segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Tempos Natalinos na Política


Querido diário:

A semana que começa e será intermediada pelo feriado de natal levou-me às seguintes reflexões.

Primeiro, sou favorável às eleições defasadas entre prefeitos e presidentes, vereadores e deputados (sou a favor de fecharem-se os estados e o senado, sem -portanto- governadores e senadores). Sendo favorável a duas eleições por quadriênio, também entendo que serão formados dois governos a cada dois anos, o municipal e o outro. A questão é a definição decente de formar governos.

A impressão que tenho de reflexões prévias a estas é que formar governo significa lotear a administração pública direta e indireta entre "a companheirada". Ou seja, pessoas descredenciadas para a obtenção de empregos decentes e que se envolvem na política na condição de sinecuristas (rent-seekers). E por quê não mudo de ideia? Por causa da notinha que já transcreverei da página 35 de Zero Hora de hoje, na coluna RBS Brasília, da jornalista Carolina Bahia:

A FILA ANDA
Enquanto o PT nacional faz o inventário dos cargos de segundo escalão, o partido no Estado organiza prioridades para as indicações em 2015. Chefe da Casa Civil do governo Tarso Genro, Carlos Pestana [sic do negrito] está entre os primeiros da lista.

Claro que este tipo de notícia dá como estabelecido que este tipo de -chamemo-lo assim- clientelismo está arraigado na política. A contrariedade da jornalista não aparece aqui, mas estou certo de que ela não apoia estes arroubos carguistas do PT, ainda que espose uma posição de direita em sua concepção geral de funcionamento da sociedade (se a tanto chega).

E qual é a alternativa? Partidos decentes, poder judiciário decente, programas partidários, coalizões partidárias em torno de pontos programáticos, essas coisas. Sobretudo obrigatoriedade de cursos de teoria da escolha pública para todos os brasileiros!

DdAB
A imagem é daqui e estar-me-ei inclinando a aceitar o convite para a ceia, se vier. Sob o ponto de vista político, o que podemos dizer é que há fome de cargos.

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