quarta-feira, 7 de setembro de 2016

7 de Setembro no País dos Vira-Latas


Querido diário:

Temos pouco de que nos orgulhar, Pelé, Airton Sena, um que outro literato, artista, cientista e - acreditem - político. E temos mazelas a lamentar, simbolizadas por um índice de Gini da desigualdade na distribuição da renda que nunca decresceu a ponto de se por abaixo do de 1959, quando o IBGE começou a calculá-lo. Também nos cabe lamentar neste dia a escandalosa criminalidade generalizada (dos chamados ladrões de galinha aos dos milionários saques de colarinho branco, passando pelos três poderes da republica).

Na sociedade desigual, não tem educação, nem saúde, nem transporte ferroviário, nem moradia, nem..., nem sei que mais. É que cada uma dessas atividades requer uma rede de empregos, empregados com poder de clamar partes expressivas do excedente econômico. Mas será que teremos energia para virar este estado de coisas? Eu já me conformei em morrer antes que isto aconteça. Se bem que sigo indagando se o começo da virada não é multidimensional.

O começo é um binário:

.a. reforma do judiciário (que pode forçar uma reforma política e retirar-se do papel ativo que tem desempenhado, roubando funções do poder executivo, por exemplo, ordenando que hospitais furem a fila de transplantes para "requerentes" de saúde universal, que não sabem (o juiz e o advogado) o que significa).

.b. educação (tenho falado em esgotos, pois é vergonhoso que 60% das residência dos 210 milhões de brasileiros não os tenha)

.c. orçamento público universal (tributação progressiva e gasto regressivo).

Serei um pessimista, entreguista e irascível? Não, não sou, não, por dois motivos.

.a. tem saída em menos de 100 anos

.b. em instantes começo a encarar um jantar opíparo em homenagem ao 7 de setembro.

DdAB
Fonte: Christian Velloso Kuhn obteve e divulgou a imagem.
P.S. Não nos resta muito mais que esperar que os países decentes tomem o leme e nos trate com benevolência?

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