02 janeiro, 2026

Poemas de Papel

 


Volta e meia chegam a mim poemetos escritos em cantinhos de guardanapos de papel, invariavelmente todos cheirando a chopp. Hoje consegui decifrar este intitulado "A Espera":

Festa de espuma

Tonitruante enlevo

Tudo me inspiras tu,

Musa fugidia.

E eu, percorrendo a madrugada fria,

De bar em bar, regurgitando versos.

-o-

Olho pela porta,

Vasculho na janela.

Sigo em desencanto

Procurando por ela.
-o-

Mas minha esperança

(Dói-me n'alma dizê-lo)

Perde seu sentido

E fica sendo espera.

DdAB

Imagem: https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/a/ad/Parthenon_from_west.jpg. Achei oportuno mostrar a principal agência de divulgação poética do Terceiro Planeta de Sol.

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