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25 janeiro, 2026

Estupidez: um manual à mão


Por outro lado, o prof. Sílvio Luiz dos Santos, aquele que sabe tudo sobre matemática, indicou-me o livro:

CIPOLLA, Carlo M. As leis fundamentais da estupidez humana. (2020) São Paulo: Planeta.

Eu conhecia o cara por ter diagonalizado o livro:

CIPOLLA, Carlo M. (1962) Economic History of World Population. N.A.N.T. (não achei notas tipográficas).

Falando das cinco leis fundamentais da estupidez, estão aqui elas:

### 1. Sempre e inevitavelmente, todos subestimam o número de pessoas estúpidas em circulação.

**Comentário:** 

Essa lei destaca como tendemos a achar que “não pode ser possível” haver tanta gente agindo de forma irracional ou prejudicial. Mas, na prática, a quantidade de pessoas que tomam decisões estúpidas é muito maior do que imaginamos.

### 2. A probabilidade de uma determinada pessoa ser estúpida é independente de qualquer outra característica dessa pessoa.

**Comentário:** 

Aqui, Cipolla mostra que estupidez não tem a ver com idade, gênero, nível de escolaridade, riqueza ou qualquer outro traço. Pessoas de todos os perfis podem agir de forma estúpida.

### 3. Uma pessoa estúpida é aquela que causa prejuízos a outra pessoa ou a um grupo de pessoas, sem obter ganho algum para si e, muitas vezes, até sofrendo prejuízos.

**Comentário:** 

Essa é a definição central: o estúpido não só prejudica os outros, mas não tira proveito disso — às vezes, até se prejudica. É diferente do mal-intencionado, que age para obter vantagem.

### 4. Pessoas não estúpidas sempre subestimam o poder destrutivo das pessoas estúpidas. Em especial, esquecem que lidar com elas quase sempre sai caro.

**Comentário:** 

Essa lei alerta para o erro comum de achar que “não vai dar em nada” ou “não vai me afetar”. Na verdade, o impacto de decisões estúpidas pode ser devastador, e ignorar isso é um erro frequente.

### 5. A pessoa estúpida é o tipo mais perigoso de pessoa.

**Comentário:** 

Cipolla conclui que o estúpido é mais perigoso do que o mal-intencionado, porque age sem lógica, sem previsibilidade e sem interesse próprio claro — o que torna suas ações difíceis de antecipar e evitar.

### Corolário: uma pessoa estúpida é mais perigosa do que um ladrão.

**Comentário:** 

Enquanto o ladrão age com um objetivo (roubar), o estúpido pode causar danos muito maiores e mais imprevisíveis, simplesmente por não pensar nas consequências.

Retomo: é muito importante que o leitor, em achando o tema interessante (e eu não disse "estressante"), deve obter o livro em papel, pois veremos que o modelo criado por Cipolla é muito valoroso e divertido...

DdAB
Fonte do gráfico: aqui.
Legenda do gráfico: Gráfico ilustrativo do comportamento das pessoas: Inteligentes; Vigaristas; Fúteis; Estúpidas. Em que se mostra que os estúpidos ocupam a parte inferior esquerda do gráfico, em oposição aos inteligentes, que ocupam a parte superior direita do gráfico.

24 dezembro, 2025

Natal e a Ladroagem


Todos estamos extasiados com as comemorações do Natal, uma festividade que sempre desperta sentimentos de saudades e consciência das desigualdades. A velha canção

Eu deixei meu sapatinho na janela quintal

E por quê na janela do quintal e não na janela da frente, de frente para a rua? Claro, pois na calçada da frente de casa circulam bandidos, ladrões, políticos, e tantos outros tipos antissociais que podem perfeitamente roubar os presentes deixados pelo Bom Velhinho, mas também o próprio sapatinho.

DdAB

05 setembro, 2024

A Política e meu Aliado GPT: as 13 chaves



Qual é o nome do cientista político norte-americano que, desde 1984, tem um modelo de 13 questões que o candidato que faz um escore maior que o outro candidato é eleito?

O ChatGPT disse:

O cientista político norte-americano que desenvolveu o modelo de 13 questões para prever eleições presidenciais é Allan Lichtman. Desde 1984, Lichtman usa seu modelo, chamado de "The Keys to the White House" ("As Chaves para a Casa Branca"), para prever com sucesso o resultado das eleições nos Estados Unidos. Esse modelo baseia-se em fatores que avaliam o desempenho do governo e o ambiente político, em vez de pesquisas de opinião.

Eu redargui: 

Essas 13 questões são de seu conhecimento?

EO ChatGPT disse:

Sim, as 13 questões do modelo de Allan Lichtman, conhecidas como "The Keys to the White House", são indicadores que preveem o resultado de uma eleição presidencial com base no desempenho do governo em exercício. Elas são formuladas como perguntas de "sim" ou "não". Se seis ou mais respostas forem "não", o partido no poder tende a perder a eleição. Aqui estão as 13 "chaves":

  1. Mandato de Meio de Termo: O partido que está na Casa Branca ganhou cadeiras nas eleições de meio de mandato anteriores?
  2. Primárias: Houve uma contestação séria dentro do partido para a indicação presidencial?
  3. Candidato Incumbente: O atual presidente está concorrendo à reeleição?
  4. Terceiro Partido: Existe uma candidatura significativa de um terceiro partido ou independente?
  5. Economia de Curto Prazo: A economia está em recessão durante a campanha eleitoral?
  6. Economia de Longo Prazo: O crescimento econômico real per capita durante o mandato do presidente é forte?
  7. Mudanças Políticas Importantes: O governo implementou grandes mudanças na política nacional?
  8. Agitações Sociais: Há inquietação social generalizada durante o mandato?
  9. Escândalos: O governo está envolvido em um grande escândalo?
  10. Fracassos Estrangeiros/Militares: O governo sofreu um fracasso importante na política externa ou militar?
  11. Sucessos Estrangeiros/Militares: O governo obteve um grande sucesso na política externa ou militar?
  12. Carisma do Candidato do Partido no Poder: O candidato do partido no poder é carismático ou um herói nacional?
  13. Carisma do Candidato Opositor: O candidato do partido opositor é carismático ou um herói nacional?

Essas questões analisam fatores estruturais e circunstanciais em vez de focar diretamente em políticas ou debates eleitorais.

Retomo a palavra:

Fiz os cálculos para a eleição da prefeitura de Porto Alegre e constatei que o PT vai vencer. Ou isto não é mais que “wishful thinking"?

DdAB

09 abril, 2024

GPT e o Picolé Chica-Bon


 Quem me acompanha, especialmente a turma do bar do bairro, sabe que ando fascinado com as possibilidades que me têm sido oferecidas pelo ChatGPT naquele livro que volta e meia minto que estou escrevendo e em outras meia-voltas, digo a verdade que estou escrevendo. São dois tempos diferentes, e aquele em que a verdade é que estou escrevendo é que me faz feliz.

Nesse processo de escreve e mente, depois que o GPT me foi apresentado e muito dele gostei, desenvolvi novo ímpeto para trabalhar no livro que hoje se intitula "Três Subornos; uma utopia igualitarista".

Tanta intimidade desenvolvi com o GPT que decidi tomarle el pelo, como dizem os hermanos. Tudo começou quando vi em minhas anotações algo ou alguém citando a cronista Lia Luft. Li-a (sem brincadeira) fazendo uma petitio principii em que vemos: "Não creio em igualdade, mas em dignidade para todos."

Indignado, fui ao GPT e ele me disse:

A relação entre dignidade e igualdade está no princípio de que todos os seres humanos merecem respeito e devem ter garantidos seus direitos fundamentais, independentemente de diferenças individuais.

E aí fiquei fazendo perguntas tipo e a relação entre igualdade e maldade, e outras mais desmazeladas.

Finalmente, já cansado (e ele é incansável) indaguei:

Qual a relação entre igualdade e o picolé Chica-Bon da Kibon.

Ele deu uma resposta circunspecta, da qual destaco: talvez você esteja falando no Chica-Bon como metáfora. E aí me comprometi em escrever uma obra de ficção em que usarei o picolé Chica-Bon como metáfora.

DdAB

15 março, 2024

Mais Filosofia da Aritmética do 1 e do 2

 


Quando é que

1 = 2 ?

É quando estamos usando os algarismos 1 e 2 apenas como taquigrafias, o mesmo ocorrendo com o sinal de igualdade. Queremos, no caso, apenas dizer: o primeiro (argumento) é igual ao segundo.

DdAB

04 junho, 2023

As Rimas Ricas: variações

 


Querido diário:

Faz tempo que não te chamo, blog amigo, de "querido diário". Mas hoje o fiz, pois retomo o marcador Besteirol, um tanto negligenciado nos últimos tempos. Tudo começou num táxi, quando o motorista me indicou o Restaurante Dodô (oslt) em Osório, no Morro da Borússia. Só que, como não conhecia, fui logo escrevendo borúcia. O corretor daqui do próprio blog denunciou, com seu sublinhadinho vermelho ambos os dois: Borússia e borúcia.

Aí pensei: Borússia rima com Lúcia, ao passo que borúcia rima com astúcia. Achei, claro astucioso. Mas fui além, além de ter inventado coisas besteirolizáveis, inventei de pensar na questão das rimas pobres e ricas. Um exemplo de rima pobre que tirei do caderno de português do primeiro ano do curso científico em 1964 é rimar feijão e pão:

("[...] pode me faltar tudo na vida, 

arroz, feijão e pão; 

pode me faltar manteiga, 

o resto não faz falta, não.

Pode me faltar o amor:

isto até eu acho graça.

Só não quero que me falte

a danada da cachaça."

Então: feijão, pão, macarrão, caminhão, feijãozão, etc., toda essa turma é do clube das rimas pobres.

Mas achei, você nem acredita, o que tachei de rimas paupérrimas no velho L. V. de Camões e também no velho J. L. Borges: ou seja, uma palavra rima consigo mesma. Na postagem que fiz aqui, entusiasmado com a frase de Marcelo Gleiser (que nosso renomado físico não se sinta ofendido), sem sua autorização, transforme-a num hai-kai de rima, assim considerada, paupérrima:


Hai-Kai Independente (do Planeta 23)
O sentido da vida,
meu amor, minha vida,
é dar sentido à vida.

Mas temos ainda outro tipo de rima pobre (um advérbio com outro, com milhões de outros, advérbios:

Hai-Kai da Mente que não Mente

Olhei evidentemente

Para teus olhos somente

Pois tudo amei visualmente.

Aliás, no título deste hai-kai, temos "Mente que não Mente", uma espécie de rima pobre-rica: aquela mente-substantivo e a mente-verbo.

E as rimas ricas? Onde é que elas fica? (Epa!) Diz-se que uma rima rica combina duas palavras de categorias gramaticais diferentes. E a mais famosa, pelo menos para o Planeta 23, é aquela associando "estrelas" com "vê-las": um substantivo com um verbo e um pronome. E o Jorge Mautner que trocou "vê-las" por "comê-las". Romântico Mautner...

E ainda temos a rima pobre-rica: um verbo rimando com outro, mas em tempos verbais diversos: "Aquele beijo que te dei nunca, nunca mais, esquecerei". Dar é pretérito perfeito e Esquecerei é futuro do pretérito. Engenhoso ou causal? Diga você que agora me lê...

Essas reflexões todas são ou não são mesmo do marcador Besteirol?

DdAB

P.S. Aliás, Lúcia também rima com astúcia. Mas, em italiano, Lucia rima com afasia? Calei-me.

13 março, 2023

Um Delírio Matemático: é 8 ou 80?

 


É 8 ou 80? (Pela ABNT, eu deveria indagar: "é oito ou 80?", seguindo a regra "zero a nove é numeral; 10 em diante é número". E pelas editoras de meus livros, temos: "zero a dez; 11 e mais". Um delírio).

Mas falo do delírio sobre o delírio, o meta-delírio. É fato inegável que, desde tempos imemoriais, ou melhor, memoriais, com Buda e Aristóteles, "a virtude está no meio", caracterizando uma abordagem qualitativa: meio de quê?, qual meio? o 44? O 44 é média e mediana, pouco podendo nós dizer sobre a moda. Ou é uma distribuição zero-modal?

Naturalmente esse 8 ou 80 determina o tratamento do intervalo da moderação com a abordagem quantitativa, dando-nos a amplitude de 72. É um baita intervalo de variação. Digamos que estivéssemos falando em idade: um menino de 8 anos e um ancião de 80: a distância entre suas idades,  sendo de 72 anos mostra dois mundos, mais duas ou três gerações. E dá para baixar a magnitude desse intervalo? Dá, levando-nos ao caminho da estatística, com a média e a variância (e o filhote da variância, o desvio padrão).

Como sabemos, aquele 44 é a média aritmética não-ponderada entre o 8 e o 80: (8 + 80)/2. E se fosse média aritmética ponderada? Iria abrir-se para nós o mundo da escolha da ponderação. Por exemplo, 8 pesa 90%, ficando os restantes 10% para o 80, dando-nos a média de 15,8. Ou seja, um puxão enorme naqueles 44 para o lado do 8. Quer puxar para o 80? Digamos agora uma ponderação de 85 para o altão e 15 para o baixinho: 0,85x80 + 0,15 x 8 = 69,2. Com essas ponderações (0,85 e 0,15), o altão levou o baixinho para cima, com o resultado ficando acima daqueles 44 da média aritmética simples.

Mas a estatística nos fornece algum meio de delimitar essa ponderação, desde que assim entendamos o cálculo da variância e seu parente, o desvio-padrão. E como se determina o desvio-padrão? Já o temos: a média de 44 que referimos anteriormente. Mas vejamos um passo-a-passo destinado a mostrar-nos a variância da série 8 e 80:

Calcula-se a média: (8 + 80)/2

Calcula-se o desvio de cada observação com relação à média: 

8 - 44 = -36

80 - 44 = 36

Se somarmos as duas observações, teremos um zerão dos diabos: -36 + 36 = 0. Aliás, em qualquer conjunto numérico, a soma dos desvios da média é mesmo zero. E que fazemos com esse zero, a fim de chegar à variância? Deixamo-lo (como diria algum blogueiro de colocação de pronomes portuguesa, by the way, a que me foi ensinada na escola) de lado e, antes da soma, elevamos ao quadrado esses desvios da média, despachando para o firmamento aquele zero:

(-36)^2 = 1.296

(36)^2 = 1.296

(-36)² + 36² = 1.296 x 1.296 = 2.592.

Estamos quase chegando lá na variância (lembrando que é a média dos quadrados dos desvios) e, de volta àqueles 1.296, pois o que temos que fazer é dividir a soma dos dois 1.296, chegando, claro, aos mesmos 1.296:

2.592/2 = 1.296

que é a variância que estamos procurando. Mas a interpretação de uma série de dados é meio difícil de comparar, inclusive porque ela não obedece a mesma escala de medida dos elementos da série. Por exemplo, falamos em quilos de melancia, toneladas de soja, cabeças de gado, litros de leite, e por aí vai Vivinha. Na variância temos essas unidades elevadas ao quadrado, (quilos de melancia)², (toneladas de soja)², etcétera. Então, para voltarmos às melancias, extraímos a raiz quadrada daqueles 1.296:

(1.296)¹/² = 50,9, 

mais alguns pinduricalhos menores que aquele 0,9, como podemos observar na imagem que nos ilustra lá em cima. Digamos, para "domesticar" a leitura, que arrendondemos aquele 50,9 para 51. Então chegamos a algo concreto para fazer a mediação entre 8 e 80. Uma pessoa não exagerada evita os extremos, ficando em 51, uma cifra bem menor que aquele 80 - 8 = 72 que usamos para introduzir o assunto.

E se agora fizermos aquelas diferenças com relação ao desvio padrão, temos

8 - 51 = -43

80 - 51 = 29

cuja soma, obviamente, não é zero. Ou seja, o desvio padrão, por mais charmoso que seja, não tem aquela propriedade da média. Mas ele serviu para reduzir a amplitude do intervalo de variação: aquilo que era 8 - 44 e 80 - 44 passou a ser 8 - 59 e 80 - 59, quer dizer -42 e 36 virou -51 e 21
e agora -36 e 36 

DdAB

P. S. (aprendi há milhares de anos que aquele "^2" do (-36)^2 vem da linguagem Fortran, já arcaica para dizer que o valor entre parênteses deve ser elevado ao quadrado;  mas meu teclado permitiria escrever (-36)² = 1.296. E aquele + 36? Também oferece os mesmos 1.296.

P.S.S. Esta postagem baseou-se no capítulo VII das Memórias Póstumas de Brás Cubas, um livro para ler e reler muitas vezes, que, a cada leitura, chama-nos a nossos próprios delírios matemáticos ou não. E podemos encontrá-lo clicando aqui.

07 dezembro, 2022

Lance: um conjunto de substitutos

Adoro, agora aos 75, reler alguns autores redescobertos já na maturidade: Machado de Assis, Graciliano Ramos, Érico Veríssimo e, naturalmente, Jorge Luis Borges, Julio Cortázar, Ernesto Sábato e James Joyce (e seu "Ulysses"). Em compensação, muito já escrevi no passado em textos de economia a expressão "lance". E até aqui mesmo neste amado blog (tá curios@? procure no motorzinho de busca do canto superior esquerdo). Em ainda mais compensação, não lembro do resto da turma que acabo de referir, mas estou certo de que, volta e meia, o próprio mestre Machado de Assis, aqui e ali, falava em "lance".

Em época de Copa do Mundo, um lance é algo bonito ou até bisonho ocorrido dentro do campo em plena partida. Mas não gosto. E lamento ter escrito. E lamento que ainda venha a voltar a escrever. Mas ofereço no que segue uma sinonímia que nos permitirá evitar falar em lance:

Acontecimento, Aperto, Aspecto, Aventura, Circunstância, 

Conjuntura, Corte, Ensejo, Evento, Fato, Jogada, Recorte, Rasgo, e Vicissitude.

O mundo é belo, a vida até pode ser sublime. E eu preocupado com esse lance..

DdAB

P.S. Às 22h00 do mesmo dia da postagem, fiz correções, reparando um erro escalafobético.

12 novembro, 2022

Nossa Bandeira


 Um dos motes do candidato a presidente da república derrotado na eleição de 30 de outubro de 2022 era: "nossa bandeira jamais será vermelha". Com a significativa derrota, liderada pelo ex-presidente e futuro-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, criador de uma frente ampla na busca de democracia e igualitarismo, achei suporte bibliográfico para metermos algum vermelho na bandeira do Brasil. Negando que a bandeira jamais será vermelha, pensei que poderíamos dividir em 50% para cada cor: verde e vermelha.

Conheço bandeiras vermelhas em meia dúzia de clubes Brasil-afora. Um é o Internacional de Porto Alegre. Outro é o América do Rio de Janeiro. Outros tantos haverá nos 8,5 milhões de quilômetros quadrados.

E qual o embasamento bibliográfico de minhas inspiração para fazer o rascunho da futura bandeira, que não será exclusivamente vermelha? Tá aqui:

FAGUNDES TELLES, Lygia (c.1980) As meninas. São Paulo: Círculo do Livro. Página 246.

Numa nota auto-biográfica, intitulada O AUTOR E SUA OBRA (versais no original), dame Lygia diz:

[...] A cor do meu signo é o vermelho, mas aposto igualmente no verde. Minha bandeira (se tivesse uma) seria metade verde, metade vermelha. Esperança e paixão. Fervor e cólera. Alguns dos meus textos nasceram de uma simples visão, imagem que retive na memória. Ou de uma frase que ouvi. [...] 

Parênteses no original.

Sabemos que o dístico "Ordem e Progresso" não nos deu nem ordem e, muito menos, progresso. Segue-se logicamente que, com o verdacho e o vermelhusco combinam com a corda (vermelha) e a caçamba (verde). Portanto, podemos substituir por "Esperança, paixão, fervor e cólera", não é mesmo?

DdAB

09 novembro, 2022

Prazeres Acima de Tudo

 



Apoiadores de Bolsonaro emocionados após a vitória de Lula
na Esplanada dos Ministérios. Hugo Barreto/Metropoles

Ainda estou estupefato. E quando deixarei de estar? Dizíamos nos anos 1960, no dia em que Garcia prender Zorro. Em compensação, escrevi no Facebook hoje:

Os prazeres mundanos se dividem em certos (os nossos) e errados (os deles). Em ambos os casos, vale a profunda filosofia alemã: "jedes Tierchen mit seinem kleinen Vergnügen". A ela (Marx, Engels, um colono que me é aparentado e outros), o Google Tradutor avisa ser "Cada animalzinho com seu prazerzinho". Quando falo em prazeres errados, estou pensando na extrema direita mundial.

Segue-se logicamente que minha querida professora e amiga Ana Maria Bianchi pediu-me para "desenvolver mais" a ideia explorando o lado irônico. Vou tentar imitar aquela personagem de William Somerset Maughan ou Aldous Huxley, muito querida por todos por causa de seu sutil senso de humor. Esclareceu-se que aquilo que a fazia notável era o fato de sempre dizer a verdade. E vou falar o que realmente penso da polarização esquerda-direita.

Na transição para o governo Lula a partir da "atual conjuntura", como diria Stanislaw Ponte Preta, depois de estarmos fugindo daquele "Samba do Crioulo Doido", que hoje se diria "Sertanejo do Afro-descendente padecendo de uma desordem cognitiva-psicológica", ouvi falar sobre a equipe econômica, de Pérsio Arida e André Lara-Rezende, de uma parte e, da outra parte, de Aloísio Mercadante e Nelson Barbosa tem divergências acentuadas no que diz respeito ao papel do estado na economia: estado mínimo para um lado (lado oeste) e estado indutor do crescimento econômico, para o outro lado (lado leste).

Na verdade esta parece-me ser a aparência da questão que tem raízes mais profundas, que atinge o zênite dos processos de escolha social: o que é mesmo que a sociedade (aquele vetor multi-dimensional de preferências por prazerzinhos, prazeres e prazerzões, positivos ou negativos) deseja para si, para as gerações futuras, inclusive seus descendentes. E chego ao âmago da questão: qual o grau de desigualdade desejado, qual o grau de aversão à desigualdade).

Tanto estudei a questão da desigualdade (e sempre vou louvar o livro de Jessé Souza cujo título "A Tolice da Inteligência Brasileira" tem por resposta: a inteligência não entende que o verdadeiro problema do Brasil não é nem a cordialidade nem a segmentação casa grande-senzala, mas a desigualdade) que talvez já tenha meus juízos obnubilados. Ainda assim, são os melhores juízos que posso formular: 

.a a sociedade igualitária é cheia de virtudes, todos seremos felizes, o crescimento econômico será vibrante e o meio ambiente será tratado como um jardim caseiro;

.b a chave da realização desse idílico ideal de igualdade é o emprego. Emprego privado, público, tudo formalizado, nada de emprego precário;

.c o governo será o empregador de última instância;

.d o emprego de cada setor gera efeitos direitos e indiretos nos empregos dos demais setores da economia: um cozinheiro do presídio terá o filho visitando a Disleylândia de Paris...

E que dizer dos países nórdicos? Eram meu ideal até aquele carinha militando o lado da doença, da truculência e falta de diagnóstico de seu narcisismo era mesmo o mundo tipo Noruega. Aí o infeliz matou 200. E que pude eu dizer? Que falhou o sistema em confundir liberdade de cultivarmos doenças com liberdade de nos realizarmos em benefício de todos.

DdAB

19 agosto, 2022

Elitismo Desfeito

 


(já vou informando: o marcador desta postagem é Besteirol, por contraste à imagem da Wikipedia que selecionei para ilustrar a tensão criada por Bolsonaro)

Primeiro:

Nestes tempos de pandemia, caí mais fundo nas leituras de duas ou três obras de Amartya Sen. Em setembro de 2018, aqui no blog, citei seu livro "The Idea of Justice", que andei reputando como o mais interessante que li na vida. Na Pandemia vim a ler mais alguma coisa. E tudo me faz rever o conceito de "abordagem das capacitações". Por sinal, li em Flávio Comim que aquele "capability" da língua inglesa foi-lhe desvelado pelo próprio Sen como sendo a cruza de capacidade com habilidade, uma chave do entendimento da abordagem.

Nesse clima de capabilidades e na leitura de "Home in the World" que sigo fazendo agora, ressalta a ideia de que o homem não pode ser entendido sob uma única perspectiva, digamos, "o cara é bolsonarista". Ele terá muitas outras dimensões que podem ter relevância para algo, quando não seja para sinalizar com uma luz vermelha. Bate na mulher? Bebe? 

Eu de minha parte, tenho várias, por exemplo, professor de economia política, ex-corredor de rua, torcedor simultaneamente para o Grêmio e o Internacional, da seleção brasileira de futebol, admirador do vôlei feminino na TV, cozinheiro especializado em molho de macarrão, e por aí vai.

Segundo:

Aliás, antes de ler Sen e a abordagem das capabilidades, no bar do bairro, desenvolvemos uma teoria tetra-dimensional para descrever namoros de adolescência, usando quatro critérios, quatro dimensões para descrever o objeto do amor, e não dezenas delas, como ilustrei com minha humilde pessoa:

PESO     ALTURA     SALÁRIO     IDADE

Faltaram atributos, é óbvio. Por exemplo, grau de instrução, mas o garçom salvou o modelo tetra-dimensional da escolha de namorada argumentando que existe enorme correlação entre salário e grau de instrução: nunca vimos um analfabeto, exceto o presidente da república, ser eleito para presidente da república, hehehe. Ou seja, tendo passado uma temporada nos EUA fritando hamburgers, o garçon falou em inglês: o salário é uma proxy para o grau de instrução. E já foi traduzindo

WEIGHT     HIGHT     WAGES     AGE

Mas ele mesmo indicou que outras dimensões, a rigor, quase todas correlacionadas entre uma ou outra das quatro modeladas, como religião, clube de futebol do coração, residência no verão, elegância ao trajar, prodigalidade ao dar gorjeta, etc.

Fiquei pensando em solicitar a assessoria do prof. Adalmir Marquetti para modelar quantitativamente essa viagem toda cujo significado político é inegável: se todo mundo tem diferentes dimensões a dar título a seus atributos, não há como manter critérios univariados que invariavelmente são elitistas.

DdAB

21 maio, 2022

La Barbe: um caso de filosofia de cinema


 

Eu ia começar dizendo "meus caros amigos Obama e Ciro" e rapidamente dei-me conta de que não posso ser considerado amigo de nenhum deles. Mas Ciro é que não me passa, eu, logo eu, que tenho diletos amigos ciristas. E Barack Obama é um cara que fez história, ganhou um imerecido prêmio Nobel e toca a vida com desenvoltura e aplomb. Embora antípodas em matéria de minha admiração e afeto, eles comungam de um traço de comportamento muito importante: ambos cortam o cabelo semanalmente de sorte que sempre que os vemos temos a impressão de que seus cortes de cabelo são sempre o mesmos: eles nos fazem crer que possuem uma cabeleira estacionária.

E que dizer quanto à barba? Se bem lembro de já envelhecidas aulas de francês, a expressão "la barbe" expressa (ou expressava) perplexidade. E é bem nesta linha de tornar-me perplexo que desejo fazer o comentário que estou designando como caso de cinema. O assunto começa com a divisão do rosto masculino em: a) cara limpa ou b) barba. De sua parte, a barba é mais rica (nem digo em pelos) que a cara limpa: b.1) barba de um dia, b.2) barba de dois ou três dias, b.3) barba à la Karl Marx, b.4) barba de eremita, e por aí vai vovó Viviane. Hoje também é moda, além de barbudos como o que acabo de citar nominalmente, aquelas barbinhas de três ou quatro dias que também se eterniza: não para de crescer.

Um fato que nem serve para separar a cara do homem vivo com a de seu cadáver: a barba, em ambos, cresce. No caso do segundo, ela não cresce eternamente, mas apenas algumas horas do post mortem. Minha preocupação é fazer o contraste entre os rapazes de cara limpa de barba recém feita e os de cara limpa com a barba crescidinha revelando certo passar do tempo entre o corte e a observação.

Tentando ganhar intuições sobre o que rege os cara limpa de cinema, comecei a reunir elementos para formar uma grande amostra de filmes em que atores que sempre estão em cena com barba aparada há, no máximo, digamos, uma hora, uma hora e meia. Entendo que essa falta de realismo, essa falta de cuidado da parte dos iluminadores da cena ou do roteirista ou mesmo do próprio diretor, serve para diferenciar esse monte (nem todos) os personagens que têm barba sempre aparada, no estilo de Obama e de Ciro, e o resto da negadinha, inclusive cadáveres zero quilômetro, que têm a barba crescendo ao longo do tempo. Ao ver, como vejo repetidamente, esse atropelo às leis da natureza, coço a barba (em geral de dois a três dias) e expresso-me murmurando: la barbe.

DdAB

14 maio, 2022

O Mil Invertido: considerações sobre filosofia da matemática

 


Muitos anos atrás, ouvi uma senhora, numa loja, dar seu CGC para o/a atendente: tal, tal, tal, mil invertido, tal. Nada me pareceu estranho: tal, tal, tal é normal. Mas outro dia, um senhor idoso falou -mutatis mutandis- a mesma coisa: tal, tal, tal, mil invertido, tal. Em poucas saídas de casa (sou um tanto misantropo), vi gente e mais gente, umas mil pessoas, falando no mil invertido.

Então o mil invertido, como sabemos, é 0001. E foi criado, creio, pela sabedoria popular para evitar-nos dizer zero zero zero um. Tenho um amigo cujo telefone celular tem os cinco primeiros dígitos como 99.999. Ele, talvez inspirado nessa levada do mil invertido, fala: "uma sequência de cinco números nove". E, em geral, é bem sucedido.

Mas aí, no bar do bairro em que costumo beber faça chuva ou faça sol, um menino de rua, também frequentador do furdunço, depois de ter estudado com um matemático de respeito (carregou uns pacotes para ele), indagou-me: "Míster sênior, o senhor terá um dez invertido para me dar?" Pensei: "dez invertido? que será?". E, dado meu treinamento em matemática, logo dei-me conta: o míster menino de rua está falando em mísero um pila, um real. 

Achei que poderia botá-lo no bom caminho se decuplicasse o donativo, passando-lhe uma nota de R$ 10,00. Ele emocionou-se e comprou para si um liso de canha, oferecendo-me o primeiro gole. Não que eu goste de canha, meus amigos, minhas amigas, mas tive que provar para não fazer desfeita. Já com o sabor da pinga na boca, tive uma ideia filosófica: mas será que o dez invertido não é 10 elevado na potência -1 ou 10^(-1), ou 0,1? E aí a reflexão filosófica aprofundou-se, pois passei a investigar o primeiro princípio de toda filosofia: A não é não-A. No caso, 0,1 e 0.1 ficaram comme si, comme ça.

DdAB

P.S. Por outro lado, ao procurar no Google Images a expressão "1000 invertido", vieram 89 milhões de opções. Mudei para "mil invertido". O universo reduziu-se, mas não de modo significativo e útil, pois o algoritmo ofereceu-me "apenas" 34 milhões de opções.

Uma vez que eu esperava poder escolher entre umas cinco ou dez figuras, fiquei contrafeito. Mas, ao pedir imagens com "mil invertido", veio uma bela meia-dúzia e escolhi a que nos encima, entendendo aquele "Sênior" como justa homenagem a minha pessoa.

30 abril, 2022

O Número Pi Brasileiro é 10



O número Pi, pertencente ao conjunto dos reais, é obtido pelo cálculo da razão entre o perímetro da circunferência e seu diâmetro. A figura que nos ilustra hoje dá a ideia de que Pi tem um número infinito de casas decimais. Alguns místicos, como eu próprio, dizem que se pode encontrar o número do CPF de quem quer que seja em algum lugar entre a vírgula e o infinito. Por exemplo, é possível que já no comecinho alguém tenha o CPF número 141.592.653-58.

Nos Estados Unidos da América, no dia 14 de março, comemora-se o número Pi: março = 3, dia = 14, 3.14.

Por contraste, amanhã é o dia de Pi made in Brazil. Ou seja, em 31 de abril, comemora-se 31.4, que também é 10 x 3,14. O único problema brasileiro é que abril, diferentemente de fevereiro, não tem 31 dias.

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12 março, 2022

Rússia, Novo Gendarme do Mundo: contra o imperialismo do chiclé

 


Estive fazendo uns cálculos e constatei que não há nada mais normal que a Rússia invadir a Ucrânia, dadas as baixarias protagonizadas pelos Estados Unidos da América. E apresento uma evidência irremovível: o filme "Acossado" (À bout de souffle) refilmado no centro do imperialismo (id est, os EUA) como Breathless, tem Richard Gerre no papel que fora de Jean Paul Belmondo. 

Ocorre que, por determinações dos imperialistas que controlam a Ucrânia, Gerre aparece numa cena que outra mascando chiclé. Não posso conceber maior ameaça à soberania territorial russa. Já imaginou se todos os russos começarem a mascar chiclés 16 horas por dia (e alguns mesmo dormindo)? Seria um pandemônio no mercado mundial de chiclés e, claro, elevação nos preços de todos os bens e serviços levados ao mercado pelos imperialistas, inclusive o mercado de armas.

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Fiz a seguinte propaganda no Facebook:

Tenho argumentado que a Rússia está buscando a posição de novo gendarme do mundo. E, em meu blog, sob o marcador Besteirol, aponto nova evidência da necessidade de novos corretivos especialmente voltados aos Estados Unidos. Já imaginou todos os russos mascando chiclé por influência de Richard Gerre e Valerie Kaprinsky, o par romântico imperialista substituindo o circunspecto par Jean Paul Belmondo e Jean Seberg?


24 agosto, 2021

O Solstício de Inverno e seus Desdobramentos

 


(Nota Bene: até eu 'curti'. E o fiz por engano)

Texto do quadrinho publicado às 18h18min de 21 de junho de 2021.

Às 0h32min da madrugada de hoje festejou-se o solstício de inverno. Pensei:
a) não gosto de inverno (pneumonia)
b) não gosto de primavera (alergia)
c) não gosto de verão (brotoejas e calor)
d) não gosto de outono (desânimo)

Olha esta, minha gente. Em geral escrevo originalmente aqui e propagandeio o escrito para meu círculo de amizades do Facebook. Hoje varro ao contrário: vem de lá um monte de lindos comentários e estranhas respostas. Tudo começou às 0h32min da madrugada de segunda-feira, quando deu-se o solstício de inverno do hemisfério sul do terceiro planeta de Sol. Seguem-se comentários: 

    • Duilio De Avila Berni
      Ana Barros Pinto: também me pergunto o que sobra, querida Ana. E sempre respondo: não sou deste mundo. Já li que "é perigoso viver em planeta", o que implica que sonho com uma nave com iluminação artificial (com 77 sub-naves de iluminação plagiando os elétrons do átomo de irídio), zero de giro no "equador" e, então, o paraíso, se a nave comportar milhares de amigos.
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    • Ana Barros Pinto
      Duilio De Avila Berni uau já i magino a nave
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  • Eliane Spolaor
    Gosta de que?
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    • Riso
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  • Eliane Spolaor
    Qual estacao
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  • Analice Amazonas
    Isso tem diagnóstico: mau humor de pandemia. Já já passa.
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  • Leda Guidotti Dillmann
    Que vida difícil, meu amigo! Em que Planeta ficarás bem?
    • Duilio De Avila Berni
      Leda Guidotti Dillmann: mais acima, querida Ledinha, respondi para Ana Barros Pinto: também me pergunto o que sobra, querida Ana. E sempre respondo: não sou deste mundo. Já li que "é perigoso viver em planeta", o que implica que sonho com uma nave com iluminação artificial (com 77 sub-naves de iluminação plagiando os elétrons do átomo de irídio), zero de giro no "equador" e, então, o paraíso, se a nave comportar milhares de amigos.
      Em nossa nave, prometo solenemente, teremos dromedários e camelos (para atualizares aquela linda foto). E churrascos de carne-fake, processada em laboratório e impressa em 3D
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Arminda Lopes Dou a partida na Ledinha e chego na Mindinha: minha nave terá uma galeria enorme com cópias em 3D de todas as tuas esculturas. E talvez até uma ou outra original, adquirida a preços de mercado com o dinheirinho que arrecadarei com venda de viagens para acompanhantes! Beijockas e abraçockas

  • Hoje fiquei sabendo que criaram um novo termo pra descrever gente mais velha que paga uns "mico" por ser "ultrapassado": CRINGE. E pior, foi pra descrever os millenials, gente na faixa dos 30 anos. Geração X, Y, Z... E na hora que acabar o alfabeto ? Tô nos 56, indo pros 60, ainda funciono no modo analógico e meu cérebro ainda está no século 20. 😒
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  • Duilio De Avila Berni
    Simone Hariete Pois é, amiga. Não conhecia o termo. E fui ao Google Dictionary e não gostei da primeira acepção: "vergonhoso". Mas, campeando mais longe, achei traduções mais amigáveis, tipo "amontoado". Neste caso, adoro a ideia de, no pós-pandemia, a… 
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  • Simone Hariete
    Duilio De Avila Berni nem sempre o significado do dicionário traduz o uso que os falantes fazem do vocábulo... A moçada de 20 anos tá chamando de cringe os de 30, que pra eles, "já era, tá por fora" ... 😄
    • Ou seja, num espaço muito curto de tempo, qualquer um se torna "blasé" rapidinho... 😉
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    • Duilio De Avila Berni
      Eu que o diga: quando iniciei a carreira docente (em curso noturno), minha idade não divergia muito da idade de meu aluno médio. Quando encerrei a carreira, já dava para notar meu cringenismo, o que não me põe no grupo dos criogenistas, haha.
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  • Neda Callegaro Correa
    NOSSA!!! Duilio, Eu gosto de todas. Amo estar viva, abraçaro meu amado filho Rodrigo, minha filha Carla, meus netos, Erick, Raphael, Fabrício, João. Pedro, Lucas, Carlos e Laura. E é a vida e é bonita. Um BRço, meu amigo.
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  • Neda Callegaro Correa
    Desculpa-me: 
    Um abraço
     meu amigo.
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    • Duilio De Avila Berni
      Querida Neda: naqueles tempos em que eu amava o verão (férias em Jaguary), eras a musa de uma geração. E vejo que com essa respeitável descendência hoje reténs até mais afetos que aqueles que à época te cercavam. Grande abraço a el@s.
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  • Glaucia Campregher
    e) amo o clima da Chapada.
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  • Estados de espírito  sticker
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    • Riso
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  • Elzamir Ferreira
    Kkkkk eu amo sol ! Verão ! Calor !!
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10 de junho 
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Glossário tirado do dicio.com.br

Solstício:  Período do ano em que, no movimento aparente no céu, o Sol está mais afastado do equador, fazendo com que a luz solar incida com maior intensidade nos hemisférios. (N.B. eles querem dizer que o sol está mais afastado de um hemisfério e mais próximo do outro. No solstício de inverno, como hoje ainda estamos perto, o sol está mais afastado e, no de verão, mais próximo.

HemisférioCada uma das duas metades do globo terrestre ou da esfera celeste, que resulta da divisão da linha do Equador: hemisfério norte, setentrional ou boreal, hemisfério sul, meridional ou austral.