segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Explosão Demográfica, Estrago Ambiental e Renda Básica Universal



Querido diário:

Nos tempos da ditadura militar, era proibido falar pilhas de coisas. Ao mesmo tempo, havia bandeiras levantadas pelos acólitos dos governantes que recebiam a repulsa da Esquerda (ainda não havia a divisão entre Esquerda Um e Esquerda A). Já militante da Esquerda A, descobri o conceito de capacidade de carga do planeta, uma obviedade que, a rigor, eu já soubera há milhares de anos, lendo um livro do MEC/Jango que os lemíngues (foto na esquerda) eram bichinhos simpatiquinhos. However, sua capacidade reprodutiva é de dar inveja aos coelhos, periodicamente levando-os a produzir escandalosos excedentes populacionais, migrando desordenadamente, jogando-se ao mar para uma morte certa.

Investido deste conceito de capacidade de carga, vislumbrei a primeira manifestação do ‪#‎Dilmafica‬ (foto da direita. Era mesmo do #DilmaFica?), que me evocou a explosão demográfica humana. Será ela uma fase, claro, como foram as outras. E parece que muito filho é coisa de pobre. O auto-extermínio dos lemíngues bem pode ser comparado com o que poderíamos fazer com os seres humanos: enriquecer os pobres e, com o sucesso econômico, os óculos rayban, o chiclé, a calça lee, a revista Realidade, o fusca, essas coisas, os escandalosos excedentes populacionais cessarão num just like that de dar inveja ao próprio Houdini.

Por isto, quando se fala em problemas climáticos no planeta, sou meu peculiar sorrisinho de mofa e penso que o preço que a sociedade paga por ser desigual é o mesmo dos lemíngues: ser atirada ao mar, ao terrorismo, à penúria, à falta d'água, à perda do gado, do alazão. Claro que, arrefecendo o ímpeto reprodutivo humano, novas tecnologias poderão mais facilmente garantir água aos nigerianos, vacina a seus rebentos, escolaridade para os desvalidos do Nordeste brasileiro, essas coisas que parecem utopia no mundo dos dias que correm.

Segue-se necessariamente ter chegado a hora da instituição do governo mundial, especialmente incumbido de avalizar a criação da renda básica planetária e mais um dinheirinho que leve a turma a oferecer "serviços municiapais" (cuidar de velho, de criança, capinar, reflorestar, tudo num setor não-capitalista, em que o fator importante é ocupar as mentes. E, por tabela, oferecer serviços que o mercado é escandalosamente incapaz de prover.

DdAB
Importado do Facebook

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