sábado, 6 de dezembro de 2014

Equilíbrio: um conceito de esquerda


Querido diário:

Um radical macroeconômico diz que a macroeconomia é o estudo de três e apenas três agregados econômicos, acrescentando -por redundância- que os agregados macroeconômicos são três e apenas três: produto, emprego e preços. Um macroeconomista mais meio termo acrescenta outros preços e quantidades nos mercados macroeconômicos. E quais são estes mercados? O de bens, o de dinheiro (seu acoplado, o de títulos), o de câmbio (acoplando-se aos mercados de dinheiro e títulos) e o de trabalho (ou os mercados de todos os recursos).

E os mais exaltados ainda consideram outras variáveis, como o consumo e o investimento, índices de confiança do consumidor e da bolsa de valores, grau de utilização da capacidade, e por aí vai..

Uma vez que, ex post, sempre os mercados encerrarão o dia com as vendas igualando as compras, com a oferta igualando a demanda, tivemos "no dia de ontem" um guia para os níveis das variáveis macroeconômicas que poderiam atender aos anseios dos agentes, ou seja, alcançar os níveis que conferem equilíbrio nos montantes planejados por eles. E por que nos interessa conhecer esses níveis planejados? É que, comparando-os com os níveis realizados, estaremos capacitados a entender as tensões existentes nos mercados macroeconômicos e, com sorte, poder alongá-las.

DdAB
Imagem daqui. Penso que aprendi este conceito e nem sei mais se tem figura no livro de microeconomia de Levenson & Solon que li ainda em meus tempos de professor de micro da Unisinos. É tempo!

P.S. no dia 7/dez/2014 andei dando uma editadinhas lá em cima e aqui embaixo.

P.S.S. E que me levou a falar em conceito de esquerda para esta postagem? Primeiro que sou da Paz. Segundo que temo por uma radicalização na política brasileira que, se tudo der certo para os radicalizadores, teremos uma boa gerra civil, como o Líbano, a Irlanda do Norte, a Síria, o Iraque, essa macacada toda. E daí? Terceiro: se levarmos a sério o conceito de equilíbrio ex ante, tenderemos a ajustar uma taxa de câmbio que equilibre o mercado de bens e serviços internacionais (isto é, zerar o balanço de transações correntes). E, com isto, entra em ação a lei do preço único e, com isto, os salários, assim como todos os demais preços da economia, entrarão em linha com os preços e salários internacionais. Quer algo mais à esquerda do que isto?

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