sexta-feira, 28 de agosto de 2015

A CPMF, o ICMS, o IPVA, o PT, o PMDB e a TrageBrás


Querido diário:

O PMDB nos tempos priscos recebeu de minha parte certa credibilidade. Até que comecei a conhecer gente com o dr. Prisco Viana, o dr. Jader Barbalho, o dr. Orestes Quércia, e outros doutores. Aí achei que deveria migrar minhas simpatias ao PT, que me parecia o melhor caminho para alcançar a social-democracia no Brasil. Aí surgiu essa plêiade formada por doutores de igual qualidade e também me desiludi dele. Mas não poderia negá-lo, nem mesmo sufocar minhas ilusões sobre possibilidades de que o bom pode emergir do mau. E também me desiludi.

Para não falar naquelas imagens de que nada foi feito para acabar com "A Hora do Brasil", programa de rádio ou com a proibição do aborto, já denunciei a manutenção dos juros de 3% a. a. na remuneração dos depósitos do FGTS. Parece que agora novo doutor peemedebista levará a que se aumente este valor para 6%, o mesmo valor da caderneta de poupança. É o mau fazendo o bem...

Mais ainda para denegrir, a meus olhos, a imagem de social-democracia trazida pelo PT: depois de vários anos, pelo menos durante o primeiro governo Dilma, a bolsa escola deveria ter sido transformada na renda básica. De aplicação seletiva, ela poderia ter começado com as mulheres detentoras do benefício temporário. Depois, as mulheres que receberam e cessaram de receber a bolsa família. Depois, digamos, as mulheres das regiões mais pobres do país. Depois, as das demais regiões, depois, as ricas, depois os pobres, culminando com o pagamento para o doutor Eduardo Suplicy, proponente da lei 10.835 (aqui).

E que dizer do ICMS? Parece a solução trivial quando um governante do RGS pensa estar em dificuldades de caixa, como é o caso do dr. José Ivo Sartori, atual detentor do Palácio Piratini. E que fazem os impostos indiretos? Distorcem a alocação de recursos de maneira perversa, desagradável, um breve contra a eficiência. A grande questão é por que o governo não deixa de pensar no ICMS para fazer finanças e sim recorre ao IPVA que, claro, distorce os preços relativos, mas em favor de causa nobre: penalizando os usuários de transporte rodoviário tenderão a induzi-los a usar menos. "Mas não pode!"

Pior ainda é que, se houvesse um imposto de renda progressivo decente especialmente sobre a macacada republicana que ganha mais de -digamos- R$ 10 mil por mês, ficaria um montante enorme no RGS e amenizaria a penúria alegada pelos governantes. E por que o PMDB no poder local não intima o nacional e seu aliado PT para mudar o imposto de renda, dando-lhe maior caráter social-democrata? Acho que é porque se veem participando da TrageBrás!

DdAB

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