Há dias que estou para fazer uma longa postagem sobre o uso de drogas. Além das idéias que desenvolvi de modo independente, vou referir-me a três artigos publicados em diferentes momentos em Zero Hora. Já falei por aqui de um ou outro deles, mais ou menos aprofundadamente. São todos retirados da Zero Hora/Internet. Vou retirar apenas pontos a que desejo referir-me, por serem preconceituosos ou dizendo absurdos ou ainda retirando conclusões de premissas que permitiriam concluir o oposto. A leitura do artigo inteiro não é nada difícil, pois está na Web.
Primeiro:
14 de março de 2009. N° 15907 :: Por um futuro livre do crack, por Fabiano Pereira
27 de agosto de 2009. N° 16075 :: Foco nas convergências, por Bo Mathiasen
Fico a indagar-me que diabos de frase é esta! Há mais de 5x10^6 erros lógicos.
19 de novembro de 2009. N° 16160 :: Sobre o direito de não usar drogas, por Laércio Barbosa*
:: este Laércio é simplesmente fantasmagórico:
O Banco Mundial prevê que o planeta atinja em breve a marca de 1,3 bilhão de pessoas vivendo abaixo da linha de miséria. Não parecem casuais, portanto, as marchas pela legalização da maconha, que aconteceram em algumas capitais brasileiras.Parece má vontade minha, não é mesmo? Parece que tirei alguma frase de antes da que começou com "O Banco...". Não tirei nada de relevante. É que não se segue mesmo! Se 200 bilhões de pessoas ou de quilômetros quadrados vivem abaixo da linha de pobreza, então nada podemos concluir nada sobre marchas ou contramarchas do que quer que seja.
Em um artigo no jornal O Estado de S.Paulo, o professor Ronaldo Laranjeira, coordenador do Instituto Nacional de Políticas do Álcool e Drogas (Inpad), desmistifica a falácia da liberação:
“No Brasil, a lei que regula o consumo de substâncias (Lei nº 11.343/2006) trouxe mudanças significativas, com menor rigor penal para o usuário. Ainda não se sabe se produziu alguma diminuição do consumo de drogas. Todas as evidências indicam o contrário. Em relação à maconha e à cocaína, somos um dos poucos países do mundo onde o consumo está aumentando. No mínimo, essa nova lei não impediu esse aumento. Estamos com maior liberdade para usar drogas, mas os usuários continuam tão desinformados e desassistidos de tratamento quanto antes”.
Mas isto não é tudo. Olha só esta:
As drogas são instrumentos de destruição da juventude. Ganham com o consumo de drogas os especuladores e as grandes instituições financeiras, entre outros.
A única coisa que posso fazer a respeito é criticar nossa aguerrida Zero Herra, que deu acolhida a este tipo de grosseria. Claro que as drogas corrompem a juventude, mas também a infância, a adolescência, a maturidade, seja o que for. Droga, inclusive o cafezinho preto, corrompem tudo. Aliás, também o faz a carne vermelha e a manipulação exagerada de escapulários. E claro que a frase seguinte do mesmo parágrafo não tem nada a ver com a causa da destruição da juventude, seja ela qual for. Que especuladores? Quais as grandes instituições financeiras que ganham com o consumo de drogas? Eu até diria o contrário: quando as drogas forem legalizadas, e a indústria multinacional do tabaco (ou outra correlata) tomar conta do campinho, então haverá lucros também para as instituições financeiras, que se envolverão com os produtores licenciados a produzir, digamos, para a formação de estoques oficiais. O Sr. Laércio Barbosa qualificou-se no artigo como "integrante da direção do PT/RS". Não surpreende que o PT seja um partido cada vez mais distante de um projeto liberalizante verdadeiramente sério. Indago-me se "dirigente partidário" é profissão. E se ele, Laerte, é funcionário público concursado? E se ele, caso viesse a ser convidado a assumir um cargo importante na área da segurança, ou da saúde, ou onde quer que fosse, iria levar esta visão obtusa sobre "especuladores e as grandes instituições financeiras". Com efeito!
Vou para os finalmente:
A juventude precisa de emprego na cidade e terra para plantar no campo.
E eu sempre pensei que a juventude precisa de bolsa de estudos que lhe custeie os estudos, evitando a entrada prematura no mercado de trabalho. Em benefício dela, juventude. E também da produtividade. Trabalhador despreparado não produz tanto quanto o trabalhador preparado.
DdAB
p.s.: continuarei in due time.
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