sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

Minha História em Livros


Pois então: título copiado de duas folhinhas de um livrinho que pode ter sido uma agenda, mas não garanto. E que tem nele, no título das duas páginas? Tem "Minha História em Livros". Parece que andei levando a sério contar o conto, aumentando-lhe o ponto. Mas decidi divulgar apenas alguns fragmentos, os outros sendo declarados perdidos para sempre. A primeira linha encaminhando a resposta que darei na segunda assim está para todos os casos:

1. O primeiro livro que leram para mim foi:
Peter Pan

2. O primeiro livro que li foi:
Macaco Sabido

3. O primeiro livro que ganhei foi:
Robin Hood

4. Livros que me marcaram na infância:
Literatura infantil de Monteiro Lobato, Fábulas de Esopo, La Fontaine e Irmãos Grimm

5. Meu autor preferido na infância:
Monteiro Lobato

6. Livros que mais me marcaram na adolescência
Todos os de Jorge Amado, até "Os Velhos Marinheiros", que parece ter sido o primeiro que li do autor baiano.

7. Meu autor preferido na adolescência:
Jorge Amado

8. Livros que mais me marcaram na juventude:
Jorge Amado

9. Meu autor preferido na juventude:
Jorge Amado

10. Livros que mais me marcaram na vida adulta:
Giovani Arrighi (1966), El Hombre que Amava a Los Perros (2014)

11. Meu autor preferido na fase adulta:
Amartya Sen

12. Livros que mudaram minha vida:
A trilogia sobre Leon Trotsky de Isaac Deutscher

13. Meu livro preferido de todos os tempos:
São Bernardo, de Graciliano Ramos.

DdAB
Dada minha condição de aposentado e, desta forma, sem compromissos com a metodologia da pesquisa, tá na cara que o princípio da coerência e o das entradas paralelas foram jogados à literatura de fantasmas.

P.S. Circunstâncias algorítmicas detonaram a imagem que selecionei na postagem original. Hoje substituí pela de Michele Obama, dando caráter científico, pois está em inglês. Mas não li.

domingo, 19 de janeiro de 2020

O Primeiro Teorema da Idade (versão científica)

O Primeiro Teorema da Idade (versão científica) é mais velho que o próprio Teorema de Pitágoras, é mais velho que o próprio Pitágoras. É mais velho que eu, que meus leitores, minhas leitoras. Seu enunciado mundano diz simplesmente

Nunca fui tão velho quanto hoje!

Seu caráter científico, uma incógnita científica, reside também no fato de que até hoje ninguém conseguiu calcular o fatorial de "hoje". Um louco furioso do Hospital São Pedro (não confundir com o St. Peter's College) disse que calculou as setecentas bilhões de casas deste fatorial e ainda hoje vai divulgar uns 10 ou 20 bilhões.

Aceitando estes pródromos, passo ao passo substantivo. Por falar em St. Peter's College, todos sabemos que estou referindo o college que me acolheu para o doutorado com a orientação do late mr. Andrew J. Glyn. E que, anos depois de titulado, dei-me conta de que meu diploma de Doctor of Philosophy não era do mesmo naipe de meu nível de conhecimentos de filosofia, ou vice-versa. Esta constatação levou-me a começar e prosseguir lendo livros de introdução à filosofia. Já li uma pilha respeitável, tanto é que instalou-se em minha mente uma bruta duma neurose que não posso ver um livro com um desses títulos ou algo parecido que já vou metendo a mão na carteira e o comprando.

Assim foi que fiz com

MARCONDES, Danilo (1997, 2007) Iniciação à história da filosofia; dos pré-socráticos a Wittgenstein. Rio de Janeiro: Zahar.

E não é que não é que não apenas encontrei lá um enunciado antigo da versão científica do Primeiro Teorema da Idade? Naturalmente a conceituação de científico que uso não é científica, em geral, mas apenas para mim e um velho texto (não lembro qual, embora lembre as circunstâncias e um dia falarei delas) que afirma que a letra redonda torna tudo mais sério, mais... científico.

Na página 188, o autor está falando em David Hume:

[...] Não há como nos representarmos o pensamento puro, independente de qualquer conteúdo. Para Hume, jamais posso apreender a mim mesmo sem algum tipo de percepção [...]. O 'eu' (self), portanto, nada mais é do que um feixe de percepções que temos em um determinado momento e que varia na medida em que essas percepções variam. Não somos agora o mesmo que fomos algum tempo atrás, nem o mesmo que seremos dentro em pouco, pois a cada momento novas percepções são acrescentadas ao feixe, e outras empalidecem ou desaparecem. [...] (Ênfase adicionada)

Definindo "o mesmo que fomos algum tempo atrás" como St-1 (ou seja, nosso ser no tempo t-1) e St+1 (nosso ser agora no tempo t+1, maior que t-1), somos forçados a concluir que

St-1 < St < St+1,

ou, se quisermos deixar mais claro que "nunca fui tão velho quanto hoje", diremos que

St+1 > St > St-1. (cqd)

DdAB

domingo, 5 de janeiro de 2020

Primeiro Manifesto de 2020


Então hoje recomeço minhas postagens por estas bandas. Já sabemos que, quando vi que estava chegando na postagem 2.000, em 2015, achei que poderia reduzir aquela compulsão de "fazer postagens diárias ou quase". Em 2019, por sinal, publiquei uma a menos que em 2018. Mas hoje o que me trouxe foi uma mistura de acertos e erros do algoritmo do Facebook.

Não é verdade que eu esteja associado ao Facebook há 31 anos. Aliás, vejo na Wikipedia, ele foi criado em 2004, ou seja, meros 15 anos... Mas o algoritmo não é de todo amalucado, pois a foto que vemos é de parte de meu college, o St. Peter's da University of Oxford. Temos uma visão até com transeuntes da New Inn Hall St. A construção bem da direita da foto é uma igreja e a partir daí, tudo para a esquerda é mesmo do St. Peter's. Santo milagreiro, meu hospedeiro e padroeiro da capitania ou o que tenha sido do Rio Grande de São Pedro.

Então: estou no Facebook há menos de 31 anos, mas por estes dia, digamos que tenha sido o 13 de janeiro de 1989, por lá aportei, inquieto, nervoso e esperançoso em trabalhar sob a orientação do mr. Andrew Glyn (aqui).

Se hoje defendo com orgulho a sociedade igualitária, é certo que devo a sua conceptualização de que exatamente queremos dizer com isto: igualdade em quê?

DdAB