sexta-feira, 20 de novembro de 2015

O Barraqueiro que Ama



Querido diário:

Talvez eu deva declarar-me -in due time- também um especialista no livro "Rayuela", de Julio Cortázar, respondendo em português por "O Jogo da Amarelinha" (que os gaúchos deveríamos pronunciar 'O Jogo da Sapata', a 11a. acepção do termo no Aurelião) e, em Portugal por "O Jogo do Mundo". Já o faço com a primeira sentença de O Capital ("A riqueza das sociedades humanas em que rege o modo de produção capitalista...) e a de "Ulysses" ("Majestoso, o fornido Buck Mulligan achegou-se à gávea da escada...).

Agora começo os estudos da primeira sentença deste "Rayuela". Na edição Alfaguarra de fev/2008), lemos: "?Encontraría a la Maga?". Quem seria esta Maga? Não respondamos. E nunca li "O Jogo da Amarelinha", nem pretendo fazê-lo. Em compensação, estou lendo (que achei o original um tanto puladinho...) a tradução do português de Portugal da editora Cavalo de Ferro. A primeira sentença rola como: "Encontraria a Maga?" Bem simples, né?, pois, como sabemos, 'encontrar' é um verbo transitivo direto no contexto que nos prende.

Em compensação, nesta edição Cavalo de Ferro, vi na página 173, uma discussão entre caña e grappa e que chegou a intrigar-me:
-O que é a caña? - perguntou Gregorovius. -É a mesma coisa que grappa?
-Não, é mais parecido com o barack. [...].

Gelei: Barack, um biritão? Obama, um obtuso que ama? Um barraqueiro que trama? Não era. Procurei um tanto na internet e cheguei na Wikipedia em inglês, e tudo se esclarece: uma bebida destilada de origem húngara, evocando o abricó. Degelei.

Aproveite o fim-de-semana. Se beber, faça brindes!

DdAB
Esta postagem veio do Facebook. Imagens de livraria e da Wikipedia. E busquei lá mesmo o substantivo caña e rolou tanta confusão que decidi traduzir para cachaça e ingerir uns goles de minha garrafa.

P.S. Não posso deixar de registrar meu protesto com a capa deste "O Jogo do Mundo", conforme a foto lá de cima. Dá-se o crédito ao prefaciador José Luis Peixoto, sem dar crédito (o que, claro, é feito dentro do livro) ao tradutor Alberto Simões. E que vemos no Prefácio de José Luis Peixoto? "Prefácio dispensável". Muito depois de ter trocado a mercadoria livro pela mercadoria dinheiro,escrevi: "Dispensável? Então por que:
.a. escreveu?
.b. não fez Posfácio?"
E hoje acrescento: mas isto não está nesta edição de julho de 2014. Acho que o José tinha alto "Quem Indica", não é mesmo?

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