quarta-feira, 18 de março de 2015

Entreguismo ou Sabedoria


Querido diário:

Haverá alguém mais contrário e contrariado com o deputado Aldo Rebello e seu filhote gaúcho, deputado Raul Carrion? Falo apenas nas diatribes contra os estrangeirismos no português brasileiro. Segue-se logicamente que ao ler, dias atrás, a seguinte passagem em

SHRADY, Nicholas (2014) O dia do fim; ira, ruína e razão no Grande Terramoto de Lisboa de 1955. Alfragide: LeYa.

fiquei meditando, eu que me declaro americanófilo, japanófilo, argentinófilo, uruguayófilo, francófilo, italianófilo, malasianófilo. E até indianófilo e sinófilo.

Estamos na página 79:

[...] os Lusitanos, apesar de terem oposto inicialmente uma resistência feroz aos invasores romanos, depressa apreenderam as vantagens sociais, económicas e intelectuais da romanização. Olisipo [o nome que a turma deu lá no pretérito perfeito a Lisboa] foi elevada ao estatuto de municipium e Júlio César conferiu-lhe o sonante epíteto de Felicitas Julia, ou seja, 'a Alegria de Júlio'. A Lusitânia, como os romanos chamavam à Ibéria ocidental, forneceu a Roma sal, cereais, peixe seco, mármore, minerais e cavalos muito apreciados. Em troca, os habitantes obtiveram os frutos concedidos por Roma, incluindo o direito romano, a administração e as práticas fiscais romanas, as obras públicas romanas, de estradas e banhos públicos e aquedutos, um panteão de deuses romanos e arte e literatura romanas - numa palavra, civilização.

Sempre me pergunto se a Eritréia não mereceria uma invasão destas. E o Brasil, meu chapa, e o Brasil? Pelo que concluí de muitos anos vivendo do lado de baixo daqueles cavalos exportados a Roma, houve alguns desvios equinos e muares e eles foram mandados ao Brasil, onde proliferaram como políticos e cargos em comissão.

DdAB
Falei em burros e cavalos? Na condição de latino-americano, decidi colocar lá em cima um toque oriental: uma lhama origamizada, originando-se daqui.

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