quarta-feira, 3 de junho de 2015

Salvação na Lavoura


Querido diário:

Tenho visto, por estes dias, só pode ser Zero Hora ou Carta Capital, ou algum blog, algo assim, anúncios das perspectivas demográficas planetárias. Diz-se que, no ano 2050, logo ali, quando completarei meus 103 anos de idade, a população terráquea chegará a dez bilhões de pessoas.

Eu penso direto na indústria brasileira, naqueles arautos de uma produção industrial voltada a gerar a alegria dos... produtores industriais, meta-lhe políticas públicas, deixando à estiola os meninos de rua, seus progenitores e quem mais de tanto. E penso que essa macacada toda vai querer fazer três refeições por dia. Ontem falei do Congo e hoje falo novamente. Como enriquecer um congolês para desfrutar deste conforto ocidental de três refeições?

E que o Brasil tem com isto? Como aprendi com o prof. Joal de Azambuja Rosa, o Brasil é o país com as maiores vantagens comparativas na produção das lavouras e das pecuárias. Também li em Antonio Barros de Castro que estas vantagens brasileiras durarão 20 anos. E tenho pensado nestas duas afirmações.

Que fazer com estas vantagens comparativas? Claro que usá-las. E com os 20 anos? Preparar o país para mantas vantagens a partir do 21o., claro. E quais são as ameaças? A água, a tecnologia para baratear a "produção" de água. E o Sahara? Claro que pode ser aproveitado para a lavoura e a pecuária, quando a floricultura, as saladas, tudo o mais, teria vantagens comparativas, pois se encontraria à porta da Europa. E a indústria de alimentos? Vai requerer aviões e supermercados, não é mesmo?

E que fazer com a fuga maciça da população do Congo? Suborná-los a ficar, com a renda básica universal. E o mundo será como antes?  Não, ele nunca será mais como antes. E o Braril poderá ficar na boa? Caso pense em formar capital humano, poderá!

DdAB
Imagem daqui.

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