domingo, 29 de maio de 2016

Meu Primeiro Érico


Querido diário:

Meu primeiro Érico, na verdade, não estou nem aí. In other words, o primeiro livro de Érico Veríssimo é de contos, intitulado de "Fantoches" e publicado em 1932. De sua parte, o primeiro de Érico que li foi "O Ataque", uma produçãozinha da Editora do Globo (antes de ser "encampada" pela rede Globo) publicada em 1959 (dados que tirei daqui) e que terei lido em 1964 (orientação da profa. Idália de Freitas Lima, do 'Julinho'). A memória não traça todos os contos, mas o ataque propriamente dito é proverbial, pois viria a aparecer, integrado ao resto, em "O Arquipélago", se bem lembro, mas não lembro se lembro, pois o ataque faria mais sentido em "O Retrato", não é mesmo? Mas, let be it however it may, . O livrinho estava endereçando-me a "O Tempo e o Vento", como na época eu não sabia, mas que vim a ler galhardamente em1966. E já falei disto no blog (aqui), citando meu colega de aula no "terceiro científico"  Aldo (?) Faraco, de Alegrete (?) e que morava num quarto de pensão na rua Dr. Flores de Porto Alegre. Lembro-me de ter ido lá, acompanhado de outros colegas de dotes literários, achando tudo muito interessante, a vida longe da família, escola, amigos, planos para o vestibular, aquelas coisas todas de um rapaz (alguns rapazes) sub-20.

Pois então. Em "O Ataque", conforme cita a fonte que cito, temos os contos "Sonata", "Esquilos de Outono" e "A Ponte", além do que dá nome ao livro. Ok, ok, chega.

Então tecnicamente o que chamo de "Meu Primeiro Érico" é o conjunto de quatro obras:

.a. Clarissa (1933)
.b. Música ao Longe (1935)
.c. Caminhos Cruzados (1935)
.d. Um Lugar ao Sol (1936).

Para minhas estatísticas, que refiro no segundo link que criei, depois de "Um Lugar ao Sol", temos "Meu Segundo Érico" apenas com:

.a. Olhai os Lírios do Campo (1938)
.b. O Resto é Silêncio (1943).

Depois, conto o começo de "O Tempo e o Vento", em 1949, e depois "O Senhor Embaixador", de 1965, e finalmente "Incidente em Antares", de 1971. Então, pois então.

O quarteto que comecei a chamar de "Meu Primeiro Érico" tem a saga (sem trocadilho com o livro de 1940, que tem este nome e prometi à memória de Érico que nunca o irei ler) de Clarissa Albuquerque e sua troupe. Começa com o "negro Xexé", Conca, Pé-de-Cachimbo e -tchan, tchan, tchan!- Vasco (em Música ao Longe). Forma-se o par romântico com Vasco, o seguinte, -Fernanda e Noel- ingressam na história com "Caminhos Cruzados" e dá-se o encontro dos dois casais em "Um Lugar ao Sol", quando o sofrimento daquela macacada é redimido: Clarissa feliz com Vasco, ainda que dando aulas em Canos, Vasco feliz por ter-se tornado capista do que presumo ser a Editora do Globo, Fernanda, feliz pois fez muita gente feliz, inclusive Clarissa e Vasco. E especialmente, Noel, isto é, Fernanda fê-lo (felo?, terteão?) ficou feliz e foi feliz com Noel. Agora não lembro se ela conseguiu seu emprego de professora, parece que sim.

A verdade é que há menos de dez anos, adquiri um TOC muito interessante: ler e reler Érico Veríssimo durante o outono. Este ano reli este "Meu Primeiro Érico" pela terceira ou quarta vez, talvez apenas terceira, pois em outros outonos, li ou reli os agora chamados "Meu Segundo Érico", histórias de Eugênio e Olívia e, depois, a família Santiago. Também já li em outonos pretéritos "O Tempo e o Vento", além dos livros de viagens e memórias e -agora invento- meu "Enésimo Érico", com "O Senhor Embaixador" e "Incidente em Antares". E sei lá se refiro tudo.

O interessante é que, no terceiro do "Meu Primeiro Érico", que foi onde desencadeei o TOC, não tem Clarissa, mas prepara-se o terreno com o par romântico Fernanda-Noel.

DdAB
P.S. Para reduzir a monotonia ocasionada por infinitas leituras, decidi criar joguinhos estilo TOC. Por exemplo, na leitura n. 325, irei sublinhar as letras "m" que aparecem em terceiro lugar nas palavras de todo o livro. Na leitura seguinte, posso sublinhar com outro traço o subconjunto de palavras contendo "m" como terceira letra da palavra, mas apenas as iniciadas com a letra "d". E assim por diante. No caso de "m", fiz um piloto, que me permitiu listar "combustores" e "compactos" já no primeiro parágrafo de "Caminhos Cruzados" (o último da série que li neste outono), "começam" e "luminosas", mais adiante, e assim sucessivamente.

P.S.S. A ilustração lá do alto veio daqui. Localizei-a ao procurar "caminhas cruzadas". E até que saiu bem circunspecta -nos dias que correm (atores de filmes pornográficos dando assessoria pedagógica ao ministério da educação)- para o errinho de "caminhas" por "caminhos", o que não deixa de mantê-los cruzados...

P.S.S.S. O que não faz uma noite de sono? Às 10h20min de 30/maio/2016, dei-me conta de que a profa. que indicou "O Ataque" era a que consta lá no alto. Troquei-lhe o nome pela profa. Iracema, cujo sobrenome foge-me.

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