sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Se Jué Fidel: my years at Sierra Maestra


Querido diário:

Precisamente no dia em que morreu Fidel Castro, andei mexendo em velhas fotos e achei esta. Na verdade, estou acompanhado por uma dama, o que deixa claro que o olharzinho 43 e o sorrisinho (eu queria ter escrito 'sorrizinho', mas a encrenca não deixou) moderado têm mesmo a ver com um estado de felicidade mais pra muito bom do que pra bom ou médio. Tentei avaliar minha idade naquele momento e cheguei à conclusão que bem poderia ter sido 1958, quando o bicho pegava em Sierra Maestra.

Minha camisa, manu militari bem o atesta. Até que eu não me sentia mal vestido com ela, mas que ela parece camisa de policial militar, lá isso parece. Aliás, se o assunto é este, cabe dizer que minha percepção sobre a "polícia militar" tinha mudado desde os tempos da ditadura militar. Aliás, naqueles tempos sombrios, qualquer coisa que viesse dos milicos era mal-vista pela minha turma. E não tínhamos espaço mental para avaliar criticamente se alguma benesse teria origem neles, em seu governo, em sua ditadura, censura à imprensa, tortura, tudo aquilo.

Aliás, também hoje podemos pensar em dias difíceis com esse governo de Michel F. Temer. E, para mim, o grande vilão da situação, especialmente a estagnação econômica, é mesmo Aécio Neves, que não foi capaz de aceitar uma derrota eleitoral. Mas, depois dele, e até antes, mesmo entre militantes do PT, havia enorme descontentamento com o governo Dilma, que ia sendo levado pelas circunstâncias, pela expectativa de que a eleição poderia solidificar a hegemonia de um grupo. Sempre fui pelo parlamentarismo e hoje quando ouço falar que FHC está sendo lançado como candidato para as eleições indiretas que se espera venham a realizar-se no próximo ano, tenho dito que não sou tão discordante assim sobre o pelo do presidente, se houver parlamentarismo.

DdAB

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