quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Desindustrialização e a denúncia da deseducação


Querido diário:
Ontem nem postei propaganda do seminário que apresentei no PPGE/UFRGS. Se nosso olho é agudo o suficiente, ele alcançará os dizeres de seu site, bem como meu título: "Desendustrialização denuncia Deseducação", tema que venho tratando por este planeta há um bom tempo. O seminário agora resulta no passado e foi muito bom: uma audiência atenta, questões embaraçosas e elogios constrangedores ao conteúdo e a minha própria pessoa. Que fazer? Às vezes a bebida não é para aliviar os males da política, mas para comemorar os bens da vida vivida.

Nem falarei mais detalhadamente sobre os conteúdos nem as questões que me foram endereçadas. O que posso afiançar é que, se minha carga horária de aulas tivesse sido de duas horas de aula por ano (como foi neste 2013, se não me engano), lá estaria eu, convivendo mais com os colegas e, principalmente, os jovens. Sempre digo que aluno não envelhece. Hoje novamente notei a sapiência deste postulado. Meus colegas presentes, claro, envelheceram, mas os alunos permanecem mediando os 20 anos.

Mas um ponto pareceu relevante: alguém falou que educação pode não ser tão importante como variável estratégica. Pensei no que já andei comentando ter ouvido na rádio BBC em meus tempos de chegada a Oxford, vale dizer, início de 1989: a educação te permite descobrir teus objetivos na vida e a ter energia para lutar por eles. Segue-se que a deseducação é bem o que vemos no Brasil: um bando de escabelados roubando por meio da política.

DdAB

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