quarta-feira, 8 de abril de 2015

Reforma Política: só trocando os políticos


Querido diário:

Sempre que leio ou escuto gente falando que precisamos trocar o governo (não aquele negócio de substituição do governo dos homens pela administração das coisas, bem entendido), grito: por qual?

Meu ceticismo na capacidade desta turma atual (que não larga o osso) trazer a mais mínima e insignificante melhoria para a agenda é absoluto. Por isto, desabotinei-me ao ler a seguinte nota da página 5, "Política +", de Zero Hora de hoje:

REFORMA POLÍTICA
   Os prefeitos do Rio Grande do Sul vão se reunir para discutir e aprovar uma proposta de reforma política.
   A assembleia extraordinária será na segunda-feira em Porto Alegre.
   Até agora, o único ponto de consenso é a coincidência de todas as eleições no mesmo ano. Os prefeitos alegam que uma eleição a cada dois anos atrapalha a gestão em todos os níveis.

Claro que eu pensei que o financiamento público, o voto obrigatório, o voto proporcional, a estrutura partidária, o rateio da administração pública como se fosse o galinheiro lá de casa, e tantas outras querelas, inclusive o cara-durismo dessa turma, seu despreparo em entender o primeiro parágrafo de qualquer curso de teoria da escolha pública, é que são o problema. Se algo de interessante existe no sistema de eleições sistemáticas é precisamente esta assincronia nos mandatos. Quanto mais eleição, melhor para a democracia e pior para os ladrões que se encastelam em cargos os mais variados.

Por isto, anos atrás, ajudei a criar o slogan "abrace a política, sufoque um político".

DdAB
Imagem daqui. Nem sei se recomendo o que, rapidamente, vi, exceto encher os políticos de sapatadas.

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