quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Easy Life


Querido diário:
Por que tanta americanização até no título desta postagem? Não tenho medo de ser tachado de lacaio do imperialismo, afinal. Ontem, tive longa e agradável conversa com dois amigos legais. Encontrei-os no Shopping Moinhos de Vento, sabidamente localizado em um bairro da cidade que abriga gente de classe média alta, alta e altíssima. E muita gente da classe alta média alta, média-média, média-baixa e baixa prestando serviços, desde papeleiros até psicanalistas, para ficar na letra 'p'.

E por que esta imagem do 99Taxi? Primeiro, porque meu telefone desregulou e não consigo mais chamar o EasyTaxi, pioneiro em minhas conquistas eletrônicas. Segundo porque não sei se o "sistema" ou o próprio sr. Ricardo, driver, tomaram a iniciativa de enviar-me o recibo da corrida.

E que rolou da conversa? Novas tentativas de minha parte de convencer meus interlocutores de que sou um homem de esquerda.

Agora tenho batido no argumento (o mais consentâneo deles é o igualitarismo) do governo mundial. Não considero da Esquerda A (conjunto complementar da Esquerda Um, a dos atropelos) os nacionalistas, estes são... nacionalistas. Não considero da Esquerda A os que hoje ainda relutam em condenar a desigualdade em boa medida responsável pelo arcaísmo institucional da -como têm chamado- "cultura muçulmana", expressão aliás que me desagrada (pode-se chamar uma religião de 'cultura'?).

Quem fez este "99Taxi"? Quem fez o EasyTaxi"? Será que aquela turma nacionalista que quer a "reindustrialização" do Brasil não entende que a política industrial deveria dar lugar à política de "reeducação", pois aí o Brasil poderia inventar uma rede mundial de cafeterias, outra de biju de mandioca, outra de aplicativos para celulares. E deixaríamos de ser menos colonizados por essa turma. (Meu argumento não é nacionalista, mas igualitarista, não está claro?).

DdAB

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