Volta e meia chegam a mim poemetos escritos em cantinhos de guardanapos de papel, invariavelmente todos cheirando a chopp. Hoje consegui decifrar este intitulado "A Espera":
Festa de espuma
Tonitruante enlevo
Tudo me inspiras tu,
Musa fugidia.
E eu, percorrendo a madrugada fria,
De bar em bar, regurgitando versos.
-o-
Olho pela porta,
Vasculho na janela.
Sigo em desencanto
Procurando por ela.
-o-
Mas minha esperança
(Dói-me n'alma dizê-lo)
Perde seu sentido
E fica sendo espera.
DdAB
Imagem: https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/a/ad/Parthenon_from_west.jpg. Achei oportuno mostrar a principal agência de divulgação poética do Terceiro Planeta de Sol.
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