segunda-feira, 27 de julho de 2015

O Postulado da Racionalidade: novidades


Querido diário:

Qual a razão de ser do postulado da racionalidade?

Ao tomar uma decisão sobre que curso de ação adotar, somos motivados por nossas crenças e desejos. E a forma como articulamos o tripé crença-desejo-ação é mais ou menos coerente com o fins que temos em mente destinado a alcançar certo objetivo que temos em vista. Se o agente age racionalmente e se conhecemos seus desejos, podemos prever suas escolhas. Se não aceitarmos que a ligação meios-fins segue contornos racionais, não temos um suporte lógico sólido sobre o qual basear-nos para fazer previsões.

Podemos agir sem pensar, com uma motivação espontânea ("in the spur of the moment"), podemos agir "no piloto automático". Mas, em boa parte das ações substantivas que adotamos, fazemo-lo com a cabeça, ou seja, agimos racionalmente. Procuramos tomar o remédio na hora certa (e às vezes esquecemos). Procuramos a alimentação saudável (e às vezes mentimos que costela gorda é benévola para a saúde). Procuramos caminhos mais curtos ou mais rápidos (e às vezes damos voltas e voltas (em milhares de bares) antes de chegar em casa). Procuramos métodos seguros para colar nas provas (e às vezes nos enganamos e somos flagrados pela professora Brena Fernandez). Procuramos o preço mais baixo (e às vezes pagamos chapetonadas). Procuramos exemplos e mais exemplos (quando apenas um bastaria).

DdAB
A imagem, ainda que apetitosa, é um contraexemplo, como o texto explica. E veio daqui.

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