sábado, 4 de maio de 2013

A Pena de Morte não dá Boa Sorte

Querido diário:
Pensando naquela questão da redução da maioridade penal, vim a defrontar-me com o fantasma da ameaça da adoção de pena de morte por quem quer que seja. Obviamente, não falo de indivíduos, mas de estados/governos e cidadãos. Que ganharia o Brasil reduzindo a maioridade penal para 16 anos? Por que não reduzir para 14, 12, 10, e um aninho de idade? Se o guri já nasce com instintos assassinos, por que retirá-lo da materniadade?

No outro dia, ouvi um menino de rua filosofar para um colega:

o assassino pode abdicar de todos os valores humanos, praticando os crimes mais hediondos, mas há uma coisa que ele não pode abdicar, que é sua condição humana e, como tal, não há juiz no mundo com suficiente decência para condenar outro ser humano à destruição. 

Fiquei pensativo.Em seguida, tocou em meu rádio do carro a canção "Still crazy after all these years". Nâo podemos esquecer: "I wont be convicted by by a jury of my peers". Ademais, já falei em passado não muito recente que a lei dos grandes números, a distribuição normal dos "erros judiciários", levam a que, a cada um milhão de execuções, haverá uma razoável probabilidade de que um indivíduo inocente terá sido declarado culpado. O argumento estatístico torna-se particularmente importante se este individuozinho isolado for eu myself mesmo.

DdAB
P.S.: Still crazy after all these years
(letra do folder do CD "The concert in Central Park").

I met my old lover
On the street last night
She seemed so glad to see me
I just smiled
And we talked about some old times
And we drank ourselves some beers
Still crazy after all these years
Oh, still crazy after all these years

I'm not the kind of man
Who tends to socialize
I seem to lean on
Old familiar ways
And I ain't no fool for love songs
That whisper in my ears
Still crazy after all these years
Still crazy after all these years

Four in the morning
Tapped out
Yawning
Longing my life a--way
I'll never worry
Why should i?
It's all gonna fade

Now I sit by my window
And I watch the cars roll by
I fear I'll do some damage
One fine day
But I would not be convicted
By a jury of my peers
Still crazy after all these years

P.S.S.: marcador economia política significa: o preço baixo do crime é a impunidade.

P.S.S.S.: a mãe do menino de rua, que decidira levá-lo à Disneilândia (a fim de comemorar o nascimento de Karl Marx em 05.05.18_18) enviou nota ao Planeta 23:
Caros:
A frase é: "O pior assassino terá abdicado de todos os valores humanos que pôde. O que ele não pôde abdicar foi de sua condição humana." O estafeta apenas murmurou: "Homo sum. Humani nihil a me alienum puto." Sou humano, nada do que é humano me é estranho. Este era o motto de Karl Marx. (P.S.S.S. aditado às 9h47min de 05.05.2013).

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