domingo, 22 de janeiro de 2017

A Destruição do Mercado de Drogas Ilegais

(vídeo do Youtube. Vejamos até quando vai durar aqui)

Querido diário:

Sigo devendo falar mais sobre as prisões e o mercado de retenção de cidadãos criminosos. Mas quero falar um aspecto não excessivamente alardeado sobre as espantosas virtudes do mercado (de bens regulares, de mérito ou de demérito, o que exclui obviamente os bens públicos) para tratar de pilhas de necessidades sociais. Obviamente há mercados atuantes com diferentes graus de eficiência na provisão de cachaça, café, assassinatos, crack, cocaína, tortura, pedofilia, sabe-se lá o quê mais).
Então: li no caderno PrOA do jornal Zero Hora deste fim-de-semana o extraordinário artigo de Gilse Elisa Rodrigues e Rodrigo Ghiringhelli de Azevedo, de título "Na Terra dos Homens sem Cabeça". E fiquei pensando Na tristeza da curta sentença final: "E vai piorar". Claro que lembrei de "Profissionalismo é Isso Aí", pois "domingo numa solenidade uma autoridade me abraçou: bati-lhe a carteira, nem notou, levou meu relógio e eu nem vi. Já não há mais lugar pra amador."
Mas pensei em outra abordagem para o problema que tem uma pequena dificuldade, pois necessita -para ter sucesso- da criação de uma pirâmide de corregedorias para a polícia, a polícia da polícia, a polícia da polícia da polícia, a polícia etc. A solução é acabar com o mercado. Sabemos haver duas maneiras importantes de acabar com esta milenar instituição social: baixa o cacete nos consumidores ou produtores ou -mais civilizado- distribui gratuitamente o bem ou serviço cujo mercado deseja-se eliminar. Tá claro?, cria salas de consumo geridas por enfermeiras e quem quiser "uma viagem" terá que fazê-lo 'indoors".
Pelos conhecimentos que muita gente já nasceu dominando e tantos outros aprenderam no primeiro dia de aula do curso de economia, qualquer indivíduo vivendo o drama de um consumo compulsivo preferirá o bem distribuído gratuitamente. Se as otoridades acharem que estou propagandeando drogas, darei maiores explicações.

DdAB
A imagem que segue retirei-a do Facebook de Rodrigo Ghiringheli de Azevedo, com a seguinte legenda: "Sem palavras. Embarcou no avião errado e terminou cercado pelos abutres."


abcz
e aqui o Renan Calheiros, também réu:

abcz

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