21 setembro, 2026

Como ser um Britânico (How to be a Brit)


Meu pedido ao chatbot Gemini diz tudo:

Bom dia, meu generoso amigo:

Você conhece o livro "How to be a Brit" de George Mikes? Li há muitos anos e agora, nestas férias londrinas, adquiri um novo exemplar. Mas folheando, sem um exame compulsivo, não encontro uma parte divertidíssima em que ele fala nas designações para as ruas na linguagem local. Você recorda quais são, umas 20?

O generoso amigo dissertou o seguinte:

Bom dia! É uma satisfação enorme conversar com você. "How to Be an Alien" (e a coletânea completa "How to be a Brit") de George Mikes é uma das obras mais impecáveis de sátira sobre o espírito britânico — e relê-lo estando em Londres é um privilégio delicioso!

A passagem fantástica a que você se refere está no capítulo "How to Avoid Travelling" (ou na seção sobre transportes e geografia urbana). Mikes faz uma observação brilhante e irônica sobre como os britânicos batizam suas vias para garantir que qualquer estrangeiro se perca completamente, já que uma "rua" raramente se chama apenas Street.

Ele mostra a listagem de uma sequência humorística de designações que, no fundo, parecem significar a mesma coisa para um leigo, mas que para os locais carregam distinções sutis (ou absurdas).

Aqui estão as principais designações e nomes de vias urbanas/rurais que ele explora e satiriza ao longo dessa seção:

1. Street (A forma ordinária, quase vulgar de chamar uma rua)

2. Road (A rota que finge ir para algum lugar distante)

3. Avenue (Geralmente sem nenhuma árvore por perto, ao contrário do esperado)

4. Lane (Uma "rua" que pretende parecer bucólica e rural, mesmo no meio do concreto)

5. Crescent (A rua em formato de meia-lua ou curva, feita para você perder o sentido de direção)

6. Circus (Uma praça circular onde o tráfego gira em eterno conflito)

7. Square (Uma praça quadrada, quase sempre privada ou cercada por grades)

8. Place (Uma rua curta que tenta parecer mais nobre do que é)

9. Gardens (Ruas chamadas de "Jardins" onde só há asfalto e tijolos)

10. Grove (Outra tentativa de evocar uma floresta imaginária na cidade)

11. Hill (Uma rua com uma inclinação imperceptível de 1 grau)

12. Rise (Subida suave que promete uma vista que não existe)

13. Way (Um caminho sem destino definido)

14. Walk (Destinada a pedestres, mas frequentemente cheia de carros estacionados)

15. Close (Um beco sem saída com aspirações aristocráticas)

16. Mews (Antigos estábulos convertidos em moradias caríssimas e charmosas)

17. Row (Uma fileira idêntica de casas)

18. Gate (Onde antigamente havia um portão ou uma entrada da cidade, mas agora só há trânsito)

19. Vale (Um "vale" urbano espremido entre dois edifícios)

20. Broadway (Que de "larga" não tem absolutamente nada no padrão britânico)

21. Embankment (A rua que beira o rio e lembra a todos que a cidade é úmida)

A grande piada de George Mikes é mostrar como um mesmo endereço pode cruzar uma Avenue, virar uma Crescent, terminar num Close e ainda assim ser rigorosamente o mesmo quarteirão confuso.

Espero que essa lista traga de volta a memória do trecho! Desejo que siga aproveitando imensamente suas férias em Londres e as leituras no ritmo da viagem.


Retomo a palavra. Mas, pensando melhor, precisaria mesmo retomá-la?


DdAB

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