sábado, 3 de setembro de 2011

Mais sobre o Sistema de Preços e a Desigualdade

querido diário:
hoje não haveria nada de mais romântico na vida de um gaúcho em Londres do que viver Notthing Hill. pois é o que farei. acho que daqui onde estou (a Coram's Fields de que falei ontem) até lá serão umas quatro horas de caminhada, a que me submeterei galhardamente.

por evocar postagens, então darei continuidade ao título desta terceira setembrina evocando esta alcançável com este click aqui. falava de dois carimbadíssimos políticos brasileiros: Aécio Neves e Romário de Tal. eles bebem prá cachorro, pelo que entendo. eles têm dinheiro prá cachorro, pelo que todos entendemos. eles não precisam incomodar-se com o abalo orçamentário que uma multinha de R$ 1.000 por recusarem-se a usar o bafômetro (flagrados com bafo de onça, presumo), pois ela não chega a ser um preço, preço de nada.

claro que a defesa do mecanismo de mercado para substituir os arranjos comunitários e sobretudo a intervenção estatal é bem-vinda em países em que o orçamento de ninguém deveria ser infenso a um abalo de duas vezes a renda dos menos favorecidos (ainda que bafejados pelo mercado de trabalho). ou seja, todos sabemos que os preços relativos dependem da distribuição da renda. é, assim, claro que os mais iguais no que diz respeito à última não estão nem aí para os sinais emitidos pelos primeiros.

um dia ouvi o ex-ministro (então futuro ministro) Bresser Pereira falar na televisão (entrevista ao vivo): "privilégio não é direito adquirido". isto, claro, vale para os juízes e os dois políticos que acabo de nominar. e, claro, vale para todos os demais que têm talentos especiais (no caso, um na polítoca e o outro no futebol). em particular, refiro-me ao fato de que eles não têm direito adquirido a uma alíquota do imposto de renda que praticamente torna este imposto tão regressivo quanto os tradicionais impostos indiretos.

quero dizer: se uma família que ganha R$ 12.000 anuais tributáveis arca com 15%, isto é a mesma coisa do que uma família que ganha R$ 1.200.000 e paga 27,5%, não é mesmo? leão neles!
DdAB

2 comentários:

Tania Giesta disse...

...gostei de ler ...mesmo nao tendo nascido no RS tu te consideras gaucho, alias um dos signigicados da palavra gaucho é: toda pessoa q tem espirito de liberdade e amor a terra éGAUCHO!!
abraços

... DdAB - Duilio de Avila Bêrni, ... disse...

epa. logo eu que queria ser cidadão de todas as terras! terei dito que, tendo dois passasportes, faltam-me ainda uns 198 para tornar-me um verdadeiro cidadão do mundo, internacionalista igualitário.
DdAB