segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Anti-Comunismo e Burrice


Querido diário:

A burrice, no caso, é minha mesmo. Mas não sou o único. Há tempos li no jornal que um carinha de Santa Catarina (se a memória não é burralda...) entrou na justiça (esta maravilhosa fábrica de burros) exigindo o direito de não estudar o legado de Karl Heinrich Marx, sob a alegação de que, sob sua inspiração, teriam ocorrido muitas burrices e coisas até pior. Na União Soviética, no Araguaia, e em milhares de outros locais e tempos.

Hoje no jornal Zero Hora tem um artigo de Moisés Mendes, jornalista que tem aparecido mais publicamente (no jornal, claro) há uns poucos anos, se não apenas alguns muitos meses. Pois não é que Moisés é que me fez sentir-me burro, por não ter conseguido fazer uma projeção do requerimento do jovem anti-comunista e, com ela, uma verdadeira piada contra a intolerância, dogmatismo, ideologia, burrice. Explorando o paralelismo entre o mal causado pelo comunismo e aquele gerado pelas guerras, as doenças, essas coisas, alguém poderia invocar o direito de não estudar estas maldades.

DdAB
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