O monólogo de Julieta indagando "o que há num nome" é um dos mais famosos da peça Romeu e Julieta (Ato II, Cena 2) de William Shakeapeare. E muito lindo, comovente, tocante e trágico. E não apenas desta peça, mas talvez de toda obra shakesperiana.
Na cena, Julieta está na sacada do jardim dos Capuleto pensando em voz alta sobre Romeu, que acabou de conhecer. Ela não sabe que ele está escondido embaixo, ouvindo tudo.
O monólogo inteiro é:
Oh, Romeu, Romeu! onde estás, Romeu?
Renega teu pai e teu nome renega.
E, se não queres, jura-me somente
Que me amas, e não serei mais capuleta.
Que importa um nome? O que chamamos de rosa,
Com outro nome igualmente cheiraria.
Assim Romeu, se não te chamasses Romeu,
Conservarias a sua perfeição,
Mesmo sem esse nome. Romeu, despe-te
Do teu nome, que não é parte de ti,
E, em troca, leva-me a mim, que sou toda tua.
A frase inteira em inglês fica assim:
Tis but thy name that is my enemy;
Thou art thyself, though not a Montague.
What's Montague? it is nor hand, nor foot,
Nor arm, nor face, nor any other part
Belonging to a man. Oh, be some other name!
What's in a name? that which we call a rose
By any other name would smell as sweet;
So Romeo would, were he not Romeo call'd,
Retain that dear perfection which he owes
Without that title. Romeo, doff thy name,
And for that name which is no part of thee
Take all myself.
Resumindo o significado: Julieta está dizendo que o nome "Montéquio" (a família rival) é a única coisa que a impede de amar Romeu. Para ela, nomes são apenas rótulos arbitrários — a essência de uma pessoa (ou de uma rosa) não muda só porque o nome é trocado. Ela queria que Romeu abandonasse o sobrenome para que pudessem ficar juntos.
DdAB
Fonte da imagem:
https://en.wikipedia.org/wiki/Romeo_and_Juliet#/media/File:Romeo_and_juliet_brown.jpg
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