quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Sobre impeachments e penas de morte

ForaTemer
Querido diário:
Primeiramente, Fora Temer!
Até hoje estou estupefato não apenas com o nível da política brasileira, mas também com as falcatruas generalizadas até no ambiente judiciário. Mas quero referir apenas duas.
A primeira é a cara de pau da senadora Ana Amélia Lemos (RBS/RGS) que disse considerar que a presença de Dilma Rousseff naquela sessão do senado federal era prova de democracia. A isso arguí ontem que é a mesma democracia que elegeu Castelo, Costa, Médici, Geisel e Figueiredo.
E a segunda é judiciária: aquele ministro do supremo (R$ 40 mil + extras) que foi entrevistado por uma cliente de um shopping center no Rio de Janeiro, ela gravando com um telefoninho celular. Ele disse: "o impeachment está previsto na constituição". E muita gente de Q.I. estranho saiu alardeando que Dilma deveria ser impedida.
E agora eu complemento, em desprezo à foto que estampo em seguida, verdadeiro atentado aos sensos democráticos da turma. Impeachment e pena de morte estão previstos na constituição. E nem por isto devem ser usados, a não ser que haja pré-requisitos. No primeiro caso, crime do/a presidente/a da república e, no segundo, guerra.
DdAB
p.s. nada combina mais adequadamente com a imagem que coloquei ontem. E esta foto veio do site do jornal -destemido quando se trata de recomendar opressão aos menos aquinhoados- O Estado de São Paulo. Aquele "Fora"..."Temer" é de minha autoria, claro.

terça-feira, 30 de agosto de 2016

Da Baixaria


Querido diário:

Confesso que tirei o time há alguns dias. Mal vi e tomei contato com a sessão do senado que -dizem- teve um ou dois tópicos de dignidade a mais relativamente ao da câmara dos deputados. Tomo a referência da senadora da RBS/RGS, sra. Ana Amélia Lemos.
Disse-nos a senadora que a maior prova da inexistência de golpe é que a presidenta Dilma compareceu ao senado. Eu fiquei abismado, pois busquei analogias com o tempo em que a própria oradora estava "lotada" no gabinete de seu finado marido (emprego sob a guarida de parente no setor público é...) e havia eleições periódicas para militares: Castelo Branco, Costa e Silva, Médici, Geisel e Figueiredo.
Aquelas eleições, para o entendimento de muita gente, atestavam a qualidade da democracia no Brasil. Hoje é quase unânime a referência àqueles tempos como ditadura militar. Agora tem um golpe civil, como o/s de Getúlio Vargas.

DdAB
Imagem: aqui.
P.S. busquei uma foto para ilustrar "baixaria", não deu coisa boa, pois já estamos acostumados no Brasil. Aí procurei o mais baixo nível do que posso conceber como baixaria, o inferno. E veio este velho Hades, que -segundo ouço- liberou Temer por um século.

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Ministro Escalafobético & a Previdência Social


Querido diário:

Ler jornal, nos dias que correm, é um teste para o autocontrole. Página 2 do Jornal do Comércio, seção "Frases e Personagens":

O déficit da Previdência no ano passado foi de R$ 86 bilhões. O déficit da Previdência neste ano será de R$ 146 bilhões. Para o ano que vem, está projetado déficit entre R$ 180 bilhões e R$ 200 bilhões. Como não vamos aumentar impostos, não vamos cobrar mais nada da sociedade, essa diferença temos que tirar de algum lugar. Também [que já dera outra declaração escalafobética] Eliseu Padilha. 

Eliseu Padilha, bem sabemos, é ministro chefe da casa civil do governo de Michel Temer. Temer, como sabemos, é parte ativa de um complô que se vale de interpretações da constituição e dos bons costumes para aboletar-se no poder, seguindo o programa PSDB-PMDB, que não ganhou nenhum voto na eleição de 2014.

Não quero estender-me, pois mais tempo dedicado ao tema iria favorecer minha perda de controle, de autocontrole, digitando no Excel cada vez com mais força, até -talvez- chamar a atenção do próprio Bill Gates. É que fiz o seguinte cálculo:

Déficit médio das estimativas para 2017: R$ 190 bilhões.
Déficit anunciado pelo controverso ministro em 2015: R$ 86 bilhões
Diferença 190-86 = R$ 104 bilhões.

Ora, a pensão máxima que a Previdência paga no Brasil é de cerca de R$ 5 mil reais. Ora, ora: dividindo R$ 104 bilhões por R$ 5 mil, ocorre que chegamos ao número de novos pensionistas: 20,8 milhões, ou seja vinte ponto oito milhões de novos pensionistas. 20.800.000. 21 milhões vão entrar na aposentadoria ganhando o máximo que a previdência paga? Recebendo no topo, isto é, tendo contribuído com cerca de R$ 1 mil pelos últimos dez anos? Sabemos que isto representa uma fração de 10% da população brasileira? E um quinto do emprego total, inclusive o sem remuneração?

Que diabos de ministro é este, que diabos de assessores irresponsáveis são os dele? Que diabos de governo é este da aliança PMDB-PSDB? Que diabos de país é este em que vivemos sob os auspícios do recalque de Aécio Neves por ter perdido aquela eleição? Que diabos de comentarista sou eu, que fico pensando nessas barbaridades, dando-lhes atenção?

DdAB
Fonte da imagem aqui.

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Jornalismo Escalafobético


Querido diário:

Não aguentei mais o jornal que, por seis feitos e desfeitas, recebeu o epíteto de Zero Herra. Passei a ler o Jornal do Comércio de Porto Alegre há alguns meses, o que me dá certa intimidade com a encrenca.

Pois então: na capa da edição correspondente ao tríduo 19-20-21 deste agosto, temos uma chamada para a p. 5:

Economia do Brasil recuou 4,3% durante o primeiro semestre

Pois agora: na capa do jornal de hoje, em letras garrafais (voltarei ao tema em instantes), somos capazes de ler:

Resistência da inflação desafia governo federal

Pois é: e na contracapa de hoje, no primeiro drops da coluna da esquerda:

Investimentos
   A melhora na economia a partir do último trimestre já rende apostas em títulos privados cujos rendimentos são isentos de Imposto de Renda, como as debêntures de infraestrutura e os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs). Também podem ganhar atratividade os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs).

E, na página 8, na coluna Observador, do veterano jornalista Affonso Ritter, lemos:

A economia brasileira vem dando sinais positivos de reação, entre eles, o recuo da taxa de inadimplência, observado pelo SPC [...].

Sinais positivos? Reação? Tomando a parte pelo todo! Claro que existe alguma correlação positiva entre otimismo e crescimento do valor adicionado nas economias monetárias. Mas vemos neste Brasil de Aécio-Temer a tentativa de impingir o otimismo a golpes (sem trocadilho) de imprensa.

Por falar em "tomar" e "garrafais", culminei por buscar no armário das ferramentas, enrustida entre duas latas de graxa automotiva, uma garrafa de... you know what.

DdAB
Imagem daqui. Olha a legenda da Desciclopedia, que foi onde cheguei ao pedir o adjetivo "escalafobético": Rollmops é uma tradicional porcaria encontrada em botecos e ingerida por pinguços que já não têm mais papilas gustativas, e por isso não percebem a nojeira que estão comendo.

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Escolas Macroeconômicas: visão interessante


Querido diário:

Este diagrama colhi-o há pouco tempo do mural do Facebook de Roberto Rocha. O título fala em "schools of economics", mas o texto deixa claro que se está falando apenas em escolas macroeconômicas. É interessante e fica fora apenas a teoria da escolha pública, toda a microeconomia da formação do preço, teoria do investimento da firma e a teoria dos mercados contestáveis perfeitos. Saber economia significa saber montes de teorias e escolas. Aliás, quem não sabe HPE bom sujeito não é.

DdAB

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Ontem na Fadergs


Querido diário:

A Fadergs está aqui. E eu lá, sendo filmado por todos os lados. Nunca fui tão avaliado cenicamente, fora a aula propriamente dita.

Fui convidado pelo prof. Christian Velloso Kuhn, meu dileto ex-aluno, um dos mais instigantes que já tive. E falei em sua aula inaugural da disciplina de macro com o título

Macroeconomia: fundamentos e aplicações.

Quem me acompanha no blog há de saber sobre o que preparei: matriz de contabilidade social, fluxo circular da renda e origami macroeconômico.

Ao estudar um paper cuja leitura originou-se de uma dica que me deu o prof. Sabino Porto Jr., cheguei a uma conclusão bem comportada: parece-me que o origami macroeconômico pode ser visto como um quadro de referência geral, com supostos específicos (muito muito específicos). O origami, que nada mais é que um quadro estilizado do equilíbrio geral macroeconômico, com suas funções lineares de duas variáveis), é um quadro de referência para, a partir dele, começarmos a impor "complicações", como a não-linearidade, a perturbação das escolhas por ilusão monetária, por racionalidade ausente ou incompleta, e por aí vai.

DdAB
P.S. E quem não "acredita" em equilíbrio? Esse pessoal não é interlocutor para este tipo de modelagem, ainda que mereça viver sua vidinha desequilibrada...

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Economia Política da Desfaçatez


Querido diário:
Terceiro artigo produzido para o Comitê em Defesa da Democracia e do Estado Democrático publicar no JornalJÁ. Aqui, repetimos aqui:

Desfaçatez, substantivo feminino, observada nos atuais escalões decisórios da política econômica brasileira, sotaque café-com-leite, isto é, pronuncia-se como a dupla Aécio-Temer. Além da propaganda em torno da qualidade técnica do novo Mãos-de-Tesoura, o banqueiro aposentado e com hobby na política Henrique Meireles, o que vemos é um pacotaço de decisões abalando os fundamentos do já combalido estado de bem-estar social brasileiro. Podemos falar em uma economia política neoliberal sem desfaçatez? Difícil, especialmente quando vemos o governo interino apelar quase ipsis litteris ao receituário da candidatura mal urdida dentro do PSDB em 2014 e derrotada nas urnas pela finada aliança PT-PMDB. Em que consiste a economia política da desfaçatez?
Iniciemos considerando as posições de contrariedade entre mundos possíveis. A primeira delas talvez tenha sido realizada apenas nos alvores da humanidade, configurando o estado natural num mundo de liberdade individual absoluta. Cada um dá a sua existência o destino que bem entende, mas, por isso mesmo, vive uma vidinha solitária, pobre, repugnante, bruta e curta. Nesta descrição de pesadelo de Thomas Hobbes, não há muito espaço para a atividade econômica, pois numa terra de desrespeito a qualquer propriedade privada, inclusive a vida, os incentivos para a produção de riquezas são quase tão escassos quanto… no Brasil XXI. Tão impossível e indesejável quanto esta posição é o elogio ao “irrestrito jogo das livres forças do mercado”. Desfaçatez.
A segunda posição extrema é mais moderna e carrega em seu âmago um mundo real em que – no dizer de Marx – “tudo vira mercadoria, inclusive a honra”, posição esta que foi levada ao limite por meio do conceito criado por Kenneth Arrow de seguros generalizados. O medo que nutrimos sobre o futuro, aquele medo que congela a vida societária no estado da natureza, não existe, pois cada cidadão pode contratar um seguro que lhe permite ser indenizado contra o risco de cair em situações desagradáveis, perniciosas ou mortais. Nesse mundo, estaremos seguros contra tudo, incêndios, tempestades, frustração de casamento, quebra de safra na lavoura, derrota no jogo de pôquer, golpes de estado, corrupção de políticos. E quem gosta, por exemplo, de risco e montanhismo, poderá contratar até mesmo um seguro de ressarcimento contra escaladas monótonas.
Em resumo, uma das posições extremas é o elogio da supremacia política a todas as demais dimensões da vida social, ao passo que a outra é um arranjo econômico (atuarial), com o resguardo absoluto a qualquer abalo ao ramerrão, que pode ser até a vida sob risco de ausência de riscos. Nesses casos extremos, ninguém de nosso tempo escolheria viver naquele mundo hobbesiano. Ao mesmo tempo, muita gente abdicaria da vida no ambiente arrowiano, por considerar que uma existência sem risco é tão insípida quanto… a dupla Aécio-Temer. Parece que a solução judiciosa é a existência de um ambiente intermediário que limite nossa liberdade de fazer o que queremos à custa da liberdade dos outros que também permita pensarmos que um número finito de seguros pode induzir à realização de maior bem-estar social. Por exemplo, a sociedade poderia criar um seguro contra o desemprego cujo mecanismo de implantação não seria outro que a renda básica universal.
Mas é precisamente neste ponto que se vê uma enorme expressão de desfaçatez por parte de muitos economistas conhecedores da história econômica. Entusiasmados com a tarefa de destruir o estado de bem-estar social, eles negam a socialização do risco de desemprego. Ao mesmo tempo evitam pronunciar-se sobre o caráter malévolo do capitalismo no que diz respeito às questões distributivas, ao trato ambiental, e ao resgate de recursos humanos que vêm sendo desperdiçados há gerações por não terem relevância funcional para a manutenção do sistema.
No mundo em que vivemos, homens e mulheres, tal como os vemos nas ruas e campos, nós mesmos e nossos ancestrais, não existiríamos sem o abrigo da sociedade. Moldados pela sociedade, homens e mulheres são condicionados/convocados a expressar preferências sobre uma enormidade de cursos de ação, desde sair da cama na manhã fria, tirar o leite do refrigerador, ir ao trabalho, comprar um par de sapatos à vista ou a prestação. Um conjunto igualmente gigantesco destas preferências e escolhas é semelhante às que determinam escolhas feitas por subconjuntos de integrantes da sociedade. Ao longo do tempo, a própria sociedade vem criando várias formas de agregar as preferências de seus agentes.
Nova manifestação de desfaçatez pode ser observada neste contexto, quando o trio agregador de preferências individuais encapsulado pelo mercado, pelo estado e pela comunidade cede espaço ao monocórdio elogio ao mercado. No livro texto convencional, aprendemos como fazê-lo para o caso das funções de procura e oferta de mercado, a partir de curvas dos consumidores e produtores individuais. A desfaçatez esconde que, nos livros de nível intermediário, discutem-se os problemas carreados à sociedade por meio de imperfeições no funcionamento do mercado, como é o caso do monopólio e da produção de bens públicos (saneamento, segurança) e insuficiente provisão de bens de mérito (educação, saúde). A omissão em falar nos demais integrantes do tripé não pode ser prova de ignorância, pois quando são forçados a fazê-lo, os arautos dos interesses vinculados à destruição do breve estado de bem-estar social do lulismo pulam imediatamente para denunciar as imperfeições no funcionamento do estado, como é o caso do nepotismo, da corrupção ou da troca de votos nas câmaras legislativas. No contexto, ou melhor, fora dele, omite-se qualquer referência à agregação de preferências sociais pela comunidade, como é o caso dos clubes, sindicatos e igrejas. Portanto nem chegam ao começo do entendimento sobre formas de combater suas imperfeições, como a segregação racial, sexual ou religiosa e… os linchamentos. Em resumo, há diferentes graus de combinação sobre o grau de imperfeição no funcionamento nas três formas citadas de agregação de preferências sociais. Que dizer da discussão sobre formas honestas de superá-las?
Mais uma desfaçatez consiste em dizer que o estado é grande, quando sabem que os serviços que ele presta na produção de bens públicos ou de mérito são deficientes, ao mesmo tempo em que há uma profusão de funcionários governamentais enviesando os gastos públicos para um rumo desigualitário de “salários” estratosféricos. Ou seja, alardeiam problemas no lado da receita pública, ou seja, no simples ato que leva o governo a arrecadar tributos para financiar o gasto público. É desfaçatez sugerir que o problema do setor público brasileiro reside nos impostos, deixando omissa a referência a sua composição, que poderia substituir a enorme carga indireta pela taxação sobre a renda, o patrimônio e a herança. Ainda nesta linha, além do enorme gasto no pagamento dos serviços da dívida pública, transparece a visão elitista dos arautos da privatização. Sendo o Brasil um país de espantoso grau de desigualdade na distribuição da renda, privatizar significa retirar a propriedade diluída sobre a população e transferi-la à elite econômica. Qual o grau de isenção no processo, quando se considera que o Brasil é um país classificado como de renda média, mas com menos de 10% da população detendo meios para adquirir o que quer que seja além das despesas do cotidiano? Sem desfaçatez, podemos sugerir que, se é para reduzir a participação do governo nos setores produtivos, mais vale recorrer-se à criação de um fundo nacional de desenvolvimento, distribuindo uma e apenas uma cota intransferível a cada brasileiro, ainda que autorizando-o a alugá-la.
Vejamos outra prova da desfaçatez dos arautos do conservadorismo. Ao confrontar a liberdade pré-hobbesiana com seu moderno oposto arrowiano, torna-se claro que nenhuma dessas configurações é interessante no mundo em que vivemos. Por isto, pensar em atribuir aos mercados o caráter soberano na regulação das relações sociais é, para cientistas sociais educados, manifestação de desfaçatez. Ao mesmo tempo, sabendo da existência de falhas de mercado, governo e comunidade, não é sensato à sociedade desejar apoiar-se centralmente em algum dos elementos do tripé. A sabedoria exibida em alguns países, e inacessível a outros, localiza-se precisamente em uma combinação entre eles.
Mais desfaçatez aparece quando vemos a argumentação dos arautos do estado mínimo, por desprezarem o papel da política econômica nas áreas fiscal (gasto e tributos) e monetária (crédito ao empreendedorismo). Mesmo que o estado servisse apenas para, digamos, promover a segurança nacional e a diplomacia, ingressaríamos no debate sobre como financiar esse gasto. Mas, já que existe inarredável necessidade de tributação, começa-se a pensar sobre a conveniência de usar impostos diretos ou, por contraste, indiretos. Além disso, também devemos cogitar da conveniência da expansão dos atributos do estado, provendo o consumo de bens de mérito (insulina) e reduzindo o dos bens de demérito (aguardente).
Haverá maior desfaçatez do que a ação do senado federal de tornar Dilma ré? Ré de um crime de ficção, um crime controverso, um crime não-crime, uma acusação que não resiste a foros da decência. E que mostrou novamente a troca de favores do governo interino com os senadores, a influência do executivo sobre as verbas orçamentárias a distribuir aos senadores, também exibindo o caráter de políticos que se acovardaram, impedidos de pronunciar a palavra golpe.
É por tudo isso que, ao vermos as sucessivas medidas adotadas pelo programa de governo de Aécio-Temer, somos forçados a pensar em desfaçatez, devendo – ato contínuo – pensar nas formas de desmascará-los. Precisamos contribuir para que o povo tome consciência de suas precárias condições de vida num país de tão severas desigualdades. Como proporções da população, há mais ricos do que pobres vivendo como nababos, contrastando com a multidão formada mais por pobres do que por ricos vegetando nas prisões nacionais. Não há saída: a partir de suas precárias condições de existência é que deve surgir a organização destinada a preservar o lulismo contra sua substituição conservadora e golpista.