sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Mais sobre a Renda e a Riqueza


Querido diário:

Ainda tá na moda falar dos escandalosos números mostrados por Thomas Piketty em seu afamado livro. E surgiram novos dados, desta vez com um relatório envolvendo a Oxfam, como sabemos, uma ONG da Banbury Rd. em Oxford. Se é que não se mudou desde a última vez que por lá pintei.

E decidi comparar os escandalosos números da distribuição da riqueza mundial com os escandalosos números da distribuição da renda do Brasil. Comparar de que forma? Usando o índice de Gini que mensura a desigualdade.

Brasil: os 10% mais ricos detêm 50% da renda capturada pelas famílias como resultado da chamada distribuição primária (não confundir com a renda e o PIB que são dados pela soma da remuneração dos empregados mais excedente operacional mais impostos indiretos líquidos de subsídios).

Planeta 24 (isto é, o concorrente que tem dias de 24 horas, nomeadamente o Terceiro Planeta de Sol): os 1% mais ricos detêm 50% da riqueza mundial (ações, casas, praias, joias, automóveis, whatever).

Então os índices de Gini do Brasil (renda) e do mundo (riqueza) mostram os valores, respectivamente, de 0,40 e 0,49. Lembremos que:

.a. o índice de Gini tradicional do Brasil tem o valor de 0,55, tendo oscilado entre 0,50 (em 1960) e até 0,60 (tempos da inflação alta). E por que esta diferença? Por causa do número de estratos, pois costuma-se calcular o Gini ou para toda a população ou para dados agrupados dela em decis.

.b. a desigualdade na distribuição da riqueza no Brasil não tem estudos realmente confiáveis.

DdAB
Essa daquele drinque ali chamar-se Gini até agora não entendi. E tem sabor limão!

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