quarta-feira, 13 de abril de 2016

Umas Basezinhas da Análise da Conjuntura



Querido diário:

Vão-se alguns anos que fiz as notas que seguem, pensando em estar analisando uma conjuntura econômica que poderia ajudar o Brasil a sair do atoleiro. Era 29.set.2003. Ou seja, o governo Lula terminando seu terceiro trimestre. E a grande mudança que levou ao Milagre Lulista foi em -se bem lembro- abril do ano seguinte.

Então comecei (seria uma aula?, seria um seminário?) indagando -retoricamente, claro:

-Qual o maior anseio de um indivíduo?

E incontinente já fui respondendo:

-Ter vida longa, repleta de opções de lazer

E prossegui:

-Como ele a alcança?

Ou seja, como é que pode o indivíduo alcançar uma vida longa repreta de opções de lazer? E já fui dando a resposta:

-Inserindo-se numa sociedade que traga: PRODUTO, EMPREGO, PREÇOS. E que tenha uma classe política capaz de organizar o processo de escolha pública (leia-se: vencer o estado da natureza de Hobbes, isto é, criar o Estado e financiá-lo com impostos).

E não tenho como -hoje- evitar de dizer: "epa! então não estávamos falando no Brasil". Eis que a verdade verídica é que seguimos com péssimos orientadores dos processos de escolha pública. E ganhamos de brinde uma espantosa oposição ao lulismo, e nunca saberemos se é porque houve roubo e proteção aos menos aquinhoados ou só proteção.

Mudando ligeiramente de tom, de assunto, indaguei: 

-E o que é “conjuntura”? 

Respondi com:
-De acordo com o que podemos viajar a partir do Aurelinho, é um encontro de acontecimentos, isto é, uma situação nascida de um encontro de determinadas circunstâncias, e que se considera como o ponto de partida de uma evolução, uma ação, um fato.

Ao mesmo tempo, devo, a certa altura, ter salientado que aquilo que não é conjuntura é estrutura. E se associa com o longo prazo, um horizonte de planejamento em que todas as coisas que podem variar o fazem, exceto o nível de conhecimento tecnológico. Deste modo, longo prazo e estrutura. Daí que tenho uma definição por ilação (hehehe) do que é estrutura. É a forma como as partes de um todo se relacionam.

Então meu projeto de longo prazo é aumentar a eficiência do governo, o investimento, o emprego, o acesso ao crédito, as políticas sociais, a oferta de utilidades públicas (água, saneamento, energia, transporte, telefone, habitação, nutrição, educação, saúde e justiça), criar estrutura tributária que substitua os impostos indiretos por diretos.

Ou seja, para o longo prazo, precisamos articular um projeto nacional em que fique esclarecido qual será o agente econômico que assumirá a liderança do processo de desenvolvimento, nomeadamente, o proletariado, o governo, a burguesia nacional ou a burguesia internacional.

DdAB

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