segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Facebook, Paris e Nóis Depois


Querido diário:

Retomemos a espetacular denúncia que fizeram Cotrim e Fernandes (COTRIM, Gilberto & FERNANDES, Mirna (2010) Fundamentos de filosofia. Editora Saraiva, página 303), conforme pudemos ler em minha transcrição do dia 11 na conta do Facebook. Como pensei que não era, penso agora que chegou a hora.

Aqui tá ela novamente:

A SITUAÇÃO GLOBAL
Os padrões dominantes de produção e consumo estão causando devastação ambiental, redução de recursos e uma maciça extinção de espécies. Comunidades estão sendo arruinadas. Os benefícios do desenvolvimento não estão sendo divididos equitativamente e o fosso entr ricos e pobres está aumentando. A injustiça, a pobreza, a ignorância e os conflitos violentos têm aumentado e são causa de grande sofrimento. O crescimento sem precedentes da população humana tem sobrecarregado os sistemas ecológico e social. As bases da segurança global estão ameaçadas. Essas tendências são perigosas, mas não inevitáveis.

E aqui comento:

Primeiro: o vilão, em minha opinião, é o pessoal incapaz de criar tecnologias de produção e consumo que não devastem o meio-ambiente. Segundo: acho uma pouca vergonha que os benefícios do progresso existente não sejam distribuídos, por exemplo, com a turma da República Democrática do Congo, a espantosamente mais pobre do mundo, e objeto -diz-se- de negócios de nosso luminar Eduardo Cunha. Terceiro: injustiça, pobreza e ignorância e conflitos violentos (inclusive espancamento de mulheres, destacando fração substantiva dos países árabes): horrível. Quarto: já foi tabu -na ditadura militar- sermos favoráveis à contenção demográfica. Vencemos a ditadura. Pensemos que agora isto é uma necessidade, atribuível ao governo mundial (políticas implementadas por enfermeiras, sabidamente as profissionais mais honestas do espectro sanitário). E a ação mais eficiente é levar os pobres a ficarem ricos, pois é sabido que rico tem menos filho que pobre!

E no parágrafo que não citei tem algo para render, já que também sou especialista (doctor of philosophy, sem redundância) na ciência econômica. Dizem os autores na mesma página que citei no outro dia: "o desenvolvimento humano será primariamente voltado a ser mais, não a ter mais."

Como sabemos, a Esquerda A (da qual sou um dos raros representantes) tem enorme simpatia pela teoria da escolha do consumidor racional. Como trocar aquele negócio de ter por ser? Temos que ter algo, não é? E ser? Vem economês: a função utilidade diz que quanto mais consumimos melhor ficamos: U = f(q), sendo q uma lista de bens e serviços. E como fica aquele 'ser'? É um subgrupo da lista, por exemplo, idas ao teatro, meditação transcendental e cendental (hehehe). E por aí vai.

DdAB
Imagem; vi a notícia no Facebook:
Fui investigar. Vi que a fonte é a revista IstoÉ, para mim, finada há muitos anos. E olhei mais: a reserva lá da imagem de cima. Não estamos falando da suíte presidencial, claro. É um hotel caro, claro. Mas será mesmo aquela cifra? Não negligenciemos: sou contra o impeachment e contra a Dilma. E a favor de certa isenção nestes tempos de radicalismo só igualado pelo grenalismo gaúcho.

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