sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Mais Quebra-Pau. Mas Lá vem Tite.


Querido diário:

Era "Fora Dilma"?

Porto Alegre amanheceu conflagrada por várias manifestações em vários pontos. São "os irresponsáveis da esquerda". Só não consigo deixar de pensar no irresponsável do Aécio e dos milhares de outros até mais irresponsáveis que não esperavam que a ruptura institucional que provocaram pudesse ser acollhida pacificamente.

Já faz muito tempo que deveríamos ter aprendido a lição que rupturas institucionais têm custo elevadíssimo. O problema todo foi que os opositores da presidenta Dilma não tinham a menor credibilidade para avocar a si a tarefa de pacificar o país. Cheguei a sugerir que muitos dos "da massa" pensavam que iria sucedê-la -ao vê-la derrubada- o próprio Papa Francisco. Burrinhos. E até agora tento achar um nome que poderia ter entrado na via da pacificação. No passado cogitou-se de Sílvio Santos e, nessa linha, no desespero, pensei em Luis Fernando Verissimo.

Vivemos (verbo viver, presente e pretérito perfeito do indicativo) um bruta dum impasse institucional. Ontem a seleção brasileira "fez bonito". Dizem haver um plano para cassar o mandato de Temer em 2017 e, com isto, termos eleições indiretas, pelo escandaloso congresso eleito em 2014. O Papa Francisco não será candidato. Fernando Henrique já foi cogitado. Dilma também. Hoje cogito de Leandro Karnal e do treinador Títi.

DdABPost Scriptum: transcrito do Facebook.
Mais um: Achei genial a publicação em Zero Hora de ontem (aqui):

Paulo Antônio Dias Fagan: o que Donald Trump representa?
Engenheiro

   Tenho visto muitos comentários sobre a derrocada da dita esquerda mundo afora, mas será que os interesses são iguais em todos os países? Será que esquerda e direita são iguais mundo afora?
   Vejamos. Nos Estados Unidos, a direita, ou a extrema-direita de Donald Trump, defende o fechamento de fronteiras e a nacionalização de produtos, inclusive com sanções a estrangeiros e possível quebra de contratos de livre-comércio com alguns países. Já no Brasil, a direita defende justamente o contrário, com a abertura completa ao capital estrangeiro, pautada pelo neoliberalismo, e é acusada pela esquerda de entreguista.
   Parece-me que se Trump fosse candidato à presidência do Brasil, estaria defendendo a exploração do pré-sal por empresas nacionais. Não aceitaria a interferência estrangeira sobre áreas estratégicas, como água, energia e mineração. Defenderia a boa regulação desses mercados por agências fortes, não manipuláveis politicamente para atender a interesses políticos do momento, como acontece no Brasil.
   Será Donald Trump de esquerda? Ou será que os americanos estão tanto à nossa frente que já perceberam que o tal neoliberalismo só funciona com forte regulação independente e com empresas nacionais de grande porte financeiro, evitando evasão de divisas e gerando empregos no próprio país? Seria esta percepção evoluída que elegeu Donald Trump?
   Será que Trump, presidente do Brasil, imploraria por investimentos em infraestrutura, por exemplo, com todo o fornecimento de produtos produzidos fora do país e talvez até com mão de obra externa, gerando empregos nos países sedes das empresas investidoras e perpetuando o desemprego aqui? Entenderia ele que isso é solução para nós?
   Por fim, a pergunta mais importante: a vitória de Trump e de seu discurso nacionalista, sem falar no Brexit, estaria mostrando ao mundo que o neoliberalismo sem restrições a empresas e capital estrangeiros defendido no Brasil estaria acabado, como aconteceu com o comunismo anos atrás?

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