segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Tempos de Solidão: impeachment e enganos


Querido diário:

Depois da linda postagem que rastreamos ao clicar aqui (e que compartilhei com o Facebook), vejamos o que segue. E que também depositarei lá.

É sabido que me declaro especialista na primeira frase de alguns livros:

.a. O Capital - Karl Marx (A riqueza das sociedades humanas em que rege...).
.b. Ulysses - James Joyce (Sobranceiro, o fornido Buck Mulligan...).
.c. Rayuela (O Jogo da Amarelinha) - Julio Cortázar (Encontraria a Maga?).

Pois agora expando minha erudição e, ao mesmo tempo, faço um manifesto político. A verdade é que a primeira sentença de "Cem Anos de Solidão", de Gabriel Garcia Marquez deixa-se ler como:

Muitos anos depois, diante do pelotão de fuzilamento, o coronel Aureliano Buendia havia de recordar aquela tarde remota em que seu pai o levou para conhecer o gelo.

Ou seja, mais um destacado autor latino-americano manifestando-se contra o impeachment de Dilma. Entendi este recorte, ao dar-me conta de que a sentença original dá lugar a "Sou contra o impeachment!". Ao mesmo tempo, devo confessar não ter-me tornado especialista no "Cem Anos de Solidão", pois a memória ainda não reteve a primeira sentença, apenas a equivalente no Brasil/2015.

Temos, assim, como óbvio que o genial autor setentrional (onde é que fica o meridião?) queria a manutenção da ordem no futuro. O desgosto é grande com eleições pretéritas e futuras conspurcadas de cima a baixo com voto obrigatório, financiamentos de campanhas por interesses mesquinhos, alto consumo de cocaína, etc.

DdAB
Imagem: aqui. Esta é a segunda vez que ilustro uma postagem com esta imagem.

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