quinta-feira, 7 de julho de 2011

Terceiro Governo Dilma Revisa o "Ponha-se na Rua".

querido diário:
economia = economia política? economia política = política? very complicated questions. na condição de economista político, distante -portanto- da "economia" e da "política", tenho observações não de todo despidas de sentido. terei dito que este Governo Dilma nada mais é do que o quinto governo FHC, sagrando-se vencedora na eleição de 2010 a chama Serra-Dilma. sempre achei que ambas aquelas candidaturas eram entulho da mesma demolição. mas confesso que não perco as esperanças. há muitas pontas para dar nó, há muitas questões a resolver, a fim de sabermos qual é mesmo a questão cuja solução abarca todas as demais facetas do mesmo problema.

pois iniciando: qual é o problema? para mim é a desigualdade. na verdade, para mim e para a dupla Wilkinson & Pickett. e qual á manifestação? claro que é a miséria cultural e política do povo, que escolhe péssimos governantes. e qual a causa da causa deste sistemático modelo de expectativas, ou o que seja, irracionais, ou o que seja? claro que a causa são os déspotas e seu séquito. Lula entre os primeiros e Fábio entre os seguidores. de Dilma, se é mesmo que está iniciando o terceiro governo (primeiro até a via crucis de Palocci, o segundo até ante-ontem, com o P.R. (não é "príncipe regente" e sim o partido do Aureliano Chaves e do Enéas do Prona). e o terceiro agora. resta saber se o trio feminino Dilma-Gleici-Irani (é "irani" mesmo?) tem mesmo café no bule para encarar a corrupção com tais aliados. resta saber quem mesmo é que caiu lá no ministério dos transportes.

pode ter caído a corrupção, mas ainda falta muito, ainda falta estrutura governamental, especialmente a tragédia do sistema judiciário para pensarmos num saneamento duradouro. insisto no ponto: o problema com o Brasil não é primariamente a corrupção mas essencialmente a má distribuição da renda. uma solução é democratizar as propinas imediatamente. por exemplo, com R$ 1.000 mensais para cada brasileiro como propina, supondo 120 milhões de pessoas na população economicamente ativa, teremos
(1.000 reais x 12 meses x 120 milhões de neguinhos)/(3.674.964,4 milhões, ou 3,7 trilhões, estimativa para o ano de 2011 a preços de 2011) = 39,2%, ou seja, menos de 40% do PIB seriam transformados em propina, cada brasileiro ganharia sua parte (fair share, na notação científica), elegeríamos algum deputado que fizesse uma lei proibindo de chamar de propina e passasse a chamar de renda básica da cidadania. 40% do PIB, eu falei. a verdade é revolucionária, eu já falei. sobram 60% para os alfinetes, como falou o finado marido de Dona Flor.

em resumo, tá na hora de acabar com a corrupção ou de instituir uma renda básica decente. claro que a causa de termos maus políticos é termos um mau povo. e a causa da causa: apenas temos mau povo porque houve uma casta de predadores que instalou-se no poder e ganha muito, muito mais do que R$ 1.000 mensais.
DdAB
o carcará (carcará pega, mata e come, carcará não vai morrer de fome, carcará, mais coragem do que homem; é um paço marvado, tem um bico vorteado que nem aviaum) veio daqui. e é uma foto absolutamente estonteante! de minha parte, não quero revolução, mas apenas renda básica da cidadania. o resto vem por si!

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