segunda-feira, 15 de abril de 2013

O Telefonema do Deputado

Querido diário:
Não foi bem um telefonema de um desses 500 deputados para mim, ao contrário. O fato concreto é que eu estava a refletir sobre a natureza humana e suas principais peculiaridades quando, às 9h27min, fui abalroado por um telefonema "sem número", com uma propaganda de serviços da própria telefônica (a Oi, pessoal!). Deu hai-kai

Fiquemos indignados
com a incapacidade
na ação dos deputados.

Quero dizer: será que nenhum daqueles 500 pensa que poderia fazer leis regulando este assunto, este abandono a que nos levaram (ou nos mantiveram, hehehe) no recebimento de serviços públicos. Parece-me óbvio que há velhinhos solitários e introspectivos que até devem adorar receber uma ligação gravada apregoando os méritos de mudar de plano, de receber mais serviços por menos dinheirinho, tudo aquilo. Só que não é este meu caso. Então penso que a tal lei (que deveria ser apenas um regulamento, o que já bota no mesmo caldeirão em que eu os cozinharia em fogo lento todo o poder executivo) deveria dizer: quando assinas os serviços de certa companhia -Oi, Vivo, SeiLá- deverão indagar-te:

.a. és velhinho solitário? (quando é óbvio que quererão receber os tais telefonêmas de mensagems gravadas)
.b. queres receber propaganda gravada ou apenas fonada? (quando eu e milhões de outros diríamos/diremos que não).

DdAB
Imagem: aqui. Não é bem a minha praia, que ando mais para o lado panteísta. Se é que Deus está em todo lugar, então tudo é Deus. E, como tal, sinônimo de natureza, que poderíamos, assim, grafar Natureza. E por que não escrevo deus? Um dia, falei para a Maria da Paz que o faço por uma espécie de homenagem aos bilhões de seres humanos que, ao logo dos tempos, pensavam em Deus ou Deuses. Acho que respeitá-los me faz mais humano. E talvez arrogante, por achar que estão errados e que o certo mesmo é que o Universo (atentar no U) é um blim-blim-blim que sempre existiu e que não terá fim. Roger Penrose já andou falando em circunstâncias que bem poderiam ter antecedido o Big-Bang. E outras que podem contribuir para a questão 'para onde vamos'. Estou filosófico? Você precisa ver, então, o que foi que eu disse ontem logo depois do final do churrasco.

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