quinta-feira, 4 de junho de 2015

Promover a Indústria: abaixo a agricultura e os serviços?


Querido diário:

Estamos no mundo da postagem daqui. A certa altura, o autor fala em oito razões justificando a importância da industrialização para a promoção do desenvolvimento econômico:

There are powerful empirical and theoretical arguments in favour of industrialisation as the main engine of growth in economic development. The arguments can be summarised as follows:

1. There is an empirical correlation between the degree of industrialisation and per capita income in developing countries.

A correlação empírica entre o grau de industrialização (s) e a renda per capita (y), algo como

s = f(y)

com a causação indo em que direção? É o crescimento da renda per capita que afeta a industrialização ou é o contrário? Cresce a renda da indústria, cresce a renda per capita, claro. A questão é se este crescimento é mesmo devido à elevação da participação da indústria (de transformação?) na renda total (ver nota1).

Além disso, será que tem algum sentido comparar a situação do Brasil e a do Congo contemporâneas com a destes países, ou a Espanha e o Paraguay, em 1901? E como seriam estas relações entre s e y se houvesse livre comércio?

DdAB
P.S. quando falo em livre comércio, não estou falando na estupidez ou cupidez de um país deixar-se explorar por outro.

Imagem daqui. Fiquei pensando na união entre agricultura e serviços e pareceu-me que uma dessas manifestações é mesmo um hospital veterinário. Creio que se enchermos o país deles (inclusive fazendo lobotomia nos animais que animam o corpo dos político), vamos reduzir a participação da indústria no PIB. E depois, reduziremos ainda mais, expandindo os cuidados veterinários para os meninos de rua, para a velhice abandonada, para a turma toda.

Nota 1: Estatisticamente é difícil determinar os parâmetros, pois a renda entra dos dois lados da equação. Ora, s = renda industrial dividida pela renda total de certo ano e a renda do mesmo certo ano menos a renda do ano anterior, tudo dividido pela renda do ano anterior. Mas admito que não precisamos do teste estatístico, bastaria a regularidade. Mas é uma regularidade empírica, colhida em cross sections mundiais, o que complica a questão. E além disto, há o problema das variáveis de confundimento: pode ser que o crescimento da indústria esteja apenas coadjuvando o crescimento, digamos, dos serviços financeiros, por quê não? Precisamente esta questão é que obscureceria dados de time series: a trajetória da agricultura ceder lugar à indústria e ambas aos serviços daria curvas com formatos muito diferentes da linha reta.

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