domingo, 5 de julho de 2015

Agrestes na Grécia


Querido diário:

Hoje é o dia do plebiscito grego. Parece mentira que a chamada Troika, nome de autoritarismo russo para a truculência chamada neo-liberal. Se, naquele caso dos chamados fundos abutres e o governo americano (por meio de seu poder judiciário), me encontrassem na presidência do amado país vizinho, eu romperia relações diplomáticas com os réprobos. Que é isto de meterem a mão com a soberania nacional? Quem emprestou o dinheiro que a Argentina não pagou que arcasse com as consequências. Não era para isto que havia seguro, taxa de juros?

E a Grécia? Andei lendo que a Troika não aceita um programa grego que crie o superávit fiscal desejado pelos algozes com elevação do imposto de renda progressivamente. Ela só aceita, chamada, portanto de neo-liberal, redução do gasto, redução do estado de bem-estar social. Em minha opinião, temos outra forma de intervenção intolerável. Essas missões do FMI inclusive as que estiveram no Brasil, mas claramente a grega são escandalosamente intoleráveis.

Eu, se pudesse transformar-me em um país hoje, seria a Grécia. E tentaria manter essa condição de inadimplente, mandando os prestamistas a eles sim assumirem seus erros!

DdAB
Imagem: belo site. É o Adônis, minha gente! Aquele agreste lá de cima está nos sentidos 3 e 4 do Aurelião:
 3. Inclemente, rigoroso: 2   &
 4. Desabrido, indelicado
Pode?

 P.S. de 8/julho/2015:
Ver videos:
https://www.youtube.com/watch?v=YxR5qqzZS-g
https://www.youtube.com/watch?v=pHt8QguIQNA
Moral da história: eu, que achava que o repúdio à dívida argentina enquadrado pela justiça americana deveria levar ao rompimento de relações diplomáticas, acho o mesmo com relação à Grécia e à luz das declarações desta senhora Maria Lúcia Fatorelli.

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