quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Pelo Impeachment do Judiciário


Querido diário:

Quando olhei esta foto (que não consigo rastrear o site de origem, além de Facebook, Jānis Bērziņš)), fiquei pensando em quanto uma enorme massa de brasileiros se engana ao levar tão a sério a palavra de ordem de impedir a presidenta Dilma. Tenho desenvolvido umas equações que apontam para a vilania nacional nascendo bem no poder judiciário, sua morosidade e sua incompetência. 

A mais nova medida judicial é ridícula. Aquele remédio que alegadamente cura o câncer (e que não tem evidência clínica nem aprovação da ANVISA) teve uma ordem de fabricação emanada de um juiz, forçando a USP (or whatever) a ingressar numa seara que em absoluto não lhe diz respeito.

Uma coisa seria a lei dizer "quem quiser que compre", como deveria dizer há séculos com relação às drogas (aliás, acho que o crack deveria ser distribuído gratuitamente em salas de consumo). E a outra é forçar órgãos governamentais ou não não propriamente a entrar no mercado, que não o há, mas a produzir gratuitamente. Falta de noção. Este juiz devia ser condenado a estudar a teoria da escolha pública.

Mas existe um precedente que considero até mais vergonhoso: o furo na fila do transplante. Um juiz, seguido de outros incontáveis luminares, acolheu um pedido de um advogado (e outros incontáveis) dizendo que a saúde é direito constitucional de seu cliente, logo os doentes sem clientes poderiam aguardar repescagens nas filas.

E mais: sei que, na UFRGS, volta e meia, um juiz manda aprovar alunos. E o récord foi um estudante que insurgiu-se contra a iniciativa de um professor que reprovou o aluno por desempenho insuficiente nas aulas práticas de atendimento ao paciente humano. A justiça disse que nada a ver com aula prática e reprovação e mandou aprovar o estudante.

Finalmente: os juízes são saqueadores do tesouro, com salários milionários.

DdAB

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