domingo, 16 de dezembro de 2012

Quem Regula as Agências Reguladoras?

Querido diário:
Esta, que nos encima, é a grande manchete das páginas centrais do caderno "Dinheiro", de Zero Hora de hoje. É uma excelente matéria do repórter Erik Farina (erik.farina@zerohora.com.br), com belo conteúdo e que me deixou precisamente ao final com a mesma pergunta do título, só que mudada.

Quem regula o presente, a situação de hoje, ou a situação de ontem? O governo de hoje ou o governo de ontem? A situação ou a oposição? Parece que, como andei sugerindo sobre as causas judiciais (dividir os butins 50%-50% para o reclamante e o reclamado, que a sociedade fica com seus 100% do mesmo jeito), o melhor mesmo seria o governo fazer as regulamentações das atividades privadas pensando em evitar o rent-seeking não de si próprio mas daquela parte do governo que luta sobranceiramente por retirá-lo do poder e encastelar-se ela própria como governo.

Se cada um (governo de cá e oposição de lá) pensasse como participante em um dilema de prisioneiros dinâmico portador de parâmetros que o distanciam da cooperação, então eles fariam regulamentações alheias ao nepotismo, alheias à incompetência e alheias ao malfeito.

DdAB
Imagem: pensei que estar imobilizado não significa ser burro. E que a visão de curto prazo que têm essa dupla situação-oposição brasileira é que é exasperante. Exemplo de inteligência viva e baixo comparecimento nas eleições está aqui.

P.S.: Suavidade dominical, Lula, Zero Hora.
Na p.2 da mesmíssima Zero Hora, tem algo que me inquieta. Está na Carta da Editora, assinada por Marta Gleich - diretora de redação. O título é Lulistas, antilulistas e a leitura apaixonada. Fala do pensamento grenalesco associado à expressiva maioria dos gaúchos. Uns não podem viver sem odiar os outros. E diz o mesmo de Lula, nosso popular Luiz Inácio Lula da Silva, apelido que virou sobrenome, como sabemos, pois a ditadura militar, quando ele foi candidato, proibiu que se votasse em apelido. Ele, engenhosamente, inseriu o apelido como "sobrenome materno". O que sempre achei ridículo é que a esposa é a sra. Marisa Lula da Silva, um troço assim.

Pois Marta procura isenção, que Zero Hora é o jornal comprometido. E não adianta dizer que

[...] as reportaens, asim como a capa do jornal, não são a favor nem contra governos, governantes, políticos ou partidos. Elas apenas relatam o ocorrido, vevelam bastidores, trazem análises e contextualizações [...].

Em continuação, Marta fala da repercussão de uma coluna de Rosane de Oliveira, a cronista política "página 10", cujo título é neutramente: "Fala, Lula, que a casa caiu". Eu lera o título e a matéria e fiquei com a impressão de sempre: um jorna lde direita. Fala, Lula: imperativo. Fala tu, tuteando o homem. Mas a grande entrega é a declaração da Rosane para a Marta:

O gaúcho é muito passional em matéria de política. O curioso foi que muitas pessoas que me elogiavam pela imparcialidade quando eu criticava ou cobrava alguma coisa da ex=governadora Yeda Crusius agora me atacam por ter tocado em um mito, o ex-presidente Lula. Estou acostumada à crítica e não abro mão de minha independência na hora de escrever.

Então fiquei pensando: por que a comparação? Lula envolvido com Rosemary Nóvoa e com Marcos Valério. Em compensação, Yeda também era objeto de crítica ou cobrança. E daí?

(Este bruta P.S. é das 19h56min)

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