quarta-feira, 8 de junho de 2016

Novas Diferenças: Um e A


Querido diário:

Quem leu os livros elementares de teoria da escolha pública bem sabe a diferença entre produção e provisão de bens e serviços pelo setor público. Aliás, depois de ler esta frase, todo mundo terá buscado de seu baú de intuições a diferença e terá visto que há uma obviedade: para prover não precisa produzir. Ou seja, quando compro o almoço da família, o produtor é o vendedor e eu sou o provedor.

Ok. Neste caso, os libertários querem estado mínimo, sempre sendo requisitados a dizer como será a tributação para financiar este minúsculo estado mínimo, que deverá incidir em gastos, a fim de prover seus parcos, mas vitais, serviços.

Ok, ok. Os militantes da Esquerda Um querem a provisão e a produção.

Ok, ok, ok. O elemento mais elevado da evolução planetária, os amantes da Esquerda A, queremos a provisão e não mais que isto. Por exemplo, no Brasil, é preciso que se crie xilindró para todos, com urgência. Todos os meliantes, bem entendido. A Esquerda A não vê nenhuma razão que impeça associações comunitárias ou de mercado de fazerem a produção destes serviços (de detenção de réprobos) que serão providos pelo governo. E, considerando que os ínclitos produtores (comunitários ou mercantis) podem ser agatunados, faz parte das atribuições indelegáveis do setor público supervisioná-los: cabe ao setor público a geração de informação e a fiscalização. Inclusive de si próprio, que ele também está cheio de agatunados.

DdAB
Ceiazinha para frugívoros daqui.

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