quarta-feira, 5 de julho de 2017

Quebras de Contrato e Credibilidade


Querido diário:

No outro dia, nosso mestre Fernando Lara comentou lá no Facebook (às 10h30min de 3/jul/2017) que, apesar do fuzuê da direita festiva sobre a retomada do crescimento econômico no Brasil, a realidade realmente real mostra parcas perspectivas (em minhas palavras). Aí comentei:

O certo (anti-Hume) é que a economia vai melhorar, pois sempre melhorou depois de piorar. O certo é que o Brasil nunca teve tantos anos seguidos de crescimento negativo. O certo é que Aécio Neves nunca teve tanto sucesso entre a denúncia da vitória de Dilma e sua consequente derrota eleitoral e a cadeia (de que se livrou apenas para provar o que direi em seguida). O certo é que a base "credibilidade" nas instituições para explicar o crescimento do PIB é tão certo quanto qualquer outra teoria: a veces, si, a veces, no. E o certo é que, por exemplo, essa reforma da previdência que quebra os contratos feitos pelos trabalhadores com o INSS no primeiro dia de trabalho são rompidos sistematicamente, a cada vez que o governo muda o nome da encrenca (eu mesmo já contribuí para o INPS, o IAPB, sei lá que mais), ou a cada vez que mexe nas regras contratualizadas quando o trabalhador -repito- aderiu a um contrato de seguro e previdência.

Sem falar que não comentei que, primeiro, os vilões que quebram contratos desse tipo e milhares de outros não se cingem ao atual presidente da república. Por exemplo, vergonhosamente, Fernando Henrique aumentou o direito à aposentadoria por idade dos antigos 70 anos para 75. E os governos seguintes de Lula e Dilma mantiveram essa estrepolia, esse golpe no país de 74 anos de expectativa de vida.

DdAB

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