sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

É de São José? não, não é


Querido diário:
Esse título de postagem cheira ao marcador "Besteirol", não parece? Mas não é: é pura economia política, é política, é dinheiro, ergo é "Economia Política". Como sabemos, a economia política escrita com minha letra é um ramo da ciência econômica criado por mim e que envolve traços da economia marxista com outros da teoria da escolha pública e com o resto daquela encrenca que a negadinha chama de corrente principal.

E daí? Daí que ontem mesmo vi na TV e hoje repercutiu no jornal Zero Hora que a turma da Petrobrás levou US$ 200 milhões de dólares para os fins mais nobres e os mais escusos. Nobre seria o presente de natal (uma bicicletinha) que um dos ladões deu para o filho de seu motorista ou de uma das empregadas. Fim vil (digo vil não por ser contrário ao consumo de drogas recreativamente, mas considero excluídos da benesse as crianças, os criminosos e os loucos) é a compra de maconha, segundo ouvi rolar em Curitiba...

E José Dirceu, que tem a ver com tudo isto? O São José do título da postagem indica que considero-o -ao político e advogado- um santo, especialmente se o compararmos a essa turma que também ouço (não, claro, na Zero Herra) estar ligada a nomeações a cargo do PMDB. O que me admira é que resquícios de políticos honestos do Rio Grande do Sul ainda se atrelem a esta sigla. E -by the way- à do PT, nem se fala!

Eu conheço dois esquerdistas que:

.a. um entrou na oposição ao governo Lula no primeiro dia, há 12 anos e um mês

.b. outra me disse que não iria sair do PT para não dar bandeira, em fevereiro do mesmo ano de início do mandato do maior político brasileiro de todos os tempos, por causa do escândalo de Valdomiro Diniz, homem que tinha sido companheiro de quarto de... José Dirceu,

Então, comparado com estes caras dos R$ 400 milhões, José Dirceu passa a chamar-se São José, ou Santo Dirceu.

DdAB
Imagem daqui. Pensei que roubalheira por roubalheira poderia exibir a quem de direito o quadro de Mark Rothko que adquiri em Nova York. Claro que, como não participei dos esquemas o que adquiri não é o Rothko, mas uma reprodução de, digamos, menos de US$ 200 milhões, bem menos.

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