terça-feira, 12 de setembro de 2017

Dia 22 de maio de 1988


Querido diário:

No dia 22 de maio de 1988, quase 30 anos atrás, se é que as regras da matemática ainda não mudaram, como o fez a acentuação gráfica daqueles tempos, tive a intuição que andou, andou e terminou na dualidade renda básica-salário mínimo:


Teoria sobre o mercado de trabalho. Começa com um leque de 100 vezes e vem reduzindo em um por ano. Nenhum funcionário público pode, sob nenhum título, nem mesmo herança, ganhar mais de 100 pisos salariais mensais.

É óbvio que qualquer funcionário público devia ganhar o mesmo salário: a regulamentação tem que vir daqui para o setor privado e não vice-versa. Como já escrevi antes, se o diferencial com relação ao setor privado for muito grande, ninguém fica no público. Logo, não teremos no setor público engenheiros, médicos, etc. que tenham como objetivo na vida enriquecer.

Naquele tempo, eu não lera o livro de Debraj Ray lá de nossa portada. Minha intuição recebeu um tratamento mais refinado, pois ele fala em nivelamento do consumo per capita. E eu, desde então, passei a amaldiçoar as sociedades que têm enormes desvios entre o mais frugal e o mais opíparo dos consumidores. A receita é pura social-democracia: aumenta o salário indireto com educação, saúde, segurança, moradia, transporte, alimentação barata (bens públicos e de mérito) e também aumenta o imposto de renda, com a alíquota máxima alcançando noventa e nove ponto nove da renda.

DdAB

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