segunda-feira, 18 de junho de 2018

Testes de Memória e Ênfase


Querido blog:

Existem duas posições muito bem estabelecidas sobre o que fazer com aqueles lapsos de memória que volta-e-meia ocorrem a todos. Estudos feitos informalmente por mim levam a crer que a correlação entre os lapsos e a idade é unitária. Sendo r = 1, elevando ao quadrado, temos r^2 = 1, o que nos permite explicar o comportamento dos lapsos pela idade. As variações na idade explicam 100% das variações nos lapsos. Ou seja, quanto mais velho, garantidamente, maior será o número  de lapsos de memória por unidade de tempo.

O primeiro grupo de agentes que recomenda determinada estratégia para combater lapsos de memória afirma que, quando um deles nos bombardeia, por exemplo, se agora não sei dizer se "à reviria" se escreve com crase, fiquemos pensando, de tudo que é jeito e posição na banquetinha do piano, sobre se a encrenca tem ou não tem crase, lembremos as regras da crase, busquemos na gramática mais próxima, telefonemos aos amigos, clamemos pela ajuda celeste, até que um lampejo de vitória surja em nossa mente e cheguemos ao conclusão correta: podia ter crase...

O segundo grupo. ao qual me filiei, assim que ouvi falar na dissidência dos doutos e burroutos do primeiro, diz que, quando pinta a dúvida -burroutos é com f ou g, por exemplo- esqueçamos a questão e não nos recriminemos por tê-la mandado ao olvido.

Mas aí começou novo drama, na verdade, aí é que iniciou o drama que resultou na presente postagem. Estava eu circulando por uma rua perto de minha moradia, quando vi um automóvel parado sobre a calçada e uma otoridade dirigindo-se ao motorista, mandando-o embora e falando: "É que aqui é só caminhão, aqui." Quer dizer, o advérbio de lugar "aqui" foi repetido apenas para enfatizar que não se pode estacionar naquele trecho da calçada.

E aí é que a memória foi acionada, creio que com zelo. Lembrei de uma canção, oh, memória, de Paulinho da Viola que tem um caquinho oslt dizendo "A gente tá fazendo um sambinha, ". E tornei-me filosófico, do jeito que costumo ser ao usar o marcador "Besteirol" na postagem: é uma ênfase colocada em algo: aqui é o lugar que não pode, é que é apenas um sambinha, sem cachaça ou mesmo sem mulher...

DdAB
Errata: Aqui tá cheio de erros propositais e outros despropositados.

P.S. Aquela encrenca de que 2 = 1 pode ser verdade que selecionei para nos ilustrar. Mas aqui postei uma viajação que mostra um caso em que ela é um sofisma: erro com aparência de verdade. Que é simétrico ao paradoxo: verdade com aparência de erro. Na postagem cujo link acabei de dar, cheguei à conclusão de que a = 2a. Então agora precisamos de mais uma operação antes de revelar um dos absurdos que pode ocorrer quando dividimos uma equação por zero: a/a = 2a/a ou seja 1 = 2.

P.S.S. Fui ao Facebook e lá escrevi: O Face indagou-me no que eu tava pensando. E pensei que não me lembro. Mas lembrei que acabei de postar algo no blog sobre memória e esquecimento. Muito filosófico, tanto é que recebeu um dos marcadores como "Besteirol".

P.S.S.S. Aquela frase sobre o primeiro grupo é um teste de memória ela própria.

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