terça-feira, 23 de abril de 2013

Lições do Mensalão

Querido diário:
As lições do Mensalão resumem-se a uma: não é possível termos um poder judiciário tão lento, tão moroso, tão claudicante, tão espalhafatosamente incompetente. Ele é o verdadeiro entrave do desenvolvimento nacional. Quando atribuem responsabilidades aos economistas, sempre penso nos juízes. A lição sobre as lição (isto não é gauchês: as lições se resumem a uma...), de forma bastante mais circunspecta, recebi-a do prof.Haralambos Simionidis, digamos que na primavera de 1979. Anos depois, vim a descobrir que estávamos falando precisamente na importância das instituições para conduzir a ordem e o progresso (dístico, aliás, que está mais do que na hora de retirar da bandeira do Brasil).

Existe uma implicação de política pública a ser derivada desta imporante e milenar constatação: todos os brasileiros deveríamos assinar um abaixo-assinado proibindo qualquer lei de ter mais de 10 artigos. E mais: qualquer lei, para ser reconhecida pela Corte Internacional de Haia, deveria revogar outras 10. Por fim, o juiz que atrasasse os julgamentos, para não ser considerado muar, devreria pagar juros de mora.

DdAB
Imagem: pedi "muar" à Wikipedia, em homenagem às 8000 páginas do acórdão do Mensalão e olha o que veio aqui.

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