quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Jorge Luis Borges e a Contabilidade Social



Querido diário:

Nestes dias em que vemos mais uma assacada do governo estadual contra a sobrevivência da FEE, nada melhor que fazer reflexões sobre áreas em que ela é insubstituível. Neste caso, muita coisa existe além de meu conhecimento, mas este me permite falar em:

.a contabilidade social regional (cálculo do valor adicionado, cálculo da matriz de insumo-produto e, num futuro próximo, cálculo da matriz de contabilidade social).]
.b demografia
.c tudo no nível estadual, sub-regional e municipal.

Pois tenho dado olhadas em

O Pensamento Vivo de Jorge Luis Borges,

um livrinho de 1987 da Editora Martim Claret, de São Paulo e o que vou citar está na página 117, com o Pensamento n. 98, in fine:

Cada um de nós é, de alguma forma, 
todos os homens que morreram antes. 
Não apenas os de nosso sangue.




Com isto, podemos afirmar que 

V = f(Pop),

o que já fiz aqui.

Até transcrevo a parte relevante:

[...] às 20h23min de 26/jul/2015, domingo, desejo corrigir aquela equação lá de cima dizendo que

VA = f(OT)
ou seja, o valor adicionado é função da oferta total

por

VA = g(Pop)

ou seja, o valor adicionado é função da sociedade, ou melhor, da população. Aqui mostrei um cálculo elementar do coeficiente de determinação entre essas variáveis em um cross section mundial do ano de 2014 (e aproximados) e encontrei o animador número de 0,61 para 181 países. Para quem não sabe, as variações na população explicam 61% das variações no valor adicionado. Claro que não temos aí uma prova, mas não conseguimos negá-la. Entusiasmado, já acrescentei que então somos forçados a concluir que a sociedade é que causa o valor adicionado

Então parece óbvio que Jorge Luis Borges sabia mesmo mais economia que o governador José Sartori ou o presidente Michel F. Temer. Mas tem mais ainda algo. Todos somos herdeiros de tudo, não apenas do meio-ambiente. Além disso, esta frase nos acorda para algo óbvio: se somos todos descendentes da macaca Sally, então, rigorosamente falando, somos todos parentes.

DdAB

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