a Travessa Acelino de Carvalho, sabe-se lá quem foi ele, filho de outra geração. Esta mania brasileira de dar nomes de gente às ruas e avenidas. Claro que eu preferiria ser uma avenida a uma travessa, mas uma devassa a uma pitu, sabe-se lá.

Na referida travessa, tirei a foto que nos encima e me recoloca na trajetória de fazer postagens com o marcador Lixo Urbano. Vemos calçadas quebradinhas, um toco de cigarro e não vemos um mendigo que estava nas cercanias. O segmento com o toco de cigarro bem poderia ser uma obra de arte, uma concepção à la Rotko, sei lá.

Ao subir essa travessa (ou seja, um aclivezinho), descia um carrinho destes movidos a tração humana carregado de mercadorias. Como também havia pilhas de lajes quebradas, imaginei que tivesse sido aquele carrinho, ou, se não ele, o filho dele ou o pai dele. Depois pensei que poderiam ser milhares de carrinhos, circulando por aquela rua, caindo na Rua da Praia (dos Andradas). Milhares de trabalhadores informais, milhares de pessoas merecendo empregos decentes, mas tendo apenas a informalidade. É o lixo urbano, é o prefeito, é a incompetência que nem se disfarça nas épocas eleitorais.

DdAB

18 setembro, 2009

Getting Better

Querido Blog:
Todos sabemos o respeito que sempre dediquei ao prefeito de Porto Alegre, a quem ainda convidarei para integrar a campanha "Odeio Lixo Seco" e que já posou para meu marcador "Lixo Urbano". No outro dia, integrei-me à campanha do "respeite o novo sinal de trânsito", a mãozinha. Integrei-me, eu disse, apenas em certo sentido, pois escrevi uma cartinha por e-mail, muito do bem redigida e a resposta não veio, talvez por não falarem a língua que usei para expressar meu júbilo e encaminhar uma sugestãozinha para melhorar o serviço.

Vou falar muito mais sobre isto, pois acho que -marcador Economia Política- estamos enfrentando um momento interessante em que a aliança entre a comunidade e o governo pode fazer mudanças substanciais, como as que -sabemos- ocorreram com o "foot binding" na China e a infibulação na África. Aqui, estou certo, a questão é tão séria quanto... Estamos falando da felicidade da geração presente e das futuras. Os meninos de rua acabarão sendo reciclados por nosso combativo prefeito. O começo poderia estar em qualquer lugar, mas ele escolheu a mãozinha.

Sugestão de hoje: esclarecer o povo sobre o significado das faixas do jeito que estão pintadas na silaneira entre as ruas Fernando Machado e Marechal Floriano. Eu, ontem, quase meti -por ódio- o carro por cima de uma velhinha que atravessava a faixa zebrada enquanto que minha potente Land Rover cruzava, em alta velocidade, a faixa contínua, pois o sinal me dava a licence to kill de que nos falavam James Bond e Madonna. Tudo poderia mudar se:
.a. esta campanha tivesse sido prevista no orçamento público
.b. ao invés de terem roubado o dinheiro do povo, os políticos o usassem para repintar adequadamente as faixas zebras e contínuas
.c. colocassem placas com a mãozinha nas faixas zebradas em que o motorista não tem direito legal de matar pedestres.
.d. depois falarei em outras 3,1416 x 10^64 sugestões.

Todo político é ladrão e vice versa. Vejamos o que o prefeito fará desta sugestão que lhe estou dando, de boa fé!
DdAB

03 março, 2009

Cabelo Econômico

Querido Mr. Blogger Man:
Ontem cortei o cabelo, um corte econômico, no sentido de que -curtinho- ele tira o item "escovas de cabelo" do orçamento doméstico da gente... Na foto acima que -disseram- foi-me tirada há anos, precisamente quando eu fazia a "feira", isto é, fazia o que os aquartelados chamam de "rancho" e relutava em comprar uma escova de cabelo mais carinha.

Fazer a "feira" ao invés de "rancho" foi-me possível, como a foto, se foi o caso, numa loja floriputana (gentílico que acabo de inventar para quem nasce/vive em Floripa). Falar em "carinha" lembrou que minha coiffeuse chama-se Karina, muito bonita, da Rua Botafogo. Eram -os fígaros- dois Miguéis, da Rua Marcílio Dias, inapelavelmente trocados, quando ocupei a Vivenda Visconde, deixando de lado a Morada Múcio. Também tive que inventar estes designativos para minhas residências recentes, pois odeio dizer que "passei bons tempos no Lillian", quando o que quero dizer é "passei tempos verdadeiramente maravilhosos no mavioso Lillian Penson Hall". Reduzi ainda mais, por meio de: "fiquei no LPH".
Na ocasião da foto escabelada, também foi-me sugerido que o fusca amarelão da foto do fusca e s.m. era de minha propriedade e que aquilo que não descartaríamos como sendo a imagem de uma mulher era mesmo a imagem de Rosa, a inventora do Método R, de interpolação usando a escala intervalar. Relutei em aceitar, pois os ponteiros de minhas retinas tão fatigadas sugeriam que um carro daqueles fora -efetivamente- de minha propriedade antes dos anos 1980s. Floripa, como sabemos, doi-me na parede da memória a partir de 1981, quando eu dirigia um brioso (garboso, pundoronoso) Corcel.

Ainda bem que a postagem atende ao marcador "Vida Pessoal", pois quase esquecera que -além de cortar o cabelo- vi no Instituto de Beleza da Karina da Botafogo (que nada tem a ver com "o" Lillian...) um exemplar da revista "Época" issued mais ou menos há um ano e meio (ou 1,4, sei lá). Primeiro, garrei de pensar se eles não queriam ter escrito "Épica" ou mesmo "Hípica" e teriam errado a mão... Como, creio, fez "Zero Herra", que se escreve como "Zero Hora", mas que erra tudo, inclusive evadindo a questão básica da ontologia: "um troço destes não existe...".

Pois a "Épica" de que falo, se não dá notícia errada, leva-nos a crer que existe um deputado de algum estado que andou a queixar-se de que suas "emendas" não têm recebido a -a seu ver- merecida acolhida por parte dos governantes de alguma ilha de desigualdade. O que me fez pensar em aproveitar a estada no "Karina" (epa!) e aparar as unhas foi o átimo que dediquei a imaginar-me a esganá-lo e a todos os demais governantes. Pensei em crimes hediondos, em pena de morte, em boas maneiras, em metáforas e retórica, ironias, paroxismos e proparoxítonas. E pensei principalmente na campanha que lancei há anos para uma dessas eleiçõezinhas de vereador, em que o que grassa é a desgraça: "Abrace a política: sufoque um vereador." Pena de morte? Nem morta!

Como não rastreei nada sobre o deputado que vê-se desprestigiado pelo descaso com que suas emendas são acollhidas, faço apenas uma aposta: aposto D$ 1,000.00 que ele é um imbecil. No caso, imagino que -sempre que o professor falava em
.a. três horas de aula
.b. três horas de ginástica
.c. três horas de trabalho comunitário,
ele pedia para beber água e ia escoicear o bebedouro (com água gelada) da escola em que tentaram -sem sucesso- desasná-lo.

Para um político do governo (Perpendicular ou Paralelo) de seu porte, é imperdoável que sua concepção de política seja a da ação pública por meio de "emendas". Duvido que ele saiba sobre o quê fala. Penso que, para ele, "emenda" é um neologismo, como o é o "floriputano" ou o "deletar". No caso, ele quereria dizer: "um cartão do governador para algum neguinho que me dê a nota de emprenho do blim-blim-blim que vai pagar-me os 12,5% de comissão isenta de imposto de renda". E a revista "Hípica"? Creio que fez seu papel, dando vasão às queixas de muares.

Um menino de rua sugeriu-me que -pela lei das minorias- viu o anúncio de emprego de jornalista na "Épica" e não foi, pois pedia "profissionais asmáticos", mas um erro do linotipista escreveu "proficionais asnáticos", o que levou a uma fila começando em Realengo, continuando no Flamengo e acabando no Leblom.

Tá bom?
DdAB

02 março, 2009

Diálogo

Querido Blog:
Sabê-lo-ia você que sou um dos mais concorridos frequentadores do Parque Marinha do Brasil, onde cheguei a pensar em alojar a República Popular da Marinha do Brasil, a RPM? Pois não é que, dias atrás (16/jan/2009), voltava eu de uma dessas concorridas corrida (ou bicicletada), sendo saudado:

-Tem horas aí?
Respondi:
-Tenho. São 15 para as 9.
Voltei a ouvir:
-Obrigada, bom dia.

Considerando tratar-se agora de uma postagem sob o marcador de "Lixo Urbano", achei que poderia saudar "el reloj" (concorrida peça munsical que enfrento algumas dificuldades para tocar ao violão), indo ao Google Images. Pois não é que veio a cair-me na rede a Igreja Quebrada, cujo nome verdadeiro omito por uma questão de bombardeamento. Ei-la, mais melhor.
Explico-me. Quando fui a Berlim pela primeira vez, em maio de 1990, o Muro caíra mas não notara, um troço destes. Naquela oportunidade, vim a conhecer esta igreja, na antiga (mas ainda ativa) Berlim Ocidental. De tudo o que vi na vida, foi a peça arquitetônica que mais me impressionou.

Mas também fiquei muito impressionado em ter participado do diálogo que acima reproduzi. Ele foi, se bem me acho, uma cena de "Lixo Urbano", pois -na condição de professor aposentado- alguns já me andam considerando alixarado. Outros serão ainda mais alixarados que eu, uma vez que sequer portam o título de usuários de tennis shoes, roupa lavada, banhozinho de água quente esperando em casa com o peculiar sabonete Amazon/Memphis, o.s.l.t..

Você já deduziu que "Obrigada" é uma expressão de polidez originária de uma pessoa humana detentora da condição de gênero feminino. Considerando que vivi em Berlim falando português, portunhol ou inglês, não pude conter o seguinte pensamento: "Why does a bum need to know the time?" Vi-me pequeno, preconceituoso, pondo de lado todo o saber, toda a cultura. Chamassem-me de Roland Barthes, eu diria a frase completa, da p.76 d'"A Câmara Clara", que você já conhece, amado confidente:

"Ponho de lado todo o saber, toda a cultura... vejo apenas a grande gola Danton do rapaz, a ligadura no dedo da rapariga..."

Era a legenda da foto de gente bem nutrida, bem vestida, mas de intelecto muito inferior ao da garota que me indagou as horas. Por que ela não pode desfrutar de um emprego que lhe possibilide existência digna? Porque a Constituição da República dos Estados Unidos do Brasil de 1946 (1947 era meu nascimento, n'est ce pas?) foi revogada pelos militares no ciclo 1964 e esse negócio de ambicionarmos uma existência digna para a tribo caiu de moda.

Tenho dito!
DdAB

20 fevereiro, 2009

Lixo de Pobre e Lixo de Rico

Querido Blog:
Ando meio aperreado: não estou encontrando anotações sobre o que gostaria de transformar em um artigo sobre a renda básica. Não é apenas isto, porém. Milhares de coisas estão pondo-me -como diria o Curupira o.s.l.t.- de pés para trás. Uma delas são as demais, se me faço entender. As outras dizem respeito às primeiras já citadas.

Por outro lado, vemos acima, capturada do Google Images, a foto de um saco de lixo de prástico, relleno de lixo seco, reciclável. Desde que fui assaltado por dois asseclas do prefeito de Montevidéu, lancei a campanha: "Odeio lixo seco". Claro que não odeio sequer o endiabrado prefeito, que lança sua infância e juventude à necessidade de assaltar-me. Dizque a foto acima é da progressista cidade de Cuiabá, onde se frita ovo em frigideira de calçada ao meio-dia, hora local. O dualismo é que me choca. Houvesse um sistema judiciário eficiente no Brasil, os políticos não seriam ladrões, teríamos uma lei do orçamento em ação e regida pelo princípio do orçamento universal. De acordo com este, é proibido fazer pontes antes que o lixo urbano seja reciclado. Por trabalhadores detentores de empregos decentes, não esses pobres diabos que vivem uma subvida, submetidos à violência da própria polícia, dos políticos que furtam a merenda de seus-deles filhos, e tudo o mais, além -é claro- da violência que os pinguços inflingem-se uns aos outros, basta olhar o número de cicatrizes exibida por qualquer mendigo da Av. Ipiranga em Porto Alegre.

A reciclagem do lixo da figura abaixo só pode ser coisa de gente bem nutrida. Mas o pior é que este saco esverdeado deve ser entregue a um catador aconchavado com o porteiro do edifício, algo assim. O edifício o explora, ao porteiro, que trabalha 12 ou 14 horas diárias e ao mendigo que pensa ser um detentor de emprego decente.
Agora, se é coca-cola (zero cal) naquela garrafa, então é bom!
DdAB

11 fevereiro, 2009

Mundos Maravilhosos

Querido Blog:
Esta explendorosa foto de "Lixo Urbano" foi retirada do meio-ambiente da aprazível cidade de Maceió, no momento em que eu me dedicava a expandir a demanda efetiva daquelas rendeiras que trabalham in the nearby. Como disse o Sr. Gargulho (espanador de poeira de pára-brisas automotivos na estrada para a Praia do Francês, no concorrido município de Marechal Deodoro, um dos presidentes da república ungidos pelo vibrante povo alagoano), os lixos dividem-se em dois e apenas dois tipos: o lixo urbano e o lixo rural.

Pensando em mais exemplos de lixo urbano, eis que de rural pouco ou nada tenho, achei que não seria de mau alvitre fazer algumas postagens mais pessoais. Na primeira delas, decidi colocar uma variável de controle (uma andróide carimbadíssima) e a variável em estudo, qual seja, a condição de andróide da Sra. Dilma de Tal.
Ela, ministra, disse que sente-se outra depois da cirurgia plástica a que foi submetida por outro presidente da república nascido por estas bandas, o que a teria afastado do patrimônio de um museu (que ela ainda usava o guarda-pó da griffe). Ato contínuo também andaram considerando-me peça relevante do lixo urbano, no caso, gaúcho. Ei-lo, digo, eis-me.
Por outro lado, não pude resistir à devoração de alguns artrópodos, moluscos, sei lá o quê. O fato é que fi-los acompanharem-se de uma coca-cola e um carimbadíssimo suco de pitanga, como quem vai às pitangas... Sobre coca-cola nestas paragens e a citação de lixo rural, ocorre-me -por saudades dos pampas- a canção cuja primeira estrofe eproduzo sob color de poema:
NO CAMPO quando a sede aperta
O bom gaúcho sempre acerta
Quando pede a gostosa
E refrescante coca-cola.
E POR AÍ VAI.

Dito isto, voltei a contatar os extraterrestres a que me referi ontem (Badanha e a Sra. Granma, além de outros) que -aparentemente do Alto- viram uma bagana sob um presidente americano, digo, um bush, digo um arbusto, sei lá... Investigando mais acuradamente o sinal de perigo, eles enviaram-me (numa garrafa) a foto postada após a que vemos.
Postada do alto, a foto que segue -aparentemente- sugere que nem todos os carros que circulam em Maceió são de color prata ou preta. Mas nada de guimba. Na busca escrupulosa que fiz, horas depois da comunicação, confesso que tampouco encontrei algo suspeito.
Ainda assim, guardei a última foto, que eles disseram estarem sendo chamados por locuções verbais longuíssimas: the quick brown fox jumps over the lazy dog.
Dito isto, sugeriram-me ainda que o mundo maravilhoso dos sucos divide-se em:
.a. sucos naturais
.b. sucos de polpa (congelados).
Em ambos os casos, as subdivisões são as mesmas: abacaxi, acerola, cajá, caju, goiaba, graviola, manga, mangaba, maracujá, morango e pitanga. Por contraste, o mundo maravilhoso dos acarajés tem duas classificações que não são mutuamente exclusivas:
.a. por tamanho
.b. por estado de agitação termo-induzida das moléculas (Theil entropy approach).
No primeiro caso, podemos falar nas classificações quente e frio (e, lógico, no segundo, também), ao passo que -paralelamente- no segundo caso, falamos em "grande" e "pequeno", o que também -claro- cobre a primeira parte da taxionomia aqui utilizada.

Estas reflexões levaram-me a dizer: good bye.
DdAB

10 fevereiro, 2009

Poemas Fotográficos

Querido Blog:
Esta é a postagem número 101, ou seja, ontem foi dia de festa e comemorei de outros jeitos, dando continuidade a minha vida, atenta e investigativa. Em homenagem a este evento, decidi duas decisões (era assim?)
.a. iniciar (novamente?) a série Lixo Urbano -platônico que sou- com seu oposto, o uso de material urbano colhido de forma a enlevar o espírito humano.
.b. manifestar de forma artística o que me vai n'alma. Poesia? Sim! Comecei poeticamente inspirando-me na foto acima, de autoria de Sílvio e Ana, postada em:
https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjb4K0Ebdtk5B-vTGPnQhAJ_b0eddo_2V_IIzAzw6Bs7DVJHugihyphenhyphenZ7qoyOD4Xbb-PQHRRffXh5VQVRki8qE7j0e9Qyr3fW439A_h9Q29KjTTCszkcOgs2Rj4afVVyfquT0GApNtnnUIaI/s1600-h/IMG_6326-b.jpg.
Poesia? Depois do show de imagens dessa foto? Sim; garra esta:

FOTÓGRAFOS DO MUNDO URBANO
-Tu gostas de fotografia?
Perguntou minha tia.
-Gosto demais,
responderam meus pais.
E de arquitetura?
Disse a rapadura.
-Mais que castiçais?
Ouvi de desenhistas industriais.
(end of poem).

Andei pensando -uma água de coco numa mão e um mamão na outra de minhas duas mãos- que (se quiseres aproveitar tuas férias) deverás esquecer o computador no saguão do Aeroporto, se te der algum conforto. Para o caso de -se uma dessas avalovaras te bater na asa errada, a aeronave abrputamente aterrisada ou a máquina de computar não sendo recuperada- deixarás um back up com a namorada. E por aí vai. Ao mesmo tempo, por pensar neste irrefreável romantismo que veio a frear meus estudos do índice de Theil, decidi fazer um ensaio fotográfico. Uma vez que a câmera na mão é-me tão ociosa quanto a posse de um violão, decidi garrar a foto de um amigão e trabalhá-la à exaustão.

Com rimas, tinha algo contingente: buscava -veja lá, meu tenente- um livro em que havia uma sequência de fotos ilustrando a revelação (no sentido de busca da busca de busca (olhaí infinito gerado por finitos) do oculto. Contrastei esta "revelação" com o sentido de acerto com a câmera obscura alcançada com o uso lentes sucessivamente mais potentes, como diria Mafalda Veríssimo, em sua viagem ao México, nos idos dos 1950. Que estou lendo o livro de seu marido com suas memórias de viagem ao reino dos "hipotecas" (não era isto?), pois ninguém é de ferro para levá-lo (ao ferro) destes índices de Theil-T e Theil-L.

Contingentemente, informo. Encontrei "México" e o livro de fotos do Círculo do Livro (c.1980) num sebo da Rua Riachuelo d'o Porto (dos alegres). Meu cérebro sugeria que minhas retinas nele teriam capturado (a memória obturou-se...) uma sequencia de fotos mostrando o resultado da resolução alcançada com diferentes aberturas de lente. Seja como for, no que abaixo vou estar postando, tomei a foto de Sílvio dos Santos que nos epigrafa e menti que (com uma lente, digamos, tipo Tail-47) obtive as seguintes visões.

Na primeira, imagino alieníginas trazendo mensagens de paz e felicidade aos terráqueos (apoiados em 47 teoremas que provam irrefutavelmente que o igualitarismo é uma boa), que alegadamente viram o seguinte:
Aí, a avó do capitão da nave -siga a viagem comigo- disse-lhe: "Por que tu não pega a Tail-48 e vê que jeringonsa (a grafia correta lhes era estranha...) é aquilo?" O capitão da nave fê-lo e chamou o pessoal para ver o que segue:
A avó do Badanha (este era o nome do capitão) disse apenas: "Pega a 49". Ele voltou a programar (tudo por meio de seus pensamentos) e disse apenas: "Ó aqui."
A avó dele disse: "Que que é issso, rapaz?" E ele disse: "Vou olhar melhor com a Tail-51" e -ato contínuo- voltou a chamar seu povo para as telas de estibordo:
O pove (era assim que escreviam "povo", a fim de rimar com "teve" etc.) não se conteve e pediu mais detalhes. Eles compraram por D$ 1 milhão o original que lá tinha e acima tem e agora repete:
DdAB