Prá que rezar, Elói, Elói
Se a vaca funga na cacunda da pantera.
Eu, que tomava meu traçado de trigo velho e um chopps, mas não conseguia me concentrar na conversa da happy hour do pessoal da firma, pensava filosoficamente sobre como é que uma vaca pôde alçar-se à cacunda de uma pantera. Não atinei com respostas adequadas, pois imaginei:
a) um ventão daqueles que faz a vaca ir-se aos ares a aterrizar justo na tal cacunda,
b) um ventão daqueles que faz a pantera sucumbir dentro de um buraco à beira do qual, alegremente, a vaca pastava. Esta, assustada, pensou em fugir pela direita, mas enganou-se e pulou para a esquerda precisamente sobre o lombo da pantera,
c) um ente espacial, só por farra, joga a pantera sob os pés da vaca que, assustada, revoluteia e posta-se precisamente sobre a cacunda do carnívoro,
d) numa sociedade tecnologicamente avançada do futuro, ambas, vaca e pantera, são desmaterializadas de seus patamares num museu e lançadas a 250 mil quilômetros de distância, rematerializando-as na posição que estamos examinando em holograma e
e) nessa sociedade, um guri ganhou de aniversário de 80 anos uma pantera de plástico terconite e inadvertidamente fê-la (!!!) alçar-se sob as quatro patas da ruminante, a qual, surpresa, pôs-se a fungar selvagemente.
Mas, ainda mais ousado, fiquei imaginando se aquele dodecassílabo estaria entrando em um poema de fundo psicológico.
DdAB
Imagem. YouTube, parecendo-me ser um galo na cacunda de uma vaca.
P.S. Meu blog está vivendo um tilt, o que me impede de registrar que esta postagem merece o marcador Besteirol.
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