domingo, 8 de janeiro de 2017

As Prisões, a Social-Democracia e Carolina Bahia


Querido diário:

Aqui temos um -email que enviei a Carolina Bahia, assinante de uma página no jornal Zero Hora, com título de RBS Brasília. Estamos hoje -e ontem, o dia da capa do jornal- na página 12. Comecei dizendo [aqui com pequenas edições e uma inserção enorme]:

Tenho uma propaganda igualitarista a fazer a partir de tua própria observação [cujo parágrafo cito integralmente, sabendo-se que, da sentença 'mas o que esperar...', volta e meia relembro a frase que Brena Fernandez colocou em nosso livro de teoria dos jogos. Platão falando sobre justiça:
'Sustentamos que, se um estado deve evitar a maior de todas as pragas - quero dizer, a guerra civil, embora desintegração civil fosse um termo mais adequado - a pobreza e a riqueza extremas não deveriam ser toleradas em qualquer segmento do corpo de cidadãos, porque ambas levam a estes dois desastres. Esta é a razão que faz com que o legislador deva anunciar os limites razoáveis da riqueza e da pobreza. O limite inferior da pobreza deve ser o valor das terras (holding). O legislador usará a propriedade como unidade de medida e autorizará um homem a possuir duas, três,
e até quatro vezes seu valor.'
que tirei daqui]:

"Segurança pública é multidisciplinar, não se faz apenas com presídios. Educação, saúde, presença do Estado na periferia, combate à corrupção e policiais valorizados, além de presídios seguros, integram um pacote de sucesso em várias partes do mundo. Mas o que esperar de situações em que representantes do judiciário e da política se envolvem com facções criminosas? Sim, muitas vezes é de perder a esperança."

Entendo que este é mesmo um programa social-democrata, por si só, igualitarista. Uma vez que a chave do igualitarismo é o emprego, quando um policial é contratado, especialmente, se for retirado do crime comum (ou mesmo do organizado, por que não?), há o baque da "redução de quadros" e ao mesmo tempo o baque provocado pelo aumento da repressão. E o filho do policial pode estudar, digamos, oboé. E o professor de oboé poderá ter seu filho estudando mandarim, e assim por diante...

End of file, digo, fim do e-mail. Não podemos deixar de reconhecer que eu poderia ter me estendido pilhas, falando montanhas de coisas que domino e que acho úteis para serem relembradas quando falamos em igualitarismo e social-democracia.

DdAB
A imagem é de minha autoria, quero dizer, é do cantor Tony Platão, tudo explicadinho na postagem de 2009 que referi lá nos colchetes.

P.S. Esqueci de fazer (faço-o agora, 18h13min do mesmo domingo) aquele troca-troca que aprendi com Stephen Hymer lá naquele artigo sobre Robinson Crusoé. A frase de Carolina Bahia deixa-se ler, ao trocarmos segurança pública por educação, como:

Educação pública é multidisciplinar, não se faz apenas com escolas. Segurança pública, saúde, presença do Estado na periferia, combate à corrupção e policiais valorizados, além de presídios seguros, integram um pacote de sucesso em várias partes do mundo. 

Ou saúde:

Saúde pública é multidisciplinar, não se faz apenas com hospitais. Segurança pública, educação, presença do Estado na periferia, combate à corrupção e policiais valorizados, além de presídios seguros, integram um pacote de sucesso em várias partes do mundo. 

E assim por diante.

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