sábado, 4 de fevereiro de 2017

Eu e Robert Owen


Querido diário:

Quem ainda não olhou a lapela de meu blog? Rememoro (epa, relembro, pois "rememoro" lembra "moro" e, como sabemos,"juiz moro" é "oximoro), copiando e colando:

_1 três horas de ginástica por dia (para manter a coluna ereta),
_2 três horas de aula por dia (para manter a mente quieta) e 
_3 três horas de trabalho comunitário por dia (para manter o coração tranquilo).

Ainda em meus tempos de Jaguari, tentando inculcar alguma polidez uns nos outros, se alguém ouvisse outro alguém dizer "Eu e Robert Owen", comentaria "o burro vem sempre na frente". Então brinquei com o passado, mas chamando a atenção para a coincidência da legenda budista que incorporei -mutatis mutandis- na lapela do blog e o que acabo de ler na página 224 de

HARVEY, David (2013) Para entender o capital; Livro I. São Paulo: Boitempo. Tradução de Rubens Enderle.

Abre aspas, que cito o Harvey que cita o Marx que cita o Owen:

"[...] podemos ver em detalhe na obra de Robert Owen, brota o germe da educação do futuro, que há de conjugar, para todas as crianças a partir de certa idade, o trabalho produtivo com o ensino e a ginástica, não só como método de incrementar a produção social, mas como o único método para a produção de seres humanos desenvolvidos em seus múltiplos aspectos. (554)"

Que mais posso dizer? Quatro budistas (Owen, Marx, Harvey e Bêrni). E ainda que esse '554' é a página do volume 1 d'O Capital da própria editora Boitempo. Mas não pude conferir, pois encontro-me distanciado de meu exemplar da obra exemplar.

DdAB